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O Xadrez e a literatura

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Vinnie, 3 Dez 2011.

  1. Vinnie

    Vinnie Usuário

    O Xadrez é uma atividade que inspirou muitos escritores. Os livros de xadrez - técnicos - são milhões, escritos nesses mais de 2000 anos em que as pessoas insistem em se debruçar sobre o "tabuleiro em que se odeiam duas cores" - como disse Borges. Se o consideramos esporte, ganha de longe em menções na literatura. Muitos escritores foram enxadristas. Machado de Assis e Voltaire, por exemplo, não dispensavam uma partidinha; o amor de Nabokov pelo xadrez era tão forte que dedicou a ele uma obra prima, tanto para quem joga, quanto pra quem torce o nariz pro jogo.


    Pare e pense, revire a memória das suas leituras: você se lembra de ver referências ao xadrez em contos, romances e poesia? Um personagem aficcionado pelo jogo? Uma heroína que o detesta? Um verso que menciona o jogo?
     
  2. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Tem a óbvia de Harry Potter com o xadrez bruxo, mas como não li não tenho como dizer muito.

    E tem também a de Alice no País dos Espelhos com todas as referências. Acho que o Lewis Carrol era fã por ser matemático também.
     
  3. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    O Jogador de Xadrez de Maelzel do Poe é um conto bem clássico acerca do assunto. Uma das teses do Benjamin é acerca disto, inclusive. Tem um poema do Ricardo Reis, o mais longo dele, se não me engano, cujo título é Os Jogadores de Xadrez; o Álvaro de Campos tem os seus poemas acerca disto também. O próprio Fernando Pessoa era um exímio enxadrista,
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    .
     
  4. Vinnie

    Vinnie Usuário

    Mavericco, em qual livro posso encontrar esse conto Poe?

    Edit: Muito F$$%% o Pessoa de pretas estudando o meio jogo.

    Edit 2: Sensacional o poemão do Ricardo... Reconheci a guerra de que ele fala... tá no livro do d. Shenk e no Chesspedia. Viajei.
     
  5. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Creio que no "Histórias extraordinárias" (ou Tales of the Grotesque and Arabesque, no original, e Histoires Extraordinaires na famosa tradução do Baudelaire)... Mas, pra ser sincero, eu acho uma bagunça essa coisa de livros de conto do Poe no Brasil! Cada livro parece que tem um conto a mais, outro a menos... Se o tradutor seguiu a cartilha do Baudelaire, então você encontra o conto lá.
     
  6. Marcileia

    Marcileia Usuário

    No livro "Se houver Amanhã" do Sidney Sheldon, uma das aventuras da heroína do livro (se não me engano Tracy alguma coisa) se passa num navio em que há dois enxadristas famosos...
     
  7. dbottmann

    dbottmann Usuário

    mavericco tem razão: HE no brasil é uma zona - é só um título que recobre qualquer coisa. existem pelo menos 16 HE diferentes. outro engano corrente (invenção da ed. da abril) é que HE teria algo a ver com as TGA. não, a coletânea TGA, tal como foi montada pelo poe, jamais foi publicada no brasil. e não, as HE do baudelaire tampouco têm algo a ver com as TGA.

    sobre as edições brasileiras das HE, com seus respectivos conteúdos, ver aqui:
    1.
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    2.
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    3.
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    sobre o conteúdo das TGA, ver aqui:
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    sobre o conteúdo das HE de baudelaire, ver aqui:
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    como explico no texto: "Qualquer rápida comparação basta para mostrar que nenhuma das antologias brasileiras intituladas Histórias extraordinárias corresponde às Histoires extraordinaires de Baudelaire. A bem dizer, na verdade nenhuma delas sequer se propõe a isso.

    Então, a primeira coisa a se fazer é deixar de lado qualquer impulso ou reflexo condicionado de associar Histórias extraordinárias a Histoires extraordinaires.

    Entendo o nome "Histórias extraordinárias" no Brasil, referindo-se a Edgar Allan Poe, como um título que se aplica a qualquer coletânea que se queira, com qualquer quantidade de contos que se pretenda. É um bom nome, com suas ressonâncias baudelairianas e uma certa consagração difusa, e só: de resto, sendo uma carcaça vazia, funciona como um vale-tudo.

    E justamente porque Histórias extraordinárias não corresponde a Histoires extraordinaires de Baudelaire, e muito menos a qualquer obra específica de Poe, não há nenhuma relação que vincule o título ao conteúdo do livro. Por isso é possível proliferarem tantas antologias diferentes com o mesmo nome."

    sobre a confusão que a ed. da abril armou, inventando que TGA = HE baudelaire = HE no brasil, sandice esta que acabou se firmando, ver:
    1.
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    2.
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    o jogador de xadrez de maelzel é outra dessas confusões. não é um conto, é um ensaio nada fictício onde poe desmonta o embuste do autômato enxadrista (que se apresentou em richmond e ele foi assistir) - foi incluído apenas na malfadada ed. 1978 da abril, com várias reedições (a minha, p.ex., é de 1981).
     
  8. dbottmann

    dbottmann Usuário

    mas, voltando ao tema do tópico, lembro assim de cabeça a belíssima "defesa lujin" do nabokov; e um muitíssimo legal, chamado "a variante lüneburg", de paolo maurensig, que saiu pela cia. letras nos anos 1990.
     
  9. dbottmann

    dbottmann Usuário

    ah, e sobre as teses sobre o conceito de história do benjamin, que começam citando o autômato de maelzel, ver aqui:
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  10. Tilion

    Tilion Administrador

    Tem um conto sobrenatural do Lord Dunsany, "O gambito dos três marinheiros", presente em O Último Livro das Maravilhas (1916), que traduzi no Contos Maravilhosos, que mostra esses três marinheiros em questão (que não entendem xongas do jogo) ganhando partidas de xadrez contra mestres e de uma maneira mais do que suspeita.

    O próprio Dunsany era enxadrista, escreveu quebra-cabeças sobre o jogo para jornais da época e foi campeão de xadrez da Irlanda.
     
  11. Kainof

    Kainof Sr. Raposo

    Li esse ano o livro do Fernando Arrabal "A Torre Ferida por um Raio":
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    O enredo se dá em torno de dois enxadristas disputando a final do campeonato mundial de xadrez. Elias Tarsis, genial e genioso, esbraveja e quer provar que seu adversário, Marc Amary, metódico e lógico ao extremo, é um assassino. Ao longo da partida, ambos jogadores rememoram suas vidas e como elas vão confluindo para a situação na qual eles estão agora, disputando a partida, cada um com seus próprios interesses maiores. Arrabal é mais conhecido pela sua obra pautada pelo absurdo, portanto, o que se pode esperar desse livro é surpresas, cruezas, loucuras e risadas com o mais típico humor espanhol.

    Uma resenha bacana do Tezza sobre o livro:
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  12. nanamft

    nanamft Usuário

    Sobre este autômato tem tb o livro de estréia do alemão Robert Löhr, "a máquina de Xadrez", que achei bem interessante.
     
  13. Vinnie

    Vinnie Usuário


    Esse lance do Autômato é demais. Li "A Aventura do Xadrez", espécie de anedotário enxadrístico que conta essa história.. em verdade, de vários "robozinhos" que jogavam xadrez... Até Napoleão enfrentou um.... tinha um com um anão dentro.

    Nanamft, já vi esse livro por aí.. valeu pela dica!
     
  14. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    Xadrez, Truco e outras Guerras-Ira. José Roberto Torero. (Coleção Plenos Pecados-Ed Objetiva)

    Estava com esse livro em mãos e (vacilei), infelizmente ainda não li. Só de mencionar sobre o xadrez atiçou minha curiosidade. Lendo a sinopse do livro acho que não fala do jogo em si, mas do pecado da ira e o autor inspirou o romance na guerra do Paraguai. Por enquanto consegui lembrar só desse livro em relação ao xadrez.XD
     
  15. Vinnie

    Vinnie Usuário

    Achei um poema chamado "Xadrez", da Cecília Meireles. Está no livro "Mar Absoluto" e mostra certo conhecimento do jogo.
     
  16. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    o xadrez aparece só no título mesmo. e subtendido na história, q narra a guerra como se fosse um jogo d estratégia.
     
  17. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    Pensei que fosse por aí mesmo, como estratégia de guerra (coisa semelhante), algo muito parecido com o jogo também.Da coleção plenos pecados li só "Preguiça" "Gula", esse (livro) do Torero, tá na alça de mira.:sim:
     
  18. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    ao ler este livro, recomendo a dobradinha com o avante, soldados: para trás, d deonísio da silva. achei q ambos sem completam tão perfeitamente em estilo e tema q ñ consigo desvincular 1 do outro qdo ouço falar d 1 deles.
     
  19. SenhorK

    SenhorK Usuário

    Dos Casmurro.
    O Machado já foi campeão brasileiro de Xadrez,e nessa obra ele apresenta o jogo genialmente.
    O obejetivo do Xadrez não é comoer todas as pessas do inimigo?E qual dos personagens do Dom Casmuro sobreviveu fora o Bentinho.Além de que esse era muito racional,racionalizava todas as suas açoes,assim como um bom jogador de xadrez.
     
  20. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    mas isso tá + pra análise pessoal dq pra algo declarado no livro, mesmo q nas entrelinhas. se ñ me engano ñ aparece nenhuma vez a palavra xadrez no livro. se for com base só nessa justificativa, se encaixaria da mesma forma o caso dos 10 negrinhos, da agatha christie e ttos outros livros similares.
     

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