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O verdadeiro Tadzio

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por imported_?, 29 Dez 2008.

  1. imported_?

    imported_? Usuário

    [align=justify]Achei interessante como curiosidade para quem leu Morte em Veneza, de Thomas Mann:

    Morte em Veneza: O Tadzio de verdade

    Quem leu ou viu Morte em Veneza, livro de Thoman Mann adaptado por Luchino Visconti não pode esquecer do fascínio que o adolescente Tadzio eslavo de origem nobre (vivido no cinema por Björn Andersen) exerceu sobre o protagonista em temporada durante um verão do início do século em Veneza. Um clássico básico da literatura homoerótica cuja emoção tão intensa e verdadeira faz muitos questionarem quanto do próprio Mann está no conto. Ao que parece muito mais do que se imagina. Em 1965 um certo Wladyslaw Moes veio a público declarar que ele seria o tadzio da vida real em artigo .

    "O Tadzio de Thomas Mann sou eu!" declara Sr. Moes de Varsóvia Na última edição da revista Twen, o tradutor polonês das obras de Thomas Mann, Andrej Doegowski, diz que o Barão Wladyslaw Moes, hoje com 68 anos, seria na verdade o jovem Tadzio, que em 1911 inspirou Thomas Mann a escrever Morte em Veneza. No livro é dito sobre o nome do jovem cuja beleza impressiona de maneira profunda o escritor Gustav von Aschenbach: " várias vezes ele era chamado pelo seu nome ou por uma forma carinhosa de seu nome e Aschenbach escutava com uma certa curiosidade sem conseguir chegar a um nome preciso: eram duas sílabas melodiosas como "Adgio" ou algumas vezes "Adgiou" com um ou prlongado no fim" Hoje, em sua casa em Mokotow, um subúrbio de Varsóvia, vive um homem que o tradutor de Thomas Mann identifica como o jovem cuja beleza conduz Aschenbach a sucumbir à cólera em Veneza. "Esse garoto sou eu! Fui à Veneza naquela época e me chamavam de Adzio ou Wladzio e no romance se transformou em Tadzio". E não é apenas no nome que corresponde ao personagem, segundo Moes. A medida que lia o romance lembranças de sua estadia em Veneza lhe vieram à memória e lhe parecia ler a crônica de sua família. "Tudo está minunciosamente descrito, nossos hábitos tantos os bons como os ruins e as brincadeiras que fazia com meu amigo na praia" Doegowski, especialista na obra de Mann, encontrou várias vezes com "Tadzio Moes" para se certificar de suas declarações. Ele fez pesquisas sobre a crônica familiar dos Moes nos anos 1911/12 e descobriu vários indícios que provam que a família Moes realmente saiu de Veneza quando foram apareceram os primeiros sinais de uma epidemia de cólera. Ele também encontrou a roupa comprada pela mãe de "Tadzio" que tanta atenção chamou de Aschenbach na praia.

    Andrzej Doegewski está seguro que encontrou o verdadeiro Tadzio.
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    Fonte:
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    * * *

    O Barão deve ter estar morto agora.

    Eu sempre pensei em Aschenbach como sendo o próprio Thomas Mann, mas não sei se a validade desses fatos é verdadeira. O que vocês acham? Esse Wladyslaw Moes teria sido o verdadeiro Tadzio? Um "tchutchuco" não? rsrsrsrs :rofl:
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  2. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    no livro tadzio tem família eslava, no filme é polonesa. assim como no livro o protagonista é escritor e no filme músico. sem falar - gde novidade! - q achei o livro melhor q o filme.

    outra trivia: sabia q gde parte da comunidade gay odeia thomas mann? dizem q ele não tinha coragem de sair do armário. se o cara escreveu um livro q deixa tão evidente assim oq sentia, precisava mais? é como diz num fórum ae q participo: pra bom entendedor...
     
  3. imported_?

    imported_? Usuário

    Não imaginava. Pelo contrário, achei que eles admirassem a obra... Acho que o livro diz muito mais do que sair do armário! ¬¬
     
  4. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Acabei de ler ontem Morte em Veneza, e posso dizer que achei muito bom. Achei as insinuações homossexuais um pouco constrangedoras no começo e discretas, mas com o desenrolar da história vão se tornando mais evidentes.
    Thomas Mann tem um jeito estranho de escrever, parece não gostar de diálogos. Gosto de textos que ocupem a página inteira, se tiver de ser um parágrafo só, maciço por página, tudo bem. Leva algum tempo para se acostumar com isso, pois a "falta" de parágrafos pressupõe uma maior atenção aos inícios e fins, pontos enfáticos e tudo mais, é preciso ter calma e seguir cauteloso, pois a obra esconde uma riqueza deveras intressante.
    Gosto quando ele escreve sobre o ato literário, o ofício de escrever, que parece ser para ele um exercício ambíguo: se por um lado os floreios da pena lhe dão prazer, lhe libertam o espírito, de modo que a euforia por contar/narrar/escrever deixe pouco espaço para os diálogos e parágrafos; por outro o peso da pena parece lhe oprime, pois sente a responsabilidade enquanto escritor de traduzir em palavras as belezas do mundo e da vida. É uma prática que lhe agrada e preocupa simultaneamente.
    Uma ótima recomendação de leitura! Tomei como preparação para Os Buddenbrooks, A Montanha Mágica e, logicamente, Doutor Fausto.[/align]
     

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