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O Verdadeiro Fim dos Livros

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Zzeugma, 22 Fev 2011.

  1. Zzeugma

    Zzeugma Usuário

    Pra (quem quiser) comentar:

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    (Por
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    Já comentei a
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    Não contem com o fim do livro, uma recolha de diálogos entre Umberto Eco e Jean-Claude Carrière, os quais discorrem sobre o incêndio de bibliotecas, a destruição de livros por ditadores e censores, a obsolescência dos meios de registro, o mero esquecimento. Carrière observa que a Biblioteca Nacional da França, criada por volta de 1820, tem pelo menos dois milhões de livros que jamais foram consultados. Com o livro eletrônico, esse sintoma pode se agravar. Como vai ser possível preservar cada vez mais, porque não teremos o problema de espaço (a Biblioteca Nacional da França caberia num HD do tamanho da minha mesa), serão cada vez mais preservados os livros inúteis, os livros redundantes, os livros desinteressantes, os livros que ninguém quereria ler mesmo que soubesse de sua existência. Tiro isto por mim, que leio compulsivamente: 90% dos livros que existem não me interessam.

    Mais ameaçador do que o livro eletrônico, contudo, é o neo-liberalismo editorial, ou capitalistalinismo. Estou agora enfiado nas páginas de O Negócio dos Livros – Como as grandes corporações decidem o que você lê (Casa da Palavra, 2006). O autor é André Schiffrin, ex-editor da Pantheon Books, que já foi uma das grandes (em qualidade) editoras dos EUA antes de ser fagocitada pelos conglomerados econômicos que estão, mais depressa do que qualquer engenhoca feita de pixels, promovendo a destruição do livro. Não do livro como artefato de folhas de papel impressas, mas do livro como meio de transmitir idéias.

    A bibliodiversidade (a pluralidade de idéias, de abordagens, de assuntos, de leituras e de leitores) é a própria natureza da cultura. O contrário de “cultura” é “monocultura”. Essas grandes corporações estão pegando a diversidade cultural, passando o trator por cima e transformando o mercado editorial num imenso campo de soja ou de cana-de-açúcar. É a lógica da maximização dos lucros através da uniformização dos produtos. Vender uma única coisa, produzida de uma única maneira, é mais rentável do que vender 400 coisas produzidas de 400 maneiras diferentes, mesmo que cada uma dessas 400 dê um pequeno lucro. Para a lógica de hoje, pequeno lucro é prejuízo. Já vi um neo-capitalista se queixando numa entrevista: “Se eu tinha um lucro anual de 200% e agora meu lucro caiu para 100%, é óbvio que tive na realidade um prejuízo de 50%”.

    Hoje, cinco grandes conglomerados controlam 80% das vendas de livros nos EUA (Time-Warner, Disney, Viacom/CBS, Bertelsmann e News Corporation). Nenhum veio do meio editorial. São grupos de telecomunicações que estão comprando todas as editoras de livros, fechando as séries e coleções que dão pouco lucro, e transformando o livro num apêndice da telecomunicação. A ameaça não é o fim do livro de papel: é o fim do texto literário e crítico. Isso, sim, amigos, é de fazer perder o sono. O que é pior, um e-book com Shakespeare ou as memórias de Nancy Reagan num livro de papel?
     
  2. Calib

    Calib Visitante

    A literatura continuará sendo feita. E mais: hoje, a Internet permite que um autor independente fique completamente livre desse mercado "do mal": basta escrever, divulgar abertamente e pedir doações, como alguns músicos estão fazendo.
    Pode-se, inclusive, se não gostar do e-book, comprar livro em papel sob demanda, um único exemplar (algo mais ou menos como no Clube dos Autores).

    Então, não vejo sentido em profetizar o fim do texto literário. Sempre haverá gente disposta a escrevê-los e gente disposta a pagar por eles.
     
  3. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Pode parecer cair em um lugar-comum, mas isso cheira a pós-modernidade, hehe.

    Já havia pensado nisso, e achei acertadas as palavras do Braulio, mas ainda assim custo a acreditar nessa profecia de fim dos livros. Que muitos (muitos mesmo!) livros impressos e lançados são, para usar termos eufemísticos, menos relevantes do que outros, é algo que todos que já foram a uma livraria sabem. Há muita coisa que realmente deixa a desejar, que explora um filão literário, feito visando o lucro, a fama e não a transcendentalidade.

    Não sei, quando olho para as pratelerias das livrarias me vem uma certa angústia ao pensar sobre quanto material, tempo e dinheiro estão sendo gastos imprimindo certos livros, quando se poderia estar reeditando outras coisas clássicas ou investindo em boa literatura. É vago falar assim, mas conto com a perspicácia de vocês leitores.

    Enfim, que tipo de solução deve ser proposta?[/align]
     
  4. Izze.

    Izze. What? o.O


    Eu não vejo nada como desperdício, for real. Tem uma carrada de livros que não me interessam, okay, mas interessam à outras pessoas. O mercado do livro abrange um público pequeno. Tem os best-sellers, aqueles fenômenos de venda que geralmente deixam sim à desejar, que é o que "foge" dessa segmentação toda (embora ainda atinja um público beeeem menor do que o cinema, por exemplo). Mas todo livro, seja qual for, encontra seu público. Nem que seja um só leitor, é um público. E se esse leitor está procurando por algo específico, sabe que não é na gôndola de lançamentos da livraria que ele vai encontrar o que quer.

    O livro está inserido no mercado, e como em qualquer comércio, tem que vender. Se isso exige atenção maior para obras "ruins", mas que vendem, então são para elas que vão ser concentradas todas as forças. Porque são essas obras que vão financiar a impressão das boas, que tem um público bem menor e que um investimento, uma tiragem maior, acabaria em fracasso por conta das poucas vendas. As próprias livrarias tem que concentrar as vendas nesse tipo de livro para poder vender os com menor público também.

    Como qualquer produto cultural, a quantidade de livros ruins e desinteressantes sempre é maior do que as boas e que eu, em meu gosto e opinião pessoal, gosto. Por isso não acho que a literatura vá acabar (só se for por falta de assunto =B) por conta da forma que o mercado funciona, e muito menos acho que esse mercado está eclipsando a boa produção. Se nada do que está no "mainstream" da literatura lhe agrada, você vai encontrar o que gosta em outros lugares, seja em uma livraria pequenininha, seja na internet ou então em contato direto com o autor que publicou por conta própria.
     
  5. aces4r

    aces4r Usuário

    Do jeito que está a tecnologia hoje, se o livro chegar até 2485, então vai durar até a eternidade, a não ser que acabe o papel ou esta seja também a data do fim da humanidade. Penso que se o livro for acabar, será nas próximas décadas, se não, não acaba mais.
     
  6. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    O livro não vai acabar, podem ter certeza disso.

    Btw, a literatura já encerrou todos os assuntos possíveis e ainda não acabou.
     
  7. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    A literatura já discutiu o nada? E discutiu a discussão do nada? Contra-argumentou a discussão da discussão do nada? Compendiou os contra-argumentos da discussão da discussão do nada? Chegou novamente ao nada? É o mesmo nada?
     
  8. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Já.

    O início foi quando ela passou a falar de si mesma. A partir daí pro Nada foram dois palitos e um Beto Barbosa.

    Tem até teoria sobre isso: Maurice Blanchot - O Livro Por Vir (que fala sobre várias outras coisas também).

    Um outro livro dele também lida um pouco com isso: O Espaço Literário.
     

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