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O Vale dos Demônios (Czes?aw Mi?osz)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 21 Jul 2011.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Czes?aw Mi?osz é um dos mais importantes nomes da literatura polonesa do século XX. Um exilado voluntário, foi apenas a partir de 1980- quando recebeu o Nobel- que seus trabalhos começaram a ser lidos na Polônia. Antes disso, porém, tornara-se conhecido no ocidente como um dos maiores poetas contemporâneos. Viveu na França e, mais tarde, nos Estados Unidos.

    O que é pouco lembrado, porém, é o fato de que apesar de ser considerado como polonês, Mi?osz não nasceu na Polônia, e sim na Lituânia.

    É certo que, quando nasceu, em 1911, nenhum dos dois países existia (pertenciam ao Império Russo) e antes disso eram um só. Além disso, se hoje as relações entre os grupos étnicos e a geografia da Europa Centro-Oriental ainda são um pouco confusas, antes da Segunda Guerra Mundial elas eram bem piores.

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  2. rocca

    rocca Usuário

    O livro "The captive Mind," ("Mente Cativa", ed. Novo Século) é um excelente panorama dos intelectuais sob um regime totalitário. Vale muito a leitura!
     
  3. raqtoledo

    raqtoledo Usuário

    Uma vez recebi um poema lindo do Milosz por e-mail. Divido com vocês.

    Meaning










    When I die, I will see the lining of the world.
    The other side, beyond bird, mountain, sunset.
    The true meaning, ready to be decoded.
    What never added up will add Up,
    What was incomprehensible will be comprehended.

    - And if there is no lining to the world?
    If a thrush on a branch is not a sign,
    But just a thrush on the branch? If night and day
    Make no sense following each other?
    And on this earth there is nothing except this earth?

    - Even if that is so, there will remain
    A word wakened by lips that perish,
    A tireless messenger who runs and runs
    Through interstellar fields, through the revolving galaxies,
    And calls out, protests, screams.


    Czeslaw Milosz

    (tradução)

    - Quando eu morrer, verei o avesso do mundo.
    O outro lado, além do pássaro, da montanha, do poente.
    O verdadeiro significado, pronto para ser descodificado.
    O que nunca fez sentido fará sentido,
    O que era incompreensível será compreendido.


    - Mas e se o mundo não tiver avesso?
    Se o sabiá na palmeira não for um signo
    Mas apenas um sabiá na palma? Se a sequência
    De noites e dias não fizer sentido
    E nessa terra não houver nada, apenas terra?


    - Mesmo se assim for, restará uma palavra
    Despertada por lábios agonizantes,
    Mensageira incansável que corre e corre,
    Corta campos interestelares, corta galáxias giratórias
    E clama, reclama, grita.
     
  4. Rahmati

    Rahmati Grub grub grub uáááááá

    Nossa, que lindo!

    Poemas não costumam me tocar muito, mas esse...
     
  5. raqtoledo

    raqtoledo Usuário

    É muito lindo, né? Também sempre fico bem impactada quando releio.
     

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