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O Senhor do Mundo (Robert Hugh Benson)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Calib, 14 Dez 2015.

  1. Calib

    Calib Visitante

    O Senhor do Mundo
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    ISBN 9788563160362
    Editora
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    Sinopse
    O Mundo Imaginado por Benson - uma hipérbole a partir dos erros que ele então já enxergava - trilha rumo ao autoritarismo de um governo mundial, onde as liberdades individuais são suprimidas a partir de regras de conduta impostas junto com uma nova moralidade criada através de uma religião global. Certamente, Benson jamais imaginou que seu romance chegaria, no início do século XXI, a se tornar tão realista.

    No livro, uma iminente guerra ameaça a paz universal, situação que permite a um jovem desconhecido ganhar popularidade em todo o mundo, e aspirar assenhorear-se dele, sendo cultuado pelo humanismo de uma falsa religião global, onde se exclui e criminaliza toda e qualquer expressão que ainda possa existir de uma espiritualidade verdadeiramente transcendente. É o advento do anticristo, portanto. Mas ainda permanece algo da tradição que construiu o Ocidente: a Igreja Católica, embora em meio a uma crise, apresenta-se como a única resistência frente ao totalitarismo.

    Em poucas palavras, trata-se de uma narrativa apocalíptica, contra a qual só nos resta um consolo e uma atitude: a confiança no triunfo definitivo de Deus, tal qual prometido no Livro de São João, e a incolumidade da alma por seu mergulho na Graça do Salvador.

    Ficha Técnica:
    Número de Páginas: 386
    Editora: Ecclesiae
    Idioma: Português
    ISBN: 978-85-631-603-62
    Dimensões do Livro: 14 x 21 cm

    Fonte: o site da editora

    §§§

    Uma resenha que catei sobre o livro:
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    DOMINGO, MAIO 17, 2009

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    Terminei a releitura de "Lord of the World", de Robert Hugh Benson. O autor é um sacerdote católico pertencente à brilhante plêiade de ingleses, na qual se integravam John Henry Newman, Gilbert K. Chesterton ou Hilaire Belloc, que, em finais do século XIX, começos do século XX, se converteram ao catolicismo provenientes do anglicanismo.

    Escrito em 1907, "Lord of the World" é um romance premonitório e de antecipação, que em muitos pontos ombreia com o "Mil Novecentos e Oitenta e Quatro", de George Orwell, ou o "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley. Nele o autor dá-nos a sua visão do mundo num futuro distante cerca de cem anos, ou seja, correspondente aos dias que vivemos. E pode-se dizer que acerta profeticamente no alvo.

    Os primeiros anos do século XXI da distopia de Robert Hugh Benson trazem-nos uma sociedade ocidental dominada por uma ideologia humanitarista de cariz jacobino e marxista, onde a cultura da morte impera - a eutanásia é aplicada de modo amplo e irrestrito - e o catolicismo é tolerado no limiar da perseguição. Apenas na Irlanda e na cidade de Roma, esta regressada ao controlo do poder temporal do Papa, tal não sucede. O mundo vive pendente de um conflito Ocidente/Oriente - o Ocidente, composto pelos Estados Unidos e a Europa; o Oriente, o autor subentende tratar-se da Rússia, da China e da Índia.

    É neste contexto que surge a pessoa de Julian Felsenburgh: jovem político norte-americano com cerca de trinta e três anos, que após uma meteórica carreira política o ter elevado às mais altas posições públicas do seu país, muito por força do estranho magnetismo que exerce sobre as multidões, consegue solucionar o conflito Ocidente/Oriente, estabelecer a paz universal e tornar-se Presidente do Mundo unificado. Massas ululantes aclamam-no histericamente pelas principais cidades da América e Europa - Nova Iorque, Moscovo, Berlim, Paris, Londres.

    Felsenburgh, actuando como Presidente do Mundo, funda uma nova religião humanitária de adoração do homem em abstracto, a qual paulatinamente vai resvalando para a auto-adoração da sua pessoa. A adesão ao novo culto é compulsiva. O conflito estala com o que resta da Igreja Católica. Instaura-se a perseguição e o assassinato generalizado dos católicos. Roma é arrasada num pavoroso bombardeamento aéreo, no qual perece o Papa João XXIV e a quase totalidade do colégio cardinalício. A Presidência do Mundo parece ter o seu triunfo, o qual, todavia, não prevalece durante muito tempo…

    Fugidos para a Terra Santa, os dois cardeais sobreviventes do bombardeamento romano (os Cardeais-Eleitores de Inglaterra e da Alemanha) reunidos num conclave improvisado realizado em Nazaré, no qual participa também o Patriarca de Jerusalém, elegem Papa o inglês Percy Franklin, sob o nome de Silvestre III.

    Silvestre III inicia imediatamente a reorganização da Igreja pelo mundo inteiro, agora escondida de novo nas catacumbas. Tal notícia provoca enorme fúria a Felsenburgh, o qual supunha haver erradicado definitivamente a "praga" católica. Sabendo que o Papa permanece em Nazaré, ordena a destruição de tal localidade, mediante um novo bombardeamento aéreo. E quando tudo parece perdido para a causa da Igreja, eis que no céu…

    Ignoro se "Lord of the World" foi alguma vez vertido para português; mas compreendo perfeitamente por que razão o seu tradutor para espanhol foi o Padre Leonardo Castellani - a Providência tem destas coisas.

    --- Mensagem Dupla Unificada, 14 Dez 2015, Data da Mensagem Original: 14 Dez 2015 ---
    Achei legal a ideia da coisa toda. É interessante que seja um livro de fantasia publicado por uma editora católica como a Ecclesia. Deve valer pela novidade, digamos assim; pra fugir um pouco da mesmice. E a resenho do português aí em cima me deixou curioso sobre os desdobramentos do enredo.
    Infelizmente o precinho não é dos maaais convidativos. Se alguém aqui já tiver lido esse livro ou souber algo de bom do autor para me convencer a comprá-lo, fique à vontade. :joinha:
    Tô de olho em alguma promo foda.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  2. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Mas não é o primeiro, né? Acho que a Ecclesia também publicou Padre Elias e Viagem a Alfa Centauri... ou era a Vide?
     
  3. Calib

    Calib Visitante

    Os dois tinham sido pela Vide. (Aliás, sabe se algum deles presta, @Bruce Torres :P)
     
  4. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Nunca li nenhum deles, mas tenho vontade.
     

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