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O rock n' roll e sua influência

Tópico em 'Música' iniciado por Marcio Scheibler, 12 Ago 2011.

  1. Marcio Scheibler

    Marcio Scheibler Usuário

    Artigo de minha autoria sobre o rock n' roll:

    Por mais que as pessoas mostrem desprezo pelo rock unicamente pelo seu “barulho”, não há como negar e sequer discutir que esse estilo musical é o mais representativo da história da música. Atinge fãs de todas as partes do mundo e cria ídolos que entram nas páginas de qualquer documento acerca dessa quase “religião”.
    Primeiramente, é o estilo mais difundido no mundo, tanto em número de adeptos quanto de bandas. O rock é uma maneira de colocar na música desabafos e críticas, aliados a instrumentações e vocalizações variadas que tornam o estilo único em sua essência.
    Outro ponto fundamental é a variedade de subgêneros e temas abordados nas letras. Enquanto que os saturados pagode e sertanejo universitário, entre outros estilos, limitam-se a falar de três ou quatro assuntos, o rock apresenta uma gama mais diversificada. Dentre outros temas abordados, temos o amor, a esperança, a perseverança, a mitologia, o misticismo, a religião, a crítica política e social, o folclore e o niilismo. Algumas bandas falam do demônio, mas são minoria. O problema é que aqueles que não gostam do gênero baseiam suas críticas muito em cima desse fato, deixando de lado a análise dos fatores positivos que tanto atraem os fãs.
    Citarei aqui trecho de duas músicas, que, na minha opinião, simbolizam a excelência das letras do rock em relação aos outros estilos. O primeiro trecho é da música Burning Heart (1984), da banda de hard rock Survivor: “No código do guerreiro, não há lugar para rendição/Embora seu corpo diga pare, seu espírito nunca chora/No fundo de nossa alma há uma brasa quieta/Ela sabe que é você contra você/É o paradoxo que nos dirige/É uma batalha de testamentos, no calor de ataque,/É a paixão que mata/A vitória é só sua”. O outro trecho é da banda de power metal Dragonforce, música Through the fire and flames (2006): “Assim que o dia vermelho cai/E os relâmpagos racham o céu/Eles levantam suas mãos/Para o paraíso acima deles/Assim que plantamos suas mentiras/Correndo contra a luz da manhã/Há um fogo em meu coração/Somos banidos do tempo, na terra dos derrotados/Para uma luz além das estrelas. Essas letras podem parecer complexas, mas apenas demonstram a capacidade dos seus criadores e tornam o rock n' roll o gênero mais culto da música.
    E o terceiro grande ponto a favor do rock, que talvez seja o mais massacrante em relação aos demais, é sua história. Ninguém apresenta tantos mitos, gênios, rebeldias e curiosidades. Na era do blues surgiram monstros como B. B. King e Robert Johnson, que tornaram a guitarra o instrumento símbolo do estilo. Guitarristas que vieram na sequência, como Jimi Hendrix, Chuck Berry, Eric Clapton, Jimmy Page, Ritchie Blackmore e Tommy Iommi, sacramentaram esse fato. Como não citar os mestres da bateria, John Bonham e Neil Peart. No baixo, John Paul Jones e Steve Harris. E na linha de frente de toda banda, os vocais tão variados: Ian Gillan, John Lennon, Robert Plant, Roger Daltrey, Mick Jaeger, Derrick Green, Corey Taylor, etc.
    Após a morte de Kurt Cobain, ex-vocalista do Nirvana, em 1994, não surgiu mais um ícone, motivo pelo qual há afirmações de que o rock está acabando. Aliado a isso, os grandes nomes já faleceram ou estão em idade avançada. Os mais radicais arrancam os cabelos por causa das bandas atuais que tendem mais para o pop. Uma coisa é certa: o estilo não vai morrer se depender daqueles que o amam. É muita história para ser esquecida só por causa de alguns que tentam “popularizar” algo que é majestoso, pois o rock é para quem merece.
     
  2. Umav Ozatroz

    Umav Ozatroz Usuário

    Claro que há: como pode ser o mais representativo quando com pouco mais de 60 anos já parece se encontrar nas últimas? Que tal os 200+ anos de música clássica? Como pode ser o mais representativo da história da música quando o foco é muita atitude e letras rebeldes em poucos acordes distorcidos?

    Rock'n'roll foi só uma franquia milionária que descobriram quando perceberam que adolescentes com hormônios à toda dão muito mais lucro com consumo sem fim do que pessoas com contas pra pagar. O que seria melhor que fazer adolescentes se identificarem com um ídolo pré-fabricado que fala dos problemas de sempre da juventude?

    Como música, é realmente pobre. Mas frente a atrocidades maiores como funk, parece até rico. Não fosse o fato de eu viver em plena Era da Informação e poder ouvir música muito melhor a um clique de distância, eu até poderia me contentar com a mediocridade que a indústria de consumo vomita...
     
  3. Rodovalho

    Rodovalho Usuário

    A música sertaneja aborda bem mais que quatro temas. Dizer algo como isso é como classificar o rock só tendo ouvido emocore. O pagode poderia ser compreendido como um subgênero do samba, da mesma forma que o rock pode ser englobar desde progressivo e punk.

    O hip hop já desbancou o rock nas paradas. No quesito popularidade, o rock está perdendo, e talvez nem alcance mais o segundo lugar.

    No quesito história e influência, o rock não bate nem de longe a música clássica ocidental.

    E no final das contas, eu sou fã de rock. Existem mais compositores clássicos que não gosto do que vertentes do rock que desgosto. Sou fã do rock nacional e essas letras de rebeldia adolescente muitas vezes vendida, totalmente prostituída.

    Existe música pra todo estado de espírito.
     
  4. Cantona

    Cantona Tudo é História

    Não podemos também dizer que o sertanejo é um subgênero da moda de viola?

    É uma música que aborda tudo, sem a rebeldia do rock, mas com lirismo (a moda de viola).

    Gosto de ambos.
     
  5. imported_Han

    imported_Han Usuário

    Segue abaixo apenas um link para que o Sr. Umav ouça e aprenda que o Rock não é só rebeldia... E Sr. Umav, as juventudes são diferents, não se pode comparar os problemas de nossa juventude com as de nossos pais, por exemplo...Portanto, discordo que sejam "ídolos pré-fabricados que falam dos problemas de sempre da juventude".

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    :tchitum:
     
  6. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Artiguinho fraco, hem? O Rock conseguiu antigir um patamar que antes só tinha sido visto com a música clássica ocidental e criou mitos e compositores geniais relacionados ao estilo tanto quanto a música clássica criou.

    Porém, colocá-lo tanto para o céu (como o faz o artigo) quanto para o inferno (como o faz o Umav, visivelmente desinformado) é simplório. Tem muito chão a correr pro rock atingir um patamar de influência parecido com o que foi alcançado com o Clássico, mas, assim como este, é inegável que o Rock é um estilo que consegue combinar todos os outros estilos musicais. Daí a sua abragência cultural imensa.

    E Moda de Viola rula demais.
     
  7. Calib

    Calib Visitante

    Ídolos pré-fabricados tocando música realmente pobre para adolescentes com hormônios a toda:


    http://www.youtube.com/watch?v=XPPpJCZb-L8&feature=related


    (not!)²:rofl:
     
  8. Marcio Scheibler

    Marcio Scheibler Usuário

    Alguém tinha que dizer que meu artigo é fraco, hein!!! Não dá pra agradar todo mundo: isso é notório!!!

    O número de representantes da música clássica com enorme influência é maior que os representantes do rock??? Aí já é demais!!!

    Cita-se uns 20 ou 30 grandes compositores clássicos contra centenas de rockeiros, em qualquer um dos instrumentos. Gosto de música clássica, apesar de não ouvir muito, e não nego sua importância. Mas o estilo que radicalizou e inovou a música, fazendo parte da vida e personalidade de muita gente, foi o rock n' roll!!!!
     
  9. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Você tá simplificando uma situação que não é tão simples assim. Compositores clássicos têm uma forma completamente diferente de composição e apenas uma de suas obras acaba por influenciar gerações e gerações de músicos. Bach e Beethoven, só pra citar dois bem famosos, que o digam. Além disso, os compositores só são uma parte do processo. Se você for atrás de estudantes de música clássica e perguntar a eles nomes de violinistas que eles admiram, você ouvirá muitos nomes diferentes. O mesmo vai acontecer com cada instrumento.

    O estilo que radicalizou e inovou a música, fazendo parte da vida e personalidade de muita gente não foi o rock. Foi a invenção da vitrola. Aí a música virou algo bastante pessoal e caseiro, permitindo que as pessoas escolhessem o que fossem ouvir. Como eu disse acima, o rock está(va) no caminho de ser algo próximo da música clássica, mas ao contrário desta, ele tem perdido muita força nos últimos anos e não tem a relevância que um dia ele já teve. Já foi, inclusive, substituído pelo Pop lá nos já longínguos anos 80.

    Não falo que ele está morto, mas está em decadência. Coisa que a música clássica nunca esteve e, provavelmente, nunca estará devido a sua complexidade e abrangência que ainda é bem maior que a do rock.

    Você precisa se desapaixonar pelo rock um bocado. Escrever transbordando de paixão dá nisso.
     
  10. Spartaco

    Spartaco James West

    Com todo o respeito ao Marcio (autor do tópico) gostaria de salientar que a música erudita, mais conhecida como música clássica, começou lá na Idade Média e chegou até os dias de hoje. Por isso, a evolução de toda a música ocidental deveu-se exclusivamente a ela. Centenas de grandes compositores, dos mais variados períodos, foram sumamente importantes e influenciaram a música que conhecemos com as suas obras.

    Eu também gosto muito de Rock, inclusive sou um beatlemaíaco, mas tenho que afirmar que se não fosse a música erudita a música atual não seria a mesma, talvez nem o rock tivesse aparecido.

    Um forte abraço.
     
  11. Marc_dell

    Marc_dell Usuário

    Entendo o que quis dizer Marcio e concordo. Nunca houve estilo musical capaz de arrebatar tantas pessoas antes na história em torno de temas cotidianos. A música erudita, que jamais deixará de ser importante, nunca foi capaz de mobilizar multidões dessa forma (não é preciso lembrar que Mozart, por exemplo, se apresentava para públicos muito restritos e sua influência foi se construindo ao longo das décadas e séculos posteriores). E por mais que se diga em defesa de outros estilos, até hoje nenhum deles conseguiu o mesmo efeito ainda. O que não quer dizer que nenhum deles é superior ao outro, mas que o rock, apesar de toda sua revolta acabou servindo inocentemente aos interesses do mercado, mais que qualquer outro também é verdadeiro. Abriu caminho para a exploração de todos os estilos que são hoje comercialmente viáveis.
    Ouço rock o dia todo, enquanto trabalho e agradeço que tenha passado da fase adolescente de gostar do que estava na moda e hoje possa escolher com mais cuidado o que ouvir. Se havia paixão para escrever o texto, também havia para criticar. E acho curioso que quase todos tenham se abrigado debaixo do cânone da música erudita, onde fica bem difícil receber ataques...
     
  12. Anica

    Anica Usuário

    eu acho que essa comparação é tipo comparar senna com schumacher, não dá. são contextos diferentes.
     
  13. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Mas dá pra comparar Senna, Schumacher, Fangio e Gilles. =~~~~
     
  14. Anica

    Anica Usuário

    não dá não, tiveram seu auge com carros diferentes, contra rivais diferentes, em pistas diferentes, com tecnologias e regras diferentes, como comparar?
     
  15. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Não é assunto pro tópico, mas se compara vendo o contexto inserido de competição em que eles estavam. Por mais que as pistas, épocas, rivais e carros tenham sido diferentes, há de se fazer a comparação com os resultados obtidos e os contextos (é a melhor análise).

    Se formos frios com os números, Schumacher é o maior de todos os tempos. Se relevarmos os contextos de competição e juntando com os números obtidos, Senna é o maior de todos os tempos, com Schumacher em segundo. Isso acontece porque Senna teve rivais como Prost, Schumacher (em começo de carreira), Mansell (burro, mas veloz) e Piquet. Esses caras são tidos como a era de ouro da F1 (a década de 80). Derrotou, inclusive, um carro melhor que o seu (o título de 91).

    Schumacher teve bons rivais, mas nenhum do nível dos que Senna teve: Hakkinen, Hill, Villeneuve, Coulthard. O único mais fora de série foi Alonso que pegou o chucrute com uma Ferrari já combalida que, veja só, explodia motores. Devido ao amplo domínio do Schummy nesses anos que ele correu, o credencia a um justo segundo lugar na história. Se ele fosse um piloto do mesmo nível dos seus rivais, não teria ganho 5 campeonatos mundiais seguidos. Sem contar a reerguida ferrarista que ele conseguiu sob seu comando.

    O restante da lista dos top5 vai contar ainda com Fangio, Prost e um quinto lugar que alterna entre Piquet, Emerson, Stewart e outros. Mas eu vejo o Vettel já entrando nesse top5 da história em pouco tempo. O que o Tião faz é realmente de outro mundo. E tem derrotado uma galera que não é fraca, inclusive comparável à geração de 80: Alonso (Prost), Button (Piquet) e Hamilton (Mansell).

    Gilles, inclusive, é citado costumeiramente no top10 sem nem mesmo ter um título. Morreu antes, coitado.
     
  16. Anica

    Anica Usuário

    ué, vc mesmo diz que as respostas para "quem foi o melhor" podem ser diferentes e vem me dizer que dá para comparar?
     
  17. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Podem ser diferentes de acordo com o critério utilizado. Quando se juntam diversos fatores, a lista dos top5 varia um pouco, mas os três primeiros costumam se manter. Não é bem uma ciência exata. Peguemos a pista de Monte Carlo: Schumacher é quem detém o recorde, mas ele não foi o melhor piloto em Mônaco, Senna foi (6 vitórias).

    O mesmo acontece com Literatura e com todas as outras coisas que são comparativas. Escolhe-se um critério e se compara. Aí, de acordo com o critério utilizado, obtém-se uma lista. Se levarmos em conta que não dá pra comparar nada de acordo com nenhum critério porque a resposta pode variar, não haveria espaço pras ciências humanas (que são, basicamente, fundamentadas em comparações) e tudo o que é feito, por exemplo, nesse fórum de literatura, é uma perda de tempo.

    Na verdade, toda discussão com um ponto de vista variável passa a ser inútil, assim como esta.
     
  18. Anica

    Anica Usuário

    crendiospadre, pescaldo, é o que estou tentando dizer desde o primeiro post em que falei que não dava para comparar =P
     
  19. Marcio Scheibler

    Marcio Scheibler Usuário

    Oh loco...a discussão partiu para o lado da Fórmula 1 (que adoro)

    Me desapaixonar pelo rock? Fala sério!!! E não sou tão fanático assim...o que me atrai no rock é sua história, seus mitos, sua virtuosidade e, principalmente, as letras. Como citei no artigo, as pessoas acham que só pelo vocal gutural, a banda está "chamando o demônio". Pega-se o exemplo do AS I LAY DYING, que tem vocal gutural mas é uma banda classificada em "metal cristão". As letras são ótimas.

    A música clássica quase não tem letra, o que restringe, e muito, seus adeptos. É um estilo para poucos, com um senso crítico apurado, bem como gosto exigente.

    Tem muito metaleiro que assume sua influência na música clássica, tanto que temos óperas rock de ótima qualidade.
     
  20. Spartaco

    Spartaco James West

    Só uma pequena observação: há letras na música erudita, pois é só vermos as óperas e os lieder (canções), que são espécies de formas musicais, e que possuem textos maravilhosos de grandes poetas em suas respectivas épocas.

    Quanto a restrição dos adeptos da chamada música clássica, não creio que isso ocorra, pois os seus fãs não são tão poucos assim, é só verificarmos ao redor do mundo como os teatros que a apresentam estão sempre lotados.

    Abraço.
     

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