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O Livro Dourado de Galadriel, Parte II

Tópico em 'Comunicados, Tutoriais e Demais Valinorices' iniciado por Artigos Valinor, 25 Jun 2005.

  1. Artigos Valinor

    Artigos Valinor Usuário

    PARTE II - A Viagem até Valinor</P>


     Aqui jaz o relato da segunda parte do Livro Dourado de Galadriel, escrito pouco antes desta deixar Lothlórien.</P>


    “Os fatos que irei relatar aqui são completamente ocultos para qualquer ser vivente da Terra-média. Até mesmo para Mestre Elrond e para Gandalf. Este segredo era meu, e agora, sei que precisarei deixá-lo aqui, para que saibam o que aconteceu após a chegada os Istari.</P>


    Enquanto Saruman e os Azuis partiam para o Leste, eu, sozinha e oculta, parti pelos caminhos da Terra-média sobre meu cavalo até chegar aos Portos Cinzentos, onde achei Círdan, que me relatou o seguinte logo ao ver-me chegar:</P>


    – Senhora de Lórien, que imenso prazer tenho em vê-la. Mas o que faz por aqui sozinha? </P>


    Retirei a manta élfica que me cobria e demonstrei um largo sorriso ao encontrá-lo.</P>


    – Quem bom vê-lo, meu caro Círdan. Vim aqui porque senti meu coração ser atraído para cá como nunca fora antes. Algo me dizia que você precisava ver-me.</P>


    – E a senhora estava plenamente certa. Aconteceram coisas que não sei se sabe.</P>


    – Pois me conte, pois é por isso que viajei sozinha até os Portos Cinzentos.</P>


    – Há um tempo, atracou aqui um barco vindo do Reino Oculto.</P>


    Diante daquela afirmação eu não pude conter meu espanto. Os Valar estavam tramando algo, e devia ser algo muito importante para enviarem uma embarcação, pensava eu.</P>


    – E dele – dizia Círdan, – desembarcou somente uma pessoa. Um senhor idoso, todo trajado em branco, que disse ser Curunír, o Branco. Ele era muito imponente e saiu sozinho, a pé, pelos caminhos que conduziam ao interior.</P>


    – E ele disse que era um enviado de Valinor?</P>


    – Não. Ele não falou nada. Mas o barco partiu em direção ao Oeste e ele só pode ter vindo de lá.</P>


    – Alguém mais veio depois dele?</P>


    – Sim. Vieram mais quatro senhores idosos. Mithrandir, o Cinzento, Radagast, o Castanho, e dois senhores que trajavam Azul, mas não se identificaram. Perguntaram pelo destino do Branco e seguiram o mesmo. O Castanho seguiu outra direção. Já Mithrandir permaneceu dois dias aqui nos portos, junto aos elfos. Eu pude sentir nele a força dos Valar e sem que ele me disse, soube que estava aqui para uma missão muito importante e que devia ajudá-lo.</P>


    Antes de continuar, Círdan diminuiu o tom de voz e se aproximou de mim.</P>


    – Narya está com ele. Refleti o bastante e senti que chegara a hora de Narya ser passado como vira em meus sonhos. Sabia que certamente poderia precisar em sua empreitada misteriosa e obviamente perigosa. É, com certeza, um senhor confiável e muito amável. Depois que lhe dei o anel, ele agradeceu a hospitalidade, se despediu de todos e disse que partiria para as terras de Rhovanion.</P>


    – Mas por que eles estão aqui? Por que os Valar enviariam esses senhores para a Terra-média?</P>


    – Há algum propósito por traz disso tudo, minha senhora. Senti uma força descomunal em todos eles. Eram Magos com certeza. E magos poderosos.  </P>


    – Pois eu partirei para o Reino Oculto agora mesmo. Preciso saber o que se passa.</P>


    Naquele momento, Círdan me olhou espantado.</P>


    – Mas como irá guiar o barco até lá? É impossível...</P>


    – Eles me guiarão, Círdan. Sei que irão fazer isso.</P>


    Ao dizer estas palavras, eu desci do cavalo e peguei um barco de pequeno porte e saí, sozinha, pelo Mar. A viagem foi calma e o barco foi conduzido, sozinho, até a praia dos teleri. De lá, eu parti para Valimar, em busca dos Valar. Manwë, Aulë, Varda e Yavanna estavam nos portões da cidade. Sabiam que eu viria.</P>


    – Galadriel – chamou-me Yavanna, com sua voz doce. – Venha até nós...</P>


    Obedeci-a e parei em frente a eles. Eram imponentes e muito poderosos.</P>


    – O que a traz de volta ao Reino Oculto? Sabes que ele era proibido – falou Manwë, com um tom de superioridade.</P>


    – Sei que poderia voltar a meu lar. Nos deu permissão para isso, meu caro senhor.</P>


    – Diga-nos porquê da sua vinda, e sozinha, para Valinor? – perguntou-me Varda, aproximando-se de mim.</P>


    Ela era incrivelmente iluminada como se todas as estrelas do Céu estivessem em seus olhos.</P>


    – Vim saber, porque amo a Terra-média, quem são os cinco senhores que para lá foram enviados, e foram por vocês, certamente.</P>


    Manwë e Aulë trocaram olhares como se pudessem conversar através deles. E certamente era o que faziam.  </P>


    – Sentimos que podemos confiar plenamente em você, filha Galadriel – falou Aulë agora sorrindo ligeiramente. – Assim como podemos confiar naqueles senhores.</P>


    – São de plena confiança? – perguntei desconfiada.</P>


    – Sei que Olórin – falou Manwë, – meu enviado, é de extrema confiança.</P>


    – Mas para vocês ele não é Olórin – falou Varda. – Ele é Mithrandir, o Peregrino Cinzento.</P>


    Lembrei-me naquele momento que Círdan havia cedido o anel a este Mago.</P>


    – Sim, nós sabemos – falou Yavanna, lendo minha mente. – Foi algo muito sensato e nobre.</P>


    – E por que foram enviados?</P>


    – Precisamos ter olhos fixos constantemente na Terra-média. A ameaça de Sauron ainda não acabou – falou Manwë. – Eles estão lá para fazer tudo que for possível para impedir que a Terra-média sofra as conseqüências de Sauron e seu um anel, novamente.</P>


    Naquele momento, eu toquei Nenya em meus dedos levemente.</P>


    – Guarde-o com sua vida, Galadriel – falou Aulë. – Ninguém jamais deve saber da existência dos Três. Somente você, Elrond, Círdan e Olórin.</P>


    – Irei continuar guardando-o e mantendo-o comigo.</P>


    – Senti que você possui o poder incrível que também iremos precisar nos fatos que, inevitavelmente, ocorrerão – falou Varda ligeiramente séria, virando-se e começando a andar em direção ao interior da floresta. – Siga-me, Galadriel. Tenho algo reservado para você.</P>


    Despedi-me dos Valar e segui o rastro brilhante de Varda.</P>


    Ela jazia em uma clareira, parada ao lado de uma incrível fonte cristalina e brilhosa. Em suas mãos trazia um jarro e uma bacia de prata pura.</P>


    – Este é o Espelho de Água que irei entregar a você. Leve esta água para a Terra-média e despeje-a na nascente do rio mais belo de Lothlórien. Terá o espelho com você para ajudá-la. </P>


    Eu peguei o presente de Varda, retornei sozinha e despejei-o na nascente do rio que viria ser o Nimrodel”.</P>
     

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