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O Livro de Praga – Narrativas de Amor e Arte (Sérgio Sant’Anna)

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por Liv, 25 Jun 2011.

  1. Liv

    Liv Visitante

    Viajar para o exterior, ainda mais na condição de mochileiro, é com certeza uma aventura quando planejada– ao menos na mente de jovens no hiato entre fim de faculdade, fim de colégio, estágio, etc. – conhecer novos lugares, pessoas diferentes e para se dar bem (leia: fazer sexo com estrangeiras que “adoram” brasileiros). A Coleção Amores Expressos enviou diversos escritores para várias cidades do mundo, cada um ficaria um mês e a partir dessa vivência deveria escrever uma história de amor. Alguns dos autores criaram personagens nascidos no país em que visitaram, outros fizeram protagonistas brasileiros fugindo ou conhecendo um amor. O Livro de Praga – Narrativas de Amor e Arte fugiu levemente à regra: Sérgio Sant’Anna compôs um escritor que é enviado a Praga para escrever um livro que posteriormente poderia virar filme. Contudo, os amores existentes nesse exemplar da coleção, lançado pela Companhia das Letras, são efêmeros, sexuais e fetichistas. O desenvolvimento do livro, por mais que se ligue em pequenos pontos, é, ironicamente, uma infâmia ao personagem principal. Ele adquire fora de seu país uma fama soturna, envolvendo morte e exibicionismo.

    As narrativas são em primeira pessoa e levemente interligadas. Antônio Fernandes desembarca em Praga e resolve ir a uma exposição de Andy Warhol. Na exposição, após leves explicações sobre o artista, Fernandes ouve um som desconexo, mas belo, e logo corre atrás para descobrir como ter uma sessão desse incrível concerto privado. Esse é o capítulo A Pianista, que logo mostra que o livro não veio para contar uma história de amor sentimental, mas sim carnal e artístico. Antônio Fernandes participa do concerto através das mãos e dos pés de Beátrice Kromnstadt que acariciam e violentam o seu sexo – por uma bagatela de 3 mil euros (aumento que teve de pedir ao chefe que financiou o projeto e as viagens). Essa dominação e postura superior da pianista criam devaneios sexuais na cabeça do escritor após a sessão.

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