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O Jornalista e o Assassino (Janet Malcolm)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Izze., 18 Abr 2011.

  1. Izze.

    Izze. What? o.O

    O que um entrevistado espera de um jornalista e o que esse jornalista espera que a pessoa que entrevista lhe diga causa descontentamento de ambos os lados. O jornalista quer informações que tornem sua personagem mais interessante. A personagem real quer que o escritor compre sua versão dos fatos, e não o contrário. Janet Malcolm, no livro O Jornalista e o Assassino, fala isso com palavras mais eficazes: “A disparidade entre o que parece ser a intenção de uma entrevista quando ela está acontecendo e aquilo que no fim ela de fato estava ajudando a fazer é sempre um choque para o entrevistado”.

    Esse descontentamento é narrado no livro de Janet Malcolm, que recebeu recentemente nova edição de bolso pela Companhia das Letras. O entrevistado nesse caso é Jeffrey McDonald, médico acusado pelo assassinato de sua esposa grávida e das duas filhas pequenas, ocorrido em 1970. Primeiramente absolvido pelo julgamento do Exército e depois condenado, McDonald convidou o jornalista Joe McGinniss para acompanhar a sua defesa e escrever a sua história, que resultou no livro Fatal Vision, publicado em 1983. Mas o que McGinniss apresentou era totalmente diferente daquilo que McDonald esperava: ao invés de um livro que mostrasse a sua inocência, o que o jornalista fez foi confirmar o seu perfil psicótico de assassino. McDonald, então, processa McGinniss pelas “mentiras” divulgadas. Em O Jornalista e o Assassino, Malcolm expõe a relação entre entrevistado e jornalista e inverte os papéis das personagens dessa história: o vilão vira mocinho e o herói vira vilão.

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  2. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Nossa, que história!
    Entendi que a coisa toda gira mais em torno do fato de o jornalista não ter sido sincero com o entrevistado, mas fiquei pensando que se o jornalista tivesse feito o oposto ("comprado" a história do assassino) também teria sido um péssimo profissional. =/

    E olhe, um livro desses não é útil apenas para futuros jornalistas, também serve para os leitores, não só para faze-los pensar sobre o que leem e torna-los mais críticos, mas também para que analisem a ética em sua profissão (seja ela qual for) e em suas relações pessoais.

    Mais um livro que me deixou ansiosa pra ler. Vamos ver se consigo isso até o fim de 2011. :sim:
     
  3. Izze.

    Izze. What? o.O

    Pois é. Mas a questão não é comprar ou não a história do assassino. É ele dizer que desde o início o considerava culpado, um monstro, um cara psicótico, mas para ele dizer que acreditava em tudo o que ele dizia, escrevia cartas para o assassino dizendo que a condenação era absurda, que ele deveria estar solto, que torcia para ele sair logo de lá, tudo para pressionar mais o cara a falar. E pressionando ele também a não dar entrevistas para outros jornalistas. Enfim, uma enganação só. =B
     

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