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O Inimigo de Deus (Bernard Cornwell)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Anica, 17 Abr 2010.

  1. Anica

    Anica Usuário

    Segunda parte da trilogia As Crônicas de Artur (que começa com O Rei do Inverno), O Inimigo de Deus continua narrando as histórias do Rei Artur sob o que seria um ponto de vista historicamente possível. Gosto de insistir na questão de que o “historicamente possível” não significa de maneira alguma “o relato mais fiel”, uma vez que existem poucos registros sobre o rei bretão que não sejam lendas medievais (obviamente fontes não tão confiáveis).

    De qualquer forma, O Inimigo de Deus segue cumprindo com a mesma precisão a proposta de narrar as histórias sem o faz-de-conta e romantismo do que muitos pensam ter sido o tom predominante da época. As batalhas são descritas sem poupar qualquer detalhe mais sangrento, algumas convenções sociais da época podem revoltar assim como outros valores chegam a soar até mesmo ilógicos nos dias de hoje. O trabalho de Cornwell nos hábitos alimentares, religiosos e afins continua sendo um dos pontos altos da trilogia.

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  2. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Na sua opinião, a romantização é mais pujante ou a preocupação com a História, hein, Anica? [/align]
     
  3. Anica

    Anica Usuário

    É complicado falar sobre o que ele teve maior preocupação, porque ele escreve um livro a partir de lendas, e não fatos. O livro per se é ficção. O cuidado que ele tem com história são dados relacionados sobretudo aos hábitos das personagens, que é o tipo de coisa que ele pode recuperar através de publicações sobre o século V (acho que era esse o de Artur, não lembro mais com certeza).

    Então questões como vestimentas, batalhas, alimentação, deuses, etc. tem fundamento histórico. Mas esse é um "recheio" de uma ficção. Parecido com o que o Druon faz com Os Reis Malditos, cuidando de detalhes envolvendo o cotidiano medieval mas "pirando na batatinha" sobre maldições templárias e tramas palacianas.

    Edit: como acontece em todo livro do tipo, hehe.
     
  4. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Hum, obrigado. Mas deixa eu te pedir uma coisica só (embora ela tenha aparecido na resenha que tu fez de algum modo): essa preocupação é meio "castradora" da história em si? Por exemplo, talvez você se lembre que já discutimos sobre isso em algum tópico antes do crash do fórum, os detalhes e datas e nomes de batalhas e todo o background histórico que ele faz no livro, deixam a história meio "truncada"? Pergunto isso pois da trilogia da Busca pelo Graal, cheguei a ler O Arqueiro, e lembro que essa recorrência de detalhes e tudo mais me incomodou um pouquito. Gostaria de saber sua opinião sobre isso.[/align]
     
  5. Anica

    Anica Usuário

    Não sei se entendi a pergunta, mas anyway, não tem datas. E "batalhas" é meio complicado, porque se eu não me engano nas lendas de Artur a única batalha que tem nome é a batalha de Badon Hill - que não apareceu até agora. Então, insistindo mais uma vez no que comentei antes, a parte "histórica" da coisa fica por conta dos costumes, não de questões "históricas" como batalhas e datas, até porque bem, tratando-se de Artur tem pouco/nenhum registro histórico para fazer esse tipo de coisa, não é mesmo?

    Em termos históricos a única coisa que o autor tem de concreto é que houve um general de guerra com um nome semelhante a Artur mais ou menos no período que as lendas situam a existência de Artur - e é com isso que o Cornwell trabalha, a ideia de que Artur nunca foi rei, apenas um general de guerra. Mas batalhas e mesmo nomes de algumas cidades são completamente inventados, para (acredito eu) preencher as lacunas que as lendas deixam.

    Então, recapitulando: o trabalho do Cornwell é de resgate do cotidiano, em pequenos detalhes da narrativa, mas não na história em si, que, fora isso, é um romance de ficção pura e simplesmente, sem qualquer compromisso com a realidade.
     
  6. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Valeu Anica. Vou procurar deixar de lado algumas exigências demasiadamente excêntricas e ler novamente alguma coisa do Cornwell. Já leste a trilogia da Busca do Graal? É melhor que a do Arthur, as Crônicas Saxônicas ou os livros de Sharpe?[/align]
     

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