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Eleições 2006 O futuro do PFL

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Vovin, 25 Out 2006.

  1. Vovin

    Vovin Steve Vai, The Mars Volta

    Publicado na Folha de SP hoje.


    Dura de matar

    JORGE BORNHAUSEN disse que ia se ver livre "dessa raça" nas eleições de 2006, referindo-se em especial ao PT, mas mirando em qualquer coisa que pudesse parecer remotamente de esquerda.

    E o feitiço não se voltou apenas contra ele e seu partido, mas contra quem que se dizia protegido por santos de toda sorte, como era o caso de ACM na Bahia. As posições se inverteram de tal maneira que a questão agora é: será que o PFL conseguirá sobreviver como um dos quatro grandes partidos?
    E o problema não é trivial, já que o modelo instaurado por FHC previa um pólo político de dupla sustentação, com a aliança entre PSDB e PFL, e outro pólo com um PT solitário, se debatendo para encontrar aliados, emparedado contra um PMDB sempre dividido e instável.

    No primeiro mandato de Lula, uma aliança com parte do PMDB só se realizou após o mensalão. Foi uma aliança ainda episódica, por pura necessidade de sobrevivência. Uma aliança efetiva só se deu durante as eleições.
    O segundo mandato de Lula vai montar um pólo político de dupla sustentação, com PT e PMDB, ao mesmo tempo em que vai minar como puder o bloco PSDB-PFL. Será uma estratégia de isolar o quanto possível o PSDB, tarefa facilitada pelo próprio declínio do PFL, que não deverá governar nenhum Estado, apenas o Distrito Federal. Deve perder até mesmo Roseana Sarney para o PMDB.

    Teve a maior perda proporcional de bancada na Câmara (quase 20%) e, sem o governo de Estados eleitoralmente importantes, deverá perder mais deputados e prefeitos para outros partidos. Só se mantém forte no Senado porque a Casa tem uma "inércia política" muito grande, com mandatos mais longos e um grande número de ex-governadores.
    Em sua série de livros sobre a ditadura militar, Elio Gaspari lembra que o general Golbery era "o feiticeiro". Pode-se discutir a estatura política e a qualidade dos feitiços de cada um dos personagens, mas atribuir a Bornhausen o mesmo título parece apropriado.

    Afinal, o PFL nasceu de uma dissidência um pouco menos curta de vistas do partido oficial da ditadura. Teve destino eleitoral e político superior ao seu ninho original.

    Tanto que passou quase duas décadas se orgulhando de ser o partido com maior capilaridade política do país, atingindo os rincões mais profundos. Tudo isso acabou nestas eleições. Ditaduras demoram a morrer, mesmo depois que acabam. O atual encolhimento do PFL é uma das mais importantes e significativas mortes da ditadura militar brasileira.
    Jorge Bornhausen vai ter de agüentar bem mais que a "raça petista". Terá de agüentar o resultado de uma eleição democrática que pode fazer com que o PFL venha a se juntar em futuro não tão distante ao time dos pequenos partidos brasileiros.



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    MARCOS NOBRE é professor de filosofia política da Unicamp e pesquisador do Cebrap




    Minha opinião? Vai tarde, quem sabe (eu e minha ingenuidade) longe da influencia maligna do PFL o PSDB vire um partido liberal de verdade (Social democrata é uma coisa que nem a velhinha de Taubaté acredita que o PSDB possa se tornar numa hora dessas)
     
  2. TT1

    TT1 Dilbert

    Texto exagerado bagarai. O PFL tá longe de virar um partido menor. Ele ainda é MUITO grande e tem muita influencia. Não vejo aonde ele vai perder essa força que tá dizendo aí.

    No Rio, por exemplo, ele é imenso.
     
  3. Vovin

    Vovin Steve Vai, The Mars Volta

    O Rio não vale po, unico estado em que PSDB e PT não tem representavididade nenhuma e até pouco tempo atras o PDT era grande, somos uma entidade separada do resto do Brasil em materia de politica, e mesmo aqui o PFL só é relativamente forte na capital porque o Cesar Maia se eternizou na prefeitura.
     
  4. Edrahil

    Edrahil Usuário

    Há uma grande tendência de estreitamento da relação PT - PSDB, em virtude de alguns pontos:

    1. a ligação entre PFL e PSDB, ao que tudo indica, será desfeita.

    2. com Serra e Aécio nos governos de SP e MG, há a tendência do PSDB esfriar os ânimos contra o PT, para não prejudicar tais administrações, visando 2010.

    3. O PFL poderá ficar como a principal, senão a única, tropa de choque contra o governo, com adesão mais moderada de PSDB e parte do PMDB.

    Enfim, acho que o PFL, que já vem capengando faz tempo, terá um grande revéz.
     
  5. TT1

    TT1 Dilbert

    Como assim no Rio não vale? :lol:

    Se nao vale, o texto nao faz sentido, Vovin :rofl:


    Esquece isso. Isso não vai existir, a não ser em reformas absurdamente necessárias.
     
  6. Lembrando que apesar do ACM ter perdido a vaga pro governo e pro senado, o PFL ficou com praticamente metade das vagas pra deputado estadual e federal na Bahia.
     

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