1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

O Funk Carioca Atual é Funk pra Você?

Tópico em 'Música' iniciado por zorba, 27 Set 2009.

?

funk é musica?

  1. sim

    30 voto(s)
    28,3%
  2. não

    76 voto(s)
    71,7%
  1. Éomer

    Éomer Usuário

    Re: Funk é música?

    O funk é bem mais antigo que isso. Acho que as origens são mais para o final dos anos 60 e ele se consolidou nos anos 70.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  2. Captain Beyond

    Captain Beyond Usuário

    Re: Funk é música?

    Isso aí, o funk surgiu em meados dos anos 60. Foi uma mistura de R&B, Soul e Jazz, que apesar de citarem o James Brown como o precursor, ele mesmo já disse que a banda The Upsetters, com o Little Richard, originou o estilo.
     
    • Gostei! Gostei! x 4
  3. Ranza

    Ranza Macaco

    Re: Funk é música?

    Segundo o Aurelhoso

    s.f. Arte de combinar os sons. / Teoria dessa arte. / Realização prática dessa arte.

    Levando ao pé da letra, é música sim.
    O problema é que não agrada a todos, assim como Uakiti que usa um monte de sucata e coisas loucas para tirar sons e fazer música.
    Se é apenas uma batida repetida, não importa, ela impõem ritmo e tem compasso, então é música, e ainda digo mais é cultura, apesar de ser na minha opinião uma cultura que não quero passar para a minha prole.
     
  4. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Re: Funk é música?

    Atendendo a pedidos pra evitar interpretações totalmente ao pé-da-letra título do tópico devidamente editado :joy:
     
  5. Lobelia SB

    Lobelia SB His name was Robert Paulson

    Não, não é pra mim. Quando ouço um carro passando com funk alto eu sinto uma tristeza no coração tão grande que dá vontade de sumir do mundo :grinlove:
    Fico pensando como deve ser o resto da vida da pessoa, como ela cresceu, o que ela fala, lê, com quem ela conversa... e COMO , COMO gosta de um barulho desses?????
    James Brown deve chorar de tristeza aonde quer que ele esteja :lol:
     
  6. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Gente, acho que essa é uma explicação muito recorrente mas...

    são duas coisas distintas, com o mesmo nome! Simples assim.

    A relação entre os dois estilos é etimológica:Os bailes da Furacão e afins dos 70's tinham a intenção de trazer a música negra anglófona para o morro. Rolava certa parada "black power", de identidade. Entre esses estilos, estava a funk music, então as festas ficaram conhecidas como "bailes funk". Mas esses eventos começaram a produzir uma música com característica própria, baseada não na música negra dos 60's, mas no Miami Bass, que é uma subvertente do rap. E esse estilo também ficou conhecido como "funk", ou a música que vem dos bailes funk.

    Agora, o fato de existirem dois estilos com o mesmo nome legitima um em detrimento do outro? Não. Por mais que cause essas confusões e até extrapolações aberrantes de juízo de valor sobre um processo histórico que nem existiu dessa forma, não dá para dizer que um dos dois estilos seja o "dono" do nome, sequer pelo argumento da idade. Essas coisas não funcionam assim.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  7. Quickbeam

    Quickbeam Rock & Roll

    Pois é, são estilos distintos. O Songpop, por exemplo, até tem as duas playlists: Funk Carioca e Funk. Até onde joguei, essas playlists não compartilham uma música sequer.

    Agora, quanto ao Funk Carioca ser música ou não: independente da qualidade do dito Funk Carioca e do gosto musical de cada pessoa, é claro que é música, como vários neste tópico já falaram.

    O tópico mudou de título, mas continua tendo uma proposta bizarra, a meu ver. Se antes dava margem a pessoas dizerem que um gênero não é música na opinião delas só por não as agradar, agora a pergunta me parece equivalente a algo como "o pop atual é heavy metal para você?" XD
     
  8. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    "Criminalizar o funk é criminalizar a indústria da cultura", diz Romário Imagem: UOL

    Para o senador Romário, o funk carioca dá visibilidade a uma realidade brasileira que todos preferem fingir que não existe. E, segundo ele, o preconceito contra o funk tem a mesma raiz do preconceito que o samba já sofreu. A opinião do ex-jogador de futebol sobre o funk é relevante: ele foi escolhido para ser o
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    .

    Em entrevista por e-mail ao UOL, Romário lembrou que o artigo 5º da Constituição Federal garante o direito de livre manifestação de pensamento e afirmou que "uma lei como essa não tem a menor chance de prosperar". "Não há como defender isso", disse.
    No texto descritivo da ideia, seu autor, o empresário paulista Marcelo Alonso, escreve: "São somente [o funk] um recrutamento organizado nas redes sociais por e para atender criminosos, estupradores e pedófilos a prática de crime contra a criança e o adolescente, venda e consumo de álcool e drogas, agenciamento, orgia, exploração sexual, estupro e sexo grupal" (sic).

    Qualquer pessoa pode sugerir uma ideia de lei no site do Senado e, caso consiga reunir mais de 20 mil assinaturas em até quatro meses, um senador é designado para relatá-la. Caso a proposta seja considerada constituicional, pode até virar lei.

    Mesmo contra a proposta, Romário quer promover um debate sobre liberdade de expressão no Senado. "Temos a oportunidade de falar sobre cultura, educação, democracia e preconceito. Não acho que seja viável se proibir qualquer estilo musical, especialmente o funk, que é na verdade um movimento das favelas, da periferia".
    Para isso,
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    como Anitta, MC Marcinho, Cidinho e Doca, MC Koringa, MC Bob Rum, Valesca Popozuda, Bochecha e Tati Quebra Barraco.
    Veja os principais trechos da entrevista com Romário

    UOL - A ideia legislativa para criminalizar é inconstitucional?
    Romário -
    O art. 5º da Constituição Federal garante o direito de livre manifestação do pensamento. Não há como defender isso.

    Qual é a importância de debater uma ideia como esta no Senado, com a presença de artistas famosos, como Anitta?

    Acho que esse debate é bastante válido, porque temos a oportunidade de falar sobre cultura, educação, democracia e preconceito. Não acho que seja viável se proibir qualquer estilo musical, especialmente o funk, que é na verdade um movimento das favelas, da periferia.

    Na sua opinião, qual é a importância do funk para a cultura brasileira?

    A música nos une enquanto comunidade, nos faz ter a sensação de pertencer a um grupo e dá voz aos seus anseios, problemas, realidade, sexualidade.

    Por que o funk ainda é tão discriminado no Brasil a ponto de alguém querer proibi-lo?

    O funk dá visibilidade a uma realidade que todos preferem fingir que não existe, que é a realidade da criminalidade e violência das favelas.

    Você gosta de ouvir funk?
    Meu ritmo predileto é o hip-hop. Ouço desde que morava na Holanda. Depois veio o crescimento do rap e do funk no Brasil e logo aderi também. É um ritmo dançante, uma batida inigualável.

    A proposta de criminalizar o funk é preconceito?

    Não há dúvidas sobre isso. O movimento de preconceito contra o funk tem a mesma raiz do preconceito que o samba já sofreu, ambos são música de preto, nasceu nas favelas e ganhou o mundo. Isso incomoda.

    Ao criminalizar o funk, muitas pessoas irão perder o emprego?

    Criminalizar o funk é criminalizar a indústria da cultura, a indústria criativa. Com certeza geraria desemprego e jogaria muitas pessoas na marginalidade.
    Comunicar erro
     
  9. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Apesar de chegar ao ponto de mandar votar uma lei ser uma maneira pouco poética de trazer para a discussão a presença, apologia e incitação ao crime na arte mesmo que seja um projeto destinado a ser recusado é uma oportunidade para as pessoas pensarem no que andam seguindo e financiando. As vezes a única forma que resta de começar a prestar atenção em um problema social é colocar nas câmaras políticas para se discutir. A arte que vem da guerra também pode ser só guerra em certas ocasiões (vide Sun Tzu - A Arte da Guerra). Seja qual for a mídia, revista, livro, game, filme, etc... Se a vontade de quem produz a arte é a de tratar a audiência de forma agressiva como inimiga a ser destruída não fará diferença o governo dizer que há liberdade ou não, porque quem fez a primeira escolha não foi nem o governo nem o consumidor. Quem escolheu desde o início foram os empreendedores das iniciativas dos projetos musicais que já estão disponíveis nas ruas.

    Tais projetos entram na vida das pessoas pelos canais audio visuais de vendas e marketing de sempre (pode ser na internet ou um carro tunado na rua "promovendo" o gosto musical do motorista) e o consumidor precisa de um campo justo e honrado para decidir se compra a ideia e se vai dançar conforme a música do interesse de quem a fez ou não.

    Todavia nos ambientes inseguros das periferias o princípio da liberdade é raro e até a arte pode se associar a propaganda de guerra, como os cantos de batalha de tribos, ela mesma tiranizando a pessoa que está fraca por se encontrar em ambiente perigoso e monopolizado pelo crime. Nela haverá o medo de ser excluída socialmente por não ouvir o "batidão/pancadão". Como a periferia é um lugar tradicionalmente de pouco espaço vital, de invasões de fronteira pessoal e de burlar leis e direitos é preciso interpretar e agir diante do que é transmitido e produzido nessas zonas.

    Porque porque há o elemento da competição desleal no espaço público e a corrupção nos acordos comerciais que o governo deve fiscalizar. O estilo ou arte em si, apesar de ter sim um poder na mensagem (porque mensagens ruins criam pessoas ruins) é secundário quando não há respeito básico pelas pessoa.

    No youtube alguns músicos do estilo já andam mais atentos mas o compromisso ainda é numericamente muito baixo. Por essas coisas que começou a aparecer na política.

    Infelizmente, a qualidade do espaço público nacional é ruim (os políticos presumem que condições básicas de respeito mútuo estão sempre presentes) também e numa dessas podemos chegar a ter que proibir em certas zonas não porque o estilo deva ser proibido mas porque na área pode não haver qualquer consciência social. Igual naqueles filmes franceses de ficção de zonas excluídas.
     
    Última edição: 12 Jul 2017
  10. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Aquelas ideias reacionárias que surgem de vez em quando na cabeça vazia de alguns. Não gosto do estilo musical, mas proibir é burrice. Além do óbvio, ser puro elitismo.
     

Compartilhar