1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

O Eu e o Id e outros textos (Sigmund Freud)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 19 Ago 2011.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    [align=justify]Ainda que com alguns meses de atraso, fico feliz em festejar aqui o plano editorial da tradução das Obras Completas de Sigmund Freud, que a Companhia das Letras, sob a direção de Paulo César de Souza (que fez as traduções de Nietzsche para essa mesma ediora), vem levando a cabo, com seis volumes já lançados. Essas traduções merecem atenção não só por serem diretas do alemão, mas porque talvez esta seja a primeira vez que temos um texto freudiano, enquanto projeto de pensamento, em português.

    A história da edição Standard norte-americana, na qual foi baseada os volumes brasileiros anteriores (publicados pela Imago), é tão rocambolesca e tão violenta (com alguma coisa que hoje pode nos parecer cômica) que talvez valha a pena comentá-la aqui.

    Para quem não sabe, essa tradução norte-americana contou com o apoio do próprio Freud, quando a fama desse começou a despontar no Novo Continente. O então responsável pela reunião dos textos, James Strachey, teve em vista a necessidade de transformar a psicanálise freudiana mais “científica”, isto é, tornar suas obras cobertas de notas, de referências, etc, mas, mais do que isso, modificar seu linguajar para que ficasse mais “apropriado” para a comunidade médica dos EUA. Foi assim que surgiram os famosos Ego, Id e Supergo – tirados do latim (língua que contem um presíigio científico ainda hoje, derivado da sua alteridade religiosa...), como versões de Ich, Es e Über-Ich, cujas traduções literais seriam tão somente Eu, Isso e Super-eu.[/align]

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
     
  2. Excluído045

    Excluído045 Banned

    Achei fantástico o post, excelente análise! E eu quero muito conhecer o pensamento de Freud, é uma vergonha ainda não ter lido; com essa tradução mais fiel ao alemão original, parece ser a oportunidade perfeita.

    Reparei como as traduções podem perverter o sentido das frases e expressões, eu nem havia jamais relacionado esse conceito de insinto de morte com a vontade nietzscheana.:wall:
     
    • Ótimo Ótimo x 1
  3. se eu te contar que esse Trieb que é traduzido como pulsão, instinto em Freud, e vontade em Nietzsche/Schopenhauer é o mesmo do impulso que aparece em Hegel vc não vai acreditar...
     
    • LOL LOL x 1
  4. Excluído045

    Excluído045 Banned

    :pipoca: Ainda não li Hegel, putz, sei que nele tem esses problemas mesmo com os termos 'técnicos'. Já o Schopenhauer não me surpreende, visto que é mais clara a influência dele em Nietzsche.
     

Compartilhar