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O Estrangeiro - Albert Camus

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Skywalker, 26 Nov 2007.

  1. Skywalker

    Skywalker Great Old One

    "Hoje mamãe morreu."

    Assim começa a narrativa de Meursault, protagonista dessa obra prima que é O Estrangeiro. Esse livro do Camus fala sobre um cara (o Meursault ali de cima) que se envolve diretamente num assassinato. Ele mata um árabe.

    Só que o processo criminal acaba virando um circo, e o árabe é simplesmente esquecido e todo mundo se foda no fato do Meursault não ter chorado no enterro da mãe.

    O Estrangeiro é um livro absurdo que fala exatamente sobre isso.
     
  2. lipecosta

    lipecosta Usuário

    Acho que nunca li um livro tao louco em toda a minha vida!!!! Tive que relê-lo 3 vezes poi não conseguia acreditar no que estava lendo. Não que o livro seja ruim, muito pelo contrário achei o livro extremamente interessante, mas como todos já sabem é um clássico do ABSURDO, então quem for ler se prepare para se "espantar"...
     
  3. Raawwrrrr

    Raawwrrrr Usuário

    Não acho ele tão assassino (ok, ele matou, mas não intencionalmente), como já conversamos uma vez, ele estava transtornado e confuso, além de que, tem o fator sol. :D
     
  4. Skywalker

    Skywalker Great Old One

    É, no meu entender, o Meursault estava mirando o Sol quando disparou. O árabe só estava no caminho.
     
  5. Kainof

    Kainof Sr. Raposo

    Próxima obra da minha trajetória através do Camus que ando empreendendo...
     
  6. Para Camus: "Em nossa sociedade, qualquer homem que não chore no funeral de sua mãe, corre o risco de ser sentenciado à morte". ele apenas quis dizer que o herói do seu livro é condenado porque não joga o jogo. Sob este aspecto, ele é estrangeiro para a sociedade em que vive; ele vaga na borda, nos subúrbios de uma vida privada, solitária e sensual.
    Uma idéia mais precisa do personagem, ou pelo menos muito mais próxima das intenções do autor, emergirá se alguém apenas perguntar como Meursault não joga o jogo. A resposta é simples; ele se recusa a mentir. Mentir não é apenas dizer o que não é verdade. É também, e principalmente, dizer mais do que é verdade, e expressar mais do que se sente. Isto é o que nós todos fazemos, todos os dias, para simplificar a vida. Ele diz o que ele é, ele se recusa a esconder seus sentimentos, e imediatamente a sociedade se sente ameaçada. Pedem a ele, por exemplo, para dizer que se arrepende do seu crime, de maneira formal. Ele responde que o que sente é muito mais aborrecimento do que real arrependimento. E este sentido obscuro o condena.
    É um livro pertubardor porque toca em algo que podemos sentir mas nao sabemos aonde.
     
  7. Eilah

    Eilah Usuário

    [align=justify]Esse tópico me fez ficar com vontade de reler O Estrangeiro, então eu estou fazendo isso ^^
    Quando eu li a primeira vez eu li muito rapidamente, naquela empolgação de livro novo comprado em sebo (o livro não era novo...). Agora está na hora de ler de novo =]![/align]
     
  8. imported_Raphael

    imported_Raphael Usuário

    O Estrangeiro é uma daquelas leituras perturbadoras, perfeitas para mexer com o leitor. Os problemas cotidianos parecem perder importância quando se mergulha na literatura do absurdo. O Camus é bom nisso.
     
  9. Leonardo Pastor

    Leonardo Pastor Usuário

    Eu tenho uma edição da Record de "O Estrangeiro" e fiquei muito irritado quando li. O livro é ótimo, sem dúvida, mas eu inventei de, antes de lê-lo, dar uma olhada na orelha do livro. Quem escreveu aquilo simplesmente contava todos os fatos principais do livro, apenas não falando final, ou seja, o último capítulo. Enfim, tive uma leitura sem nenhuma surpresa.
     
  10. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    Eu li uma vez pra um trabalho de francês. Como eu era (ainda sou) meio devagar na língua, não entendia porque que quem já tinha lido achava o livro mto foda, a leitura ficava muito parada pra mim. Acho que vou ler de novo...
     
  11. imported_Grace

    imported_Grace Usuário

    Um dos melhores livros de sempre! Camus foi um visionário do absurdo do espectáculo humano.
     
  12. Regente

    Regente Serenity Painted Death

    É a edição que tenho. Compreendo a sua indignação - também a experimentei.

    Anyway, por enquanto, li apenas o primeiro capítulo, mas a prosa de Camus já me conquistou. A indiferença apática do protagonista para com a morte de sua progenitora é lidada brilhantemente pelo Camus, atiçando o meu interesse -, ao invés do meu desprezo - pelo personagem.
     
  13. Thorondir

    Thorondir Usuário

    Alguma relação com a música do Caetano Veloso?
     
  14. Breno C.

    Breno C. Usuário

    A peça está em cartas aqui no Rio. Não tive coragem de ver sem ter lido o livro antes, mas como não vou ter tempo de ler, acredito que devo ir essa semana ainda ver o espetáculo. Volto para dar minha opinião e comprar com o livro caso consiga ler em pouco tempo.
     
  15. Primula

    Primula Moda, mediana, média...

    Volta e meia, vamos dar (sumir daqui a 5 minutos, ativar).

    Só eu não acho A. Camus uma literatura do absurdo?

    Bem, as coisas que os personagens dele faz, as situações me são dolorosamente familiares. Vejo no mundo ao meu redor, na minha família, etc..

    O mundo cria situações mais absurdas que as imaginadas por Camus. Como as das agências de modelos que para burlar a lei que protege as modelos bulímicas e anoréxicas de 14 anos, agora sonda meninas de 11 anos e as "orienta" a manter suas medidas até os 14 anos,

    (http://www.unicamp.br/unicamp/imprensa/clipping-unicamp/2009/agosto-2009/3-de-agosto-de-2009/3-de-agosto-de-2009-textos-completos

    já que não acho o texto da folha de São Paulo da semana passada...)

    O caso é que temos uma infindável coleção de loucuras aceitadas por todos.

    Talvez o absurdo é chegamos ao ponto onde temos dificuldade em entender o que Camus escreveu aqui, ou nA Praga, e no Estado de Sítio. Algo nos diz lá no fundo do estômago o significado, para o leitor, mas ele não o alcança.

    abs,
    Primula
     
  16. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    Reli o Estrangeiro em português e entendo agora pq todo mundo fala mto bem dele. É realmente genial a prosa de Camus. E mesmo na descrição da apática e rotineira vida de Mersault, o protagonista, não nos sentimos entediado.

    Quanto à questão do absurdo, Primula, eu não sou nenhum teorico da literatura, mas acho que não é uma questão que o autor deveria, ou queria, alcançar no texto. Talvez não seja necessariamente como Mersault enxerga o mundo ao redor dele, mas como nós, através dos seus olhos, percebemos o quão absurda e sem sentido eram as circunstâncias em que ele se encontrava.

    Certamente, se procurarmos, acharemos em qualquer época, lugar ou cultura, exemplos parecidos ou piores que o dele. Mas que é uma leitura muito valiosa, isso é!
     
  17. Marcileia

    Marcileia Usuário

    Um personagem que não demonstra seus sentimentos, ou melhor, que não sente necessidade de agradar a todos com falsidades e elogios mentirosos. Mersault mata um árabe a troco de nada, mas no julgamento leva-se muito em conta o fato dele não ter chorado no enterro da mãe, ou seja, o fato de ele ter matado o árabe não é tão relevante quanto o fato de não ter chorado no enterro da mãe. Mas para ele, o que importa são os seus sentimentos verdadeiros e age de acordo com eles, não de acordo com o que a sociedade considera importante.

    Um dos melhores livros que li em 2009, super recomendado.
     
  18. Brianstorm

    Brianstorm Usuário

    Também gostei bastante, recomendo. Um dos personagens mais indiferentes da literatura. O diálogo com o padre é incrível.
     
  19. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Li esse livro por tanto ouvir falar aqui no Meia e confesso que gostei muito. A personagem principal me irritava por sua falta de força de vontade, ânimo, que não se importa com nada e principalmente por saber que existe muitas pessoas assim no mundo. Mas gostei do jeito que o autor escreve e agora quero ler A Peste do mesmo autor.
     
  20. Diego-

    Diego- Usuário

    Na verdade, eu até entendo teu ponto de vista da Rafaela, mas pensei o contrário, achei o Sr. Meursault muito singular.

    Não é exatamente falta de motivação, ou até mesmo aquele pensamento de que não é problema dele. O que acontece com o Meursault é uma indiferença absoluta, não é sobre não ter sonhos ou objetivos, mas sim porque ter sonhos e objetivos?
    A conversa com o padre no final do livro é genial!
    O título do livro cabe com perfeição na obra, o Meursault é um estrangeiro de tudo, parece sempre estar de fora, e não vê problema algum nisso.
     

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