1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

O dicurso de um paraninfo da UFPR

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Ranza, 12 Mar 2014.

  1. Ranza

    Ranza Macaco

    Cara, lendo a coluna do Rodrigo Constantino hoje me deparei com esse discurso, achei bem interessante a intenção dele e gostaria de ouvir a opinião de vocês.

    Antes de tudo peço que se atenham ao texto em si, e não a fonte.


     
    • LOL LOL x 1
  2. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Um ex-aluno meu acabou de comentar sobre esse trecho:

    contou que tinha japonês na primeira fila entre os formandos.

    vixe.
     
    • LOL LOL x 2
  3. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Uma mistura de coisas razoáveis com absurdos.

    Sobre o discurso do método científico no mesmo parágrafo que economia, eu digo o seguinte: A ciência econômica não obedece o método científico. O que não quer dizer que os argumentos não devam ser confrontados com os fatos. A questão, no entanto, é que em economia não é possível realizar os mesmo experimentos diversas vezes.

    Concordo totalmente, no entanto, com o parágrafo abaixo:

     
    • Gostei! Gostei! x 6
  4. Calib

    Calib Visitante

    • LOL LOL x 6
  5. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Os engenheiros estão entre os que mais sofrem com o analfabetismo funcional e a precariedade da educação quando entram no mercado de trabalho da construção civil. A quantidade de ignorância e teimosia nos maus hábitos que precisam ser contornados para disciplinar e reeducar os operários é algo que só quem participou na pele sabe dizer como é. (Por exemplo, necessidade de fazer o funcionário usar EPI).

    Com exceção da parte de religião que foi colocada de um jeito gratuito (não sei quem cunhou a expressão mas religião não é só feita de fé), as outras constatações eu vejo sempre na rua principalmente essa:

    Outras declarações são polêmicas mas fazem muito sentido em boa parte com elas. Também penso que existam culturas (no sentido de produto cultural) que apontam para a própria eliminação (parcial ou total de um povo ou de todos) algumas mais e outras menos. Agora não é porque uma cultura seja pior que ela não mereça o benefício de ser reformulada com o tempo.
     
    • Ótimo Ótimo x 4
  6. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Cita Popper e depois "que Deus nos abençoe" - CIENTIFICISTA POSER! :lol:
     
    • LOL LOL x 5
  7. dermeister

    dermeister Ent cara-de-pau

    Realmente, ele poderia ter deixado claro que estava usando uma interpretação não-geográfica do termo (o Japão é um país "ocidental" para quase todos os efeitos).



    É o velho problema das expressões religiosas que já estão imbuídas na linguagem... Vide "Adeus".
     
    • Gostei! Gostei! x 2
    • LOL LOL x 1
  8. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Mas não acho que seja o caso, não, Dermeister. =/
    "Que Deus nos abençoe" é bem diferente de falar "adeus" ou exclamar "Nossa!" (que vem de "Nossa Senhora").

    Pelo menos os ateus e os não cristãos (budistas e orientais, por exemplo) que conheço nunca usam expressões como "vá com Deus" ou "Deus te abençoe".
    Além do que, certeza que o professor escreveu (e revisou) esse texto antes de discursar.
     
    • Ótimo Ótimo x 3
  9. Haran Alkarin

    Haran Alkarin Usuário

    Excelente texto. Combate de uma só vez três grandes males: o misticismo, o relativismo (moral, estético e o epistemológico) e o estatismo (ainda que de forma menos direta). Clama por uma educação de verdade, onde o aluno adquire habilidades e conhecimentos técnicos necessários para o pensamento reto e claro, e não puramente um suposto "posicionamento crítico" (muitas vezes usado como eufemismo para pensamento ideológico) - posicionamento que só existe e é resultado do domínio daquelas habilidades e conhecimentos, e não pode ser buscado como algo "puro" e separado dessas técnicas, como se houvesse um "conhecimento crítico" alternativo ao "conhecimento técnico".

    Pelo que entendi o texto não é cientificista: "(...) vemos submeter nossos dogmas e ideias à luz da razão e da ciência", "O método científico (...) é superior a todas as outras formas de conhecimento já gerados pela humanidade". Isto é, há razão fora da ciência e há outras formas de conhecimento - acontece que a ciência é a melhor delas, mas não é a única. Entendo então não se tratar de um cientificismo. Mesmo um católico poderia ter dito essas frases, já que segundo os católicos seus dogmas são submissíveis à "luz da razão", e a Revelação é sobrenatural, portanto não é um conhecimento "gerado pela humanidade" - diferentemente da filosofia e da teologia.

    E concordo quando se diferencia cultura ocidental e países ocidentais. O Japão hoje é, por exemplo, um país com democracia parlamentar e com atividade científica altamente desenvolvida - e os dois se devem profundamente à herança e cultura ocidental. Ainda que alguém possa chamar de ciência, por exemplo, a astronomia antiga, é fato que todo cientista contemporâneo está imerso numa tradição iniciada pelos cientistas ocidentais ligados à chamada Revolução Científica, e que há uma diferença radical entre a ciência herdeira dessa tradição e a ciência anterior a ela - todo cientista contemporâneo japonês é muito mais ligado a essa tradição ocidental do que é ligado aos cientistas orientais de épocas anteriores ao contato com os ocidentais.
     
    Última edição: 13 Mar 2014
    • Ótimo Ótimo x 2
  10. Vela- o Rousoku

    Vela- o Rousoku Sirius Black

    O querido prof. Dartora foi meu professor de várias disciplinas, conheço bem a figura, de tomar cerva com ele e ficar discutindo em aula qual era o melhor album do Black Sabbath. O jeito "gaúcho texano" dele é tão explícito que acho que é impossível mencionar qualquer coisa remotamente associada a política sem que ele entre no assunto com os dois pés com a empolgação que o paganos fala de religião.

    Acho que ele conversando com a Melian ia ser, essencialmente, um cataclisma nuclear.
     
    • LOL LOL x 1
  11. Cantona

    Cantona Tudo é História

    Eu fui teimoso. Vi que era coisa do Constantino - o porta voz da "direita coitadinha", que se sente injustiçada depois de tanta coisa que nos legou em tecnologia e longevidade -, mas mesmo assim segui com a leitura.

    (É impressionante como a História prossegue e os argumentos de civilização e cultura superior não perdem força).

    Péssimo discurso. Além do claro preconceito, dourado com uma preocupação social, coexistem em cada linha contradição e hipocrisia.

    Para um homem que prega o esquecimento do passado, pois é uma perda de tempo ler e debater sobre acontecimentos de um ontem não tão distante, já que devemos voltar os olhos unicamente para o futuro, é contraditório o uso dessa argumentação tão antiga que tem na desqualificação do outro a justificativa para o seu domínio. Sim, domínio, pois apesar de toda pregação de ensino como prática que gere autonomia, pela posse da técnica, o discurso dá a benção às elites ilustradas que vivem e revivem "o fardo do homem branco" (frase que faz alusão não só a etnia) e sua imensa bondade de luz guia aos caminhos da ordem e do progresso. Se outrora o diferente, o inferior, andava nu e batia tambor no culto aos seus deuses, hoje, o diferente, o inferior, não sabe quem é Beethoven, mas canta "Aí, se eu te pego"; não lê Shakespeare, mas conhece cada verso de "O Homem na Estrada", do Mano Brown. E a contradição não reside apenas nos termos nada inéditos de civilização e barbárie - que, digo e reforço, foi - e continua sendo - a justificativa moral que fez a Europa e os Senhores do Norte dormirem em paz enquanto "salvavam" para si mesmos o mundo dos selvagens -ainda que a tiros de canhão. A contradição aparece, também, na hipocrisia dessa suposta preocupação em se universalizar a "alta cultura". Afinal, no íntimo daqueles que se julgam a "elite intelectual", não há interesse na popularização de Beethoven ou Shakespeare ou seja lá que outro refinamento. Isso seria o fim, seria o nivelamento cultural com a raia miúda. Essa massa sem méritos que não soube assimilar os valores de sua civilização e curte funk ostentação.

    Por fim, além das contradições e hipocrisias, estamos diante de um discurso que procura combater vários "ismos" com o maior deles: o "burrismo".

    Em tempo, a educação que busca criticidade também se constrói com o domínio da técnica. Educar é um processo de "hominização" e, nesse processo, o senso crítico que questiona a ordem vigente é um de seus pilares. E realmente ela é ideológica, mas não no sentido pejorativo com o qual se pretende desqualificá-la. Aos que insistem, fica a pergunta: Também não está imbuída de ideologia a "educação" que concede a técnica e reforça o status quo?
     
    Última edição: 13 Mar 2014
    • Ótimo Ótimo x 9
  12. Ranza

    Ranza Macaco

    Cara eu demorei a comentar e o Haran falou primeiro.

    De tudo tudo ai, o que eu mais gosto é quando ele trata a forma como nossa sociedade vem vivendo (a brasileira), que é muito mais baseada no achismo de que razão, planejamento fica pra depois, vamos fazer desse jeito porque eu vi em um lugar que "da certo". A parte política é outra, hoje parece que partido político é time de futebol, ninguém julga a competência, os resultados, os métodos, somente a ideia que se tem sobre o partido, igual um torcedor de futebol. No futebol, acabamos torcendo pra um time por razões emocionais e praticamente nunca por razões racionais, nunca vi uma pessoa torcer para um time porque ele tem as contas em dia, planos estratégicos elaborados e estatísticas positivas, e é assim que tenho visto a política, o que é péssimo.

    Tinha umas coisas que queria falar, mas tem uma hora desde a primeira palavra e esta última, postar do trabalho é foda.

    Tento editar a noite
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  13. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Bem, penso que ele tenha feito uso natural das palavras (direito legítimo).

    Os momentos de formatura não devem ser vistos unicamente pela perspectiva de acesso laico e total ao conteúdo mas no sentido de que se trata do último dia de lição (teste) dos alunos e que independente de tudo o mundo apresenta testes em que as motivações não precisam ser sempre laicas.

    Quem assistiu "O advogado do Diabo" lembra quando o diabo comenta "estamos sempre negociando" e a guarda nunca pode ser abaixada no dia de folga.

    A interpretação de um texto de professor universitário, principalmente no último dia de formatura, não merece ser vista de forma simplista. Em todos os cursos, muitos alunos saem da faculdade e só vão entender as últimas palavras muitos anos depois (alguns deles morrem sem entender).

    O formando deve entrar no mercado sabendo que tudo o que lhe disserem deve ser analisado e peneirado para se aproveitar o que houver de intenção boa e repelir o que houver de má intenção porque não existem pronunciamentos puros de influência.

    Quer dizer, seja em nome de Deus, Buda, Ganesh ou do vazio o aluno tem que entender que pronunciamentos não são blocos únicos indiferenciados e possuem momentos pessoais de expressão, que todo texto precisa de tolerância e o que é bom deve ser separado do que é ruim.

    Entretanto há pressão para tudo ser preguiçosamente explícito e falsamente correto e que as pessoas não usem o cérebro para interpretar.

    Para esses casos, o teste do último dia é justamente a espada eliminatória para alertar quem não tem disciplina de entender os fundamentos do método científico.

    Por isso o professor tem direito de usar a expressão que desejar para torcer pelos alunos, porque eles concordaram que é obrigação deles filtrar as coisas (agora eles são colegas e iguais na profissão).

    Se for unicamente visto de longe alguns pensam pobremente que o professor é só um robô criando um ambiente para pessoas meio-loucas massagearem o próprio ego enquanto cultivam a fraqueza interior e repetem decoreba.

    Por isso o comment do Calib e do professor precisam ser vistos de forma esportiva. Porque a questão é que as pessoas estão ficando com medo da interpretação superficial em pronunciamentos de opinião como esse. E com isso abraçam a morte da mente crítica.
     
    Última edição: 13 Mar 2014
    • Gostei! Gostei! x 1
  14. Pearl

    Pearl Usuário

    Eu não entendi. Por que alguém que está defendendo o pensamento técnico-científico estaria dando benção às elites ilustradas?
     
    Última edição: 13 Mar 2014
  15. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Apesar de achar exagerada a leitura do @Cantona, eu acho, @Pearl, que o professor fala claramente que o método científico separa as culturas em superior e inferior.
     
    • Gostei! Gostei! x 2
    • Ótimo Ótimo x 1
  16. Pearl

    Pearl Usuário

    E por ele considerar uma cultura superior faria parte de uma elite ilustrada?:think:
     
  17. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Não, mas pelos exemplos que ele dá de "cultura superior".
     
    • Gostei! Gostei! x 3
  18. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Acho que ele ve a superioridade nos exemplos acima.

    De qualquer forma, o texto não é apenas sobre isso.
     
  19. Pearl

    Pearl Usuário

    Mas o Cantona falou em "o ensino como prática que gere autonomia" e "posse da técnica", ou seja, o caráter técnico e científico, e não dos exemplos como algo que dê benção as elites. E eu não entendi.

    Quando o autor do discurso falou que preferiria que as decisões seguissem uma cartilha mais cartesiana, eu concordei. Eu acho que nossas instituições deveriam ser mais práticas, técnicas e objetivas nas tomadas de decisões. Isso eu concordo com autor.
     
    Última edição: 13 Mar 2014
  20. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Acho que o sentido do que ele diz é: Apesar das elites opressoras terem escravizado, matado e torturado os inferiores bárbaros, hoje temos que ser gratos a elas, já que trouxeram para o resto do mundo a luz do método científico.
     
    • Ótimo Ótimo x 1

Compartilhar