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O Diário de Donald Blake

Tópico em 'Quadrinhos' iniciado por darkmarcos, 14 Jun 2009.

  1. darkmarcos

    darkmarcos Usuário

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    THOR - Parte 1
    - Journey Into Mystery 83 (Agosto de 1962)
    História:
    "The Stone Men of Saturn!" - Escrita por Stan Lee e Larry Lieber, desenhada por Jack Kirby e finalizada por Joe Sinnott

    Quando surgiu, no número 83 da revista Journey Into Mystery, em Agosto de 1962, o personagem Thor, Deus do Trovão, pouco tinha de mitológico. Sua aventuras no início, mostravam o inverso do que se sabe hoje. O herói, na verdade, era o médico Donald Blake, que encontrou um cajado dentro de uma caverna em terras nórdicas. Quando este cajado (que lhe foi muito útil como "bengala", já que era manco), era batido contra o chão, Blake ganhava os mesmos poderes do lendário Thor. Ou seja, Thor não era Thor. Era Donald Blake com os poderes de Thor. Essa situação mudou com o tempo, mas as primeiras histórias eram menos ligadas a mitologia clássica do personagem, dando espaço para ameaças onde Blake poderia resolver utilizando os poderes recém adquiridos.
    A abordagem "menos-deus-do-trovão" e mais "super-herói" (da época) deveu-se ao escritor Larry Lieber, irmão de Stan Lee, que colocava Thor envolvido em problemas daquela época e até mesmo ameaças alienígenas. O herói se tornou, dessa forma, uma espécie de Superman da editora Marvel, já que Blake utilizava suas transformações para salvar o mundo de tais ameaças. Curioso notar a influência de Robert Bernstein, não creditado, porém conhecido na Marvel como R. Berns que, anteriormente, foi um importante escritor das histórias do Superman. Daí, então, a inspiração para o clima das primeiras histórias de Thor.
    Donald Blake, apesar de médico renomado, é mostrado como um atrapalhado personagem em meio as histórias. E não só pelo fato de ser manco. A ocasião em que Blake encontra o cajado, que se transforma no também mitológico marteto de Thor, se dá em um momento um tanto quanto pastelão da história. Invasores de Saturno (homens feitos de pedra, parecidos com as cabeças gigantes que existem na Ilha de Páscoa) pousam na Terra com a intenção de dominar o planeta. Um cidadão local testemunha a chegada das criaturas, mas poucas pessoas acreditam nele... exceto o xereta Donald Blake, que nada tinha que se meter onde não foi chamado. Além de bisbilhotar, ainda se deixa localizar pelas criaturas. Apesar da desvantagem de não poder correr, o médico tem a sorte de encontrar a caverna onde se encontra o cajado místico... e o resto é história.
    Blake, ao se transformar, não só adquire poderes sobre-humanos, mas o visual do nórdico deus (de longos cabelos loiros) e a habilidade de manejar o martelo místico que, ao ser arremessado (e ser capaz de destruir tudo em seu caminho) retorna às mãos de seu dono, tal qual um bumerangue. O único detalhe (e sempre há únicos detalhes em histórias de super-heróis) é que Blake não pode ficar longe do martelo por mais de 60 segundos. Caso isso aconteça, ele volta a ser o indefeso médico novamente. Porém, é curioso notar como essa "fraqueza" é utilizada nas primeiras histórias. Ao invés de ser uma desvantagem, ela se torna até vantagem estratégica, já que seus inimigos ignoram essa condição e isso lhe permite escapar como o franzino Donald Blake, quando as armadilhas são feitas para o corpulento Thor. Por outro lado, apenas Thor é capaz de levantar o pesado martelo, uma vez que só aqueles que são dignos do poder de Thor são capazes de fazê-lo se mover.
    De qualquer forma, era interessante conhecer, a cada aventura, mais uma possiblidade do uso de poderes do deus do trovão pelo xereta Donald Blake. Não só pelo número de truques e vantagens que esses poderes apresentavam, mas também nos detalhes acerca da mitologia desse personagem. E de mitologia, Thor tem bagagem de sobra.
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