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O Coração de Andreth

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Neoghoster Akira, 7 Jul 2010.

  1. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Andei chegando a algumas conclusões sobre o relacionamento de Andreth, aquela que sendo ancestral das mulheres de Númenor se viu diante do dilema da memória.

    Para se aproximar do que pode ter passado pela cabeça e pelo coração de Andreth precisamos voltar em como os elfos podiam olhar para o horizonte e contemplar um mundo diferente, recordando cada detalhe com a ternura original que lhes havia cativado.

    Para Andreth era difícil tolerar sempre que aquele a quem amava movia seu pensamento em direção a caminhos aos quais ela não podia seguir, como Sam que não desejava que o patrão fosse para onde ele não pudesse segui-lo. Vivendo aquilo que ela não podia viver. Aqui temos alguns versos que combinam com a situação dela:

    O elfo percebia que ao homem não havia sido concedido acalmar ou excitar suas memórias, nem manter constante sua esperança nelas e nem ser fiel ao que se lembrava. Nem seu corpo guardava memória o bastante para que se recordasse com a dignidade necessária das coisas como elas eram realmente. E a própria memória de sua consciência lhe era desconhecida.

    A a primeira repreensão de Eru contra Melkor foi para que ele se lembrasse de Eru e que não perdesse sua memória. Mas a isso Melkor não deu ouvidos e corrompeu a memória dos homens, colocando-os em rota de colisão com os elfos.

    Pois agora os homens tinham preconceito contra aqueles que guardavam o passado e contra aqueles que contemplavam o passado com mais nitidez. Contemplar o passado para eles começou a despertar ciúme, ignorância e maldade.

    Como Andreth podia se lembrar de como se relaciona com alguém e ao mesmo tempo se preserva o mundo que vive nas lembranças daquela pessoa? Como fazer para guardar e aumentar esse mundo e não estagná-lo?

    Se Andreth tivesse a memória original, como ela teria agido? O que teria dito a Finrod? Que grande bem poderia fazer a volta da memória original dos homens? E seu futuro? Seria a sua memória como a dos exércitos presos ao juramento de Isildur? Iria ela se lembrar de seu amado no além mundo como aqueles mortos que estavam a espera do último rei se lembravam do juramento?

    E disso o elfo de Andreth não sabia, pois para ele a memória humana entrava num ciclo de decadência definitiva até a máxima escuridão e esquecimento. Um pensamento que ele também tinha para os elfos, mas com uma velocidade um pouco mais baixa, num processo longo e doloroso.

    Olhando por esse lado a memória também não estava sob o domínio absoluto de Melkor. Mesmo a memória da consciência de Andreth poderia estar livre como Eru desejava, além do mundo e mais vívida que as lembranças quando ela o deixasse. E no entanto as palavras de Finrod não parecem tê-la convencido, pois ela sofria e ainda habitava o mundo de sombras. Quando aquilo terminasse todos poderiam entender melhor a memória, de como ela pode ser invisível as vezes e de como ela deixa vestígios por onde Melkor não alcança.
     
    Última edição: 12 Jul 2010
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  2. Elring

    Elring Depending on what you said, I might kick your ass!

    O pensamento de Andreth e seus conflitos são as manifestações de todos os Edain que entraram em contato com os noldor e passaram a conviver com eles. No início, a admiração entre os povos era recíproca, uma raça antiga e cheia de sabedoria e uma outra jovem, incansável e de rápida evolução. A idílica convivência durou até a primeira morte de um atani diante dos eldar; naquele instante, os quendi viram o rápido ocaso dos homens, seja ele por velhice ou doença, e perceberam que a convivência e as uniões entre Primogênitos e Sucessores não seria benéfica.

    E Aegnor vislumbrou amargamente seu destino caso continuasse ao lado de Andreth. Muitos poderiam acusá-lo de covardia, mas de seu ponto de vista, a eterna viuvez seria um fardo insuportável. E Finrod deixou isso bem claro o que significaria para um elfo viver ao lado de um humano e vê-lo envelhecer e definhar diante de seus olhos sem poder fazer nada a não ser esperar pela inevitável separação.

    E tanto Finrod, como andreth, não tinham resposta para os desígnios de Eru. Somente Estel.
     
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  3. Bekasobiskie

    Bekasobiskie Usuário

    Não sei não... Acho que Aegnor não tinha esperança em nada, seja na luta contra morgoth, seja na união com Andreth.

    Como ele não tinha esperança de que Eru poderia deixar que ele ficasse com ela até o fim dos tempos, ele preferiu não arriscar. Uma pena. Andreth arriscaria tudo por ele.

    Acho que se eles ficassem juntos, Eru arranjaria um jeito deles ficarem juntos, como aconteceu com Beren e Lúthien e com Idril e Tuor, desde que ambos tivessem esperança Nele. Não creio que Iluvatar tenha criado seus filhos para condená-los à tristeza e separação até o final dos tempos. Ele é acima de tudo amor, misericórdia, compaixão, esperança, sabedoria e felicidade. Veja só o que Ele fez por Aule! Ele deu vida aos anões devido ao amor e humidade de Aule... Por que ele não deixaria Andreth e Aegnor compartilhar o mesmo destino juntos, já que isso é algo infinitamente mais simples que dar vida aos anões?

    A única coisa que eu acho que Ele quer dos seus filhos é que eles coloquem suas esperanças e tenham fé Nele. A fé e a esperança no Uno é mais fácil para os homens que para os elfos, segundo eu creio, mas não é impossível. Lúthien tinha fé, Idril também...

    Mas Aegnor não tinha fé e esperança em Eru...E agora está longe de sua amada...
     
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  4. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Eu havia esquecido de Estel, tem razão, Elring.:think:

    E concordo com você, Bekasobiskie. Andreth teria dado tudo a Aegnor. Parece que em assuntos de amor, tanto os homens quanto os elfos do sexo masculino podiam não enxergar tudo aquilo que havia para ser visto.
     
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