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O Clube do Suicídio e outras histórias (Robert Louis Stevenson)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 21 Ago 2011.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Robert Louis Stevenson nasceu em Edimburgo, em 1850. Caso tivesse feito o gosto do pai, seria engenheiro, e não um dos melhores contadores de história da Grã-Bretanha. Stevenson viajou o mundo e transpôs muito do que viu para seus trabalhos, como por exemplo A Ilha do Tesouro – trazendo relatos que são diversão garantida para quem lê, e talvez até por isso mesmo já tenha sido uma “celebridade” ainda em vida, o que lhe garantiu a segurança para ter a escrita como profissão, e o que em consequência nos trouxe histórias inesquecíveis, que continuam agradando ao leitor mesmo tantos anos após a publicação original.

    E isto fica evidente ao ler O Clube do Suicídio e outras histórias, que chegou este mês através da coleção Prosa do Mundo da Cosac Naify. O livro tem duas novelas e quatro contos que retratam de forma exemplar a produção do autor, além disso traz introdução de Davi Arrigucci Jr. e também no Apêndice dois textos interessantíssimos para quem gostou do que pode conferir nessa coletânea: Robert Louis Stevenson por Henry James e O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde por Vladimir Nabokov.

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  2. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Li o conto principal (como "O Clube dos Suicidas") em uma edição antiga da Rocco, emprestada de biblioteca.
    Também vi semelhança com o que o Conan Doyle escreveu.

    E O Médico e o Monstro é daquelas histórias que a gente tem que ler mesmo.

    Os outros contos eu não conheço, mas fiquei bem curiosa porque é bem aquilo que a Anica disse, Stevenson sabe prender a atenção da gente.
    E textos do Henry James e do Vladimir Nabokov? Bacana!

    Pena que os preços da Cosac sejam os preços da Cosac, né? :seila:
     
  3. Anica

    Anica Usuário

    a parte do preço é fueda mesmo, mas dá sempre para ter aquela esperança de que logo pintam promoções na saraiva (que sempre tem cosac a bom preço) ou algo como aquela última da cultura, né?

    é engraçado, o príncipe não tinha nada de sherlock (muito menos o geraldine de watson) mas tem algo ali na história que faz lembrar do estilo do conan doyle mesmo. e não é só o espaço/tempo (que seria óbvio, já que são semelhantes), mas mais pelo modo como conduz a narrativa mesmo.
     
  4. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Isso. Eu não lembro do nome dos personagens mas recordo que o sangue frio, a calma com que ele vai xeretando em tudo me lembrou bastante o Holmes.
    Coisas assim ficam na minha memória porque sou apavorada e acho que se estivesse numa situação parecida entraria em pânico e me denunciaria rapidinho. :lol:
     
  5. G.

    G. Ai, que preguiça!

    eu li recentemente esse livro de uma versão mais nova, também da rocco.
    eu gostei muito das tres histórias da novela, elas meio que prendem mesmo quem está lendo... a que eu gostei mais foi aquela do baú de saratoga(acho que é esse o nome)...
     
  6. Shakhbûrz

    Shakhbûrz sculptor of reality

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    Livro:
    O Clube dos Suicidas
    Título Original:The Suicide Club
    Autor: Robert Louis Stevenson
    Editora: Rocco
    ISBN: 9788579800078
    Ano: 2010 (original:1878)
    Páginas: 81
    Tradutora: Eliana Sabino
    Versão:
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    Poucos leitores sabem mas Robert Louis Stevenson, autor que se tornou conhecido por sua obra “O Médico e o Monstro” (um dos maiores clássicos da ficção científica e do terror) e “A Ilha do Tesouro” (clássico mundial da literatura infanto-juvenil), também era um excelente escritor de suspense e literatura policial. De fato, não só ele escreveu algumas obras famosas do gênero como também seu livro “O Clube dos Suicidas” é considerado o percursor do romance policial. A influência desse livro é tanta que inspirou outros autores consagrados como Sir Arthur Conan Doyle, criador do Sherlock Holmes e também Jack London, Autor de “O Lobo do Mar”.

    O clube dos Suicidas narra, através de três contos curtos, a história do Principe Florizel e seu fiel amigo Coronel Geraldine. Os dois tem um ímpeto natural por aventuras, saindo para a noite londrina disfarçados, buscando histórias e mistérios. Em uma dessas noites eles encontram um jovem em um pub oferecendo tortinhas de creme para os presentes. Após um pouco de conversa, o príncipe faz amizade com o jovem, que lhe conta sobre uma curiosa sociedade secreta chamada: O Clube dos Suicidas.

    Conforme o nome deixa claro, trata-se de um grupo de pessoas cujo único propósito é tirar a própria vida. Essas pessoas, entretanto, não tem a coragem ou convicção suficientes para “fazer o serviço” e para isso recorrem ao clube. Florizel e Geraldine, disfarçados, entram para o clube e descobrem uma espécie de jogo de azar onde uma pessoa é sorteada para morrer e outra é sorteada para mata-la. Esse é o intuito final do clube. Ao longo do livro, o príncipe se empenha em capturar e matar o infame presidente do clube dos suicidas, tarefa que se mostra mais difícil do que esperava.

    A escrita de Stevenson é bastante simples e vai direto ao ponto. O suspense é mais narrativo do que contextual, criando uma curva de tensão logo no inicio e terminando cada conto em clima mais ameno. Isso talvez se dê por duas razões, primeiro pela familiaridade do autor em escrever contos juvenis, segundo pelo formato episódico que a obra foi publicada originalmente. Não é um romance de teor totalmente adulto, apesar de apresentar certa morbidez. A leitura é rápida e não existe espaço para muitas indagações do leitor.

    Apesar do tema central ser pouco explorado (somente o primeiro conto aborda diretamente o clube), a obra é interessante pois claramente delimita o que viria a se tornar o romance policial. O formato de dois personagens, cumplices e amigos, investigando crimes (que mais tarde se tornaria popular em Sherlock Holmes) foi criado nesta obra. O clima soturno da Era Vitoriana, presente em diversas obras até os dias de hoje, se mostra o elemento chave do gênero, justamente por causa de Stevenson.

    Esse não é o melhor livro de Stevenson, tampouco é o melhor representante do gênero policial, mas é essencial para aqueles que desejam entender a sua formação.
     

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