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O Caçador de Andróides (Philip K. Dick)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Siker, 25 Jan 2012.

  1. Siker

    Siker Artista Comercial / Projetista Gráfico

    Também conhecido por Do Androids Dream of Electric Sheep, é o livro no qual foi inspirado o filme Blade Runner, digo inspirado porque ao ler percebi que existem muitas outras coisas que o livro aborda e que não foram levadas para o filme. Fiquei fascinado com a quantidade de reflexões existenciais que me ocorreram durante a leitura, ao entrar neste mundo cyberpunk de humanos desumanizados e andróides lutando pela vida os nossos conceitos recebem um novo ponto de vista ao qual precisam se adaptar, a religião fundamentada na empatia, os sentimentos humanos dependente de máquinas, tudo na história vira do avesso o que estamos acostumados a definir como real.

    É o primeiro livro que leio do Philip e já me surpreendeu bastante, alguém mais leu? Me lembro de ter lido em algum lugar alguém dizendo sobre o filme que era um dos raros casos onde a adaptação supera o livro, mas não poderia discordar mais, para mim o livro leva muito mais profundamente todo essa relação vida humana x vida artificial... qual a opinião de vocês?
     
    Última edição: 25 Jan 2012
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  2. Gigio

    Gigio Usuário

    Concordo perfeitamente com a sua impressão do livro, Siker. Às vezes as pessoas se concentram muito nessa questão dos androides, mas até o título original do livro é mais especulativo: "Do Androids Dream of Electric Sheep?". Acho que o PKD leva muito mais à frente as especulações do Deckard a respeito do que seria humanidade. O leitor percebe que em alguns momentos ele chega a desanimar daquilo tudo e quase abandonar a caçada. As concepções dele começam a ficar confusas.

    Existem ainda no livro outras questões menores, mas não menos interessantes, que nem alcançaram o filme. Aquela história dos animas de estimação, por exemplo. Primeiro as pessoas decidem que ter contato com animais é algo que desenvolve a sensibilidade (ou alguma outra coisa, não lembro direito). Mas depois isso é desviado para fins completamente diferentes. Começa a ser uma questão de status, o que faz com que alguns passem a ter animais artificiais. A coisa se torna uma inversão bizarra, mas muito semelhante ao que acontece com tantas outras coisas do nosso cotidiano...
     
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  3. Siker

    Siker Artista Comercial / Projetista Gráfico

    A parte dos animais foi a que achei melhor, em um mundo onde a maioria das espécies não existe mais e é raro encontrar algum animal vivo, a busca religiosa em se conectar com Mercer (a figura religiosa deles) é alcançada ao cuidar da vida de um animal de verdade, no próprio livro o Philip mostra que as perguntas para descobrir se a pessoa é um andróide, ou seja, se não tem empatia, são todas com respeito aos animais, porém essa importância toda com a vida animal na prática não demonstra muita sensibilidade porque os humanos não são mais tão humanos assim, eles tentam seguir a filosofia mas se um animal vivo morre e eles conseguem um animal falso para substitui-lo, é como se não tivessem perdido nada. A caixa para discar e controlar os seus gostos e desejos deixa isso explícito, o ser humano é uma máquina.
    O que dá contraste com essa "vida artificial" humana são os questionamentos do Deckard que passa a ver tanto os andróides Nexus-6 como os animais falsos sob outro ponto de vista, isso traz de volta a humanidade que existe em nós não importa o quanto estejamos interligados com diversas tecnologias, e isso que é brilhante, como a reflexão principal do livro se utiliza de reflexões menores porém tão consistentes quanto a principal, cenas como a do debilóide Isidore oferecendo um gato falso para substituir o de verdade como se fossem coisas iguais e o diálogo com a Luba Lift dizendo que Deckard seria um andróide por não se importar em matar outro andróide, são situações que conseguem atingir qualquer visão que tenhamos sobre a nossa existência.
     
  4. Jhulha

    Jhulha Lurker

    Juro que não ligava a minima para o filme, ate que um amigo aqui do forum falou tanto dele que resolvi assistir. Logo de cara fiquei louca quando soube que era adaptação de um livro, ja rodei as lojas virtuais e os sebos e nadicas desse livro.

    Vendo os comentários de voces me dar mais vontade de ver esse livro, pena que so tenho em Ebook, mas estou sem tempo para ler pelo computador.
     
  5. Eruanno Ifindë Sardillon

    Eruanno Ifindë Sardillon Aspirante a Istar

    Este é um dos poucos casos em que tanto o livro quanto o filme são ótimos. Eu nem sei dizer de qual gosto mais =P

    O livro aborda mais questões, em número mesmo, e aprofunda mais em algumas; e o filme, como adaptação, muda várias coisas em relação ao livro, inclusive coisas muito importantes, sem soltar spoiler né =P, mas é uma obra-prima da ficção científica, em um nível no cinema muito mais alto do que o livro na literatura. Aliás, considero Blade Runner o melhor sci-fi ever do cinema, junto de 2001, mas pessoalmente gosto mais mesmo de Blade Runner ^^.

    Agora, sobre discutir a história, seja do filme ou do livro, nem tento muita coisa, uma vez fiquei discutindo horas com uma amiga e vimos tantas coisas diferentes, e tantas perspectivas diferentes e questões das mais variadas... A obra é muito cheia de conteúdo, questões e temas, muita coisa fica em aberto, muita coisa passa desapercebida por causa do foco da nossa atenção enquanto absorvemos a obra, e o autor ainda era um louco xD.

    Mas adorei o livro, é o único do Philip K. Dick que li até hoje, mas já vi tanta coisa no mundo inspirada nas obras dele, principalmente em Holywood, muita coisa boa, que com certeza lerei mais alguns livros dele quando tiver a oportunidade.
     
  6. Mohanah

    Mohanah Usuário

    Este livro está na minha lista de "Ler antes de morrer" faz tempo. Acho o título muito intrigante (um dos melhores que conheço) e adorei o filme.

    Pretendia começar minha incursão pelo mundo de PKD depois de terminar Fundação do Asimov, mas gostei tanto da trilogia que estou afim de ler os outros livros relacionados. Talvez o jeito seja ler tudo ao mesmo tempo. Dois mestres da FC Clássica, vou ficar fera. huahauhahuaha
     
  7. Reverendo

    Reverendo Usuário

    Eu li, pouco depois de ter assistido o filme. Sou um daqueles que considera o filme superior.
    O ritmo do livro não me cativou, os andróides não me chamaram a atenção e a questão dos animais domésticos cibernéticos não me pareceu bem explorada.

    No filme, ROY me chamou a atenção. Mesmo com sua violência, ele me pareceu o ser mais humano da história. Como bem escreveu um crítico de cinema, Roy assim como nós, estava a procura de seu criador para que esse lhe prolongasse a vida, ou para sermos mais poéticos, lhe desse a imortalidade. Para o andróide, o criador estava ao alcance e como ele não conseguiu o que queria, simplesmente matou "deus".

    Assim falou Zaratustra?
    Não. Assim fez Roy.
     
  8. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

  9. Jhulha

    Jhulha Lurker

    Acho que sou uma das poucas pessoas que não faz qualquer conexão entre o livro e o filme, no filme a ligação entre os androides e sua vida curta, e o fato de um dos personagens não saber se é nascido ou fabricado fica em voga, ja o livro so me conectou ao fato dos animais estarem extinção e como isso está afetando o narrador que de certo modo, mesmo que não seja o foco principal, está depressivo, pois o mesmo fato esta acontecendo com os humanos.
    Eu gosto dos contos sobre robos do Dick, mas esse livro na época achei bem depressivo, como se angustia fosse o elefante na sala.
     

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