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O aberto: o homem e o animal (Giorgio Agamben)

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Calib, 28 Set 2014.

  1. Calib

    Calib Visitante

    Por recomendação da @Ana Lovejoy , transformei o meu post num tópico porque quase não criei tópicos em dois anos de fórum porque talvez alguém tenha mais a contribuir para a discussão deste livro, ou whatever.

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    Referência:
    AGAMBEN, Giorgio. O aberto: o homem e o animal. Tradução: Pedro Mendes; revisão técnica: Joel Birman. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013. 157 p.



    Depois de ter postado um
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    , e para não dizerem que eu só concordava com ele por desconhecimento de causa, catei na biblioteca esse livro aí do Agamben para ler entre uma aula e outra, em que eu teria um intervalo grande.

    Estava indo bem até quase a metade, bem interessante enquanto ele analisava umas ilustrações do século XIII e patati patatá e questionava o fim da história hegeliano e se perguntava sobre como seria o homem ressuscitado no paraíso (se manteria suas funções orgânicas intactas ou não, e se mantivesse o paraíso acabaria no longo prazo ficando cheio de merda, daí veio aquela citação que pus no Facebook: "maledicta Paradisus in qua tantum cacatur"), etc. e tal. Ia bem, eu digo. De verdade. Até que ele começou a falar de Heidegger...

    E pra mim ficou claro como o dia o que o Merquior quis dizer quando acusou a filosofia heideggeriana de ser uma filosofia "com grande luxo de trocadilhos etimológicos tão solenes quanto ridículos". Porque assim é. Isso explica a minha frustração que confessei lá noutro tópico:

    Vou dizer, hein: eram bem mais interessantes as citações do zoólogo Uexküll do que as do filósofo Heidegger. :osigh:
     
    Última edição por um moderador: 28 Set 2014
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  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Li do Agamben aquele ensaio O que é o contemporâneo, excelente! As reflexões que ele faz são de botar boas caraminholas na nossa cabeça, pois ele pensa o contemporâneo como o mais arcaico possível: isto é, o mais próximo da origem. Daí, ele desenvolve a ideia de que o contemporâneo não só enxerga a luz de seu tempo, mas tbm a escuridão, no que o Agamben traz a noção do espaço interestelar. O céu que vemos à noite é uma foto, digamos assim, de milhares de anos atrás: aquele lance de que a luz precisa viajar anos e anos até nos alcançar. Segundo esse raciocínio, o contemporâneo, próximo da origem, tem que saber enxergar essas trevas como uma espécie de promessa de luz, pois ela está vindo até nós.

    Tem outras coisas tbm no ensaio. Ele é pequeno, recomendo a leitura. Mencionei ele pois achei interessante o título desse livro... O Agamben fala muito de fendas, estruturas em aberto, de algo que ainda não nos alcançou.

    Li tbm aquele livro dele sobre o depoimento, mas confesso que achei fraco. O Agamben tem muita coisa de hermenêutica bíblica, né? E o doido é que ele mistura isso com estudos sobre estado de exceção e tal.

    Sobre o Heidegger... É. Heidegger é osso mesmo. Não me lembro onde parei nO Ser e o Tempo, o que é uma catástrofe, pois vou ter que começar tudo de novo. Mas o Heidegger é danado de importante... Se ele precisar de um voto nesse sentido, pra mim é o maior filósofo do século XX. Esse lance dos jogos de palavras tem raiz na importância dada pelo Heidegger à linguagem, de modo que ele buscava as origens das palavras para prosseguir sua pesquisa sobre os fundamentos do Ser etc etc.
     
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  3. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Nem me fale. Agora tudo é filosofia da linguagem! :lol: Mas isso é interessante mesmo porque vai mostrando as inúmeras possibilidades da formação linguística em paralelo e em consonância com o momento histórico. Pode ser que em algum momento você se pegue se perguntando qual o limite disso, mas precisamos ver qual o efeito e impacto e resultado de/para as ramificações etimológicas e semânticas. Haja paciência, claro, mas creio que vale a pena.
     
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  4. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Vixe, nem fala! Até no Direito tá tendo... (O que é até uma coisa legal, pois caiu como uma bomba.) Mas tenho uma dificuldade em ver um respaldo prático desse tipo de ideia... Fico até com a sensação de que é dizer a mesma coisa de sempre de jeito difícil. Claro que aí já não acho que seja o problema de gente como o Heidegger ou Gadamer; talvez o que esteja pegando seja na hora de acoplar essas ideias na prática, se é que o objetivo final seja esse (digo assim: talvez o objetivo seja mudar nossa concepção de mundo para, aí sim, mudarmos o mundo).
     
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