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Nova chance

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por mandah, 5 Ago 2009.

  1. mandah

    mandah Usuário

    Se via confusa. Estranhamente perdida. Num túnel sem saída, mas com dois caminhos a seguir. Infinitas opções, estranhas sensações cercavam sua mente e o seu coração. Se via em dúvida entre dois amores: um intenso e seguro amor juvenil e um doce e puro amor infantil.
    A paixão da infância, a primeira, lhe trazia belas recordações. Das tardes correndo pelo campo, subindo em árvores e nadando no rio. Do primeiro beijo, sob a cachoeira, num belo crepúsculo, que parecia incendiar assim como seu coração ao som dos passarinhos e ao toque do primeiro amor. Nunca se esqueceria daqueles dias de conversa à toa, das brincadeiras à luz do luar e das juras de amor trocadas aos 7 anos.
    Ah, já o amor juvenil era tão mais cruel. Às vezes chegara a lhe partir o coração. Por que os adolescentes precisam ser tão complicados? Se pergunta isso até hoje. Tudo era diferente, tão novo e ouriçante, havia um profundo desejo de conhecer mais, de ir mais a fundo. Se conheceram na escola. Ela havia se tornado uma garota extremamente inteligente, tachada de nerd por uns, de estudiosa por outros, e de louca por alguns. Ele ficara anos distante. Era um desportista popular e bonito, com um carisma que encantava a todas as meninas. Não tinha a menor necessidade de falar com ela, mas mesmo assim o fazia, não para lhe agradar, mas para lhe humilhar, para lhe maltratar. Coitada, acabara se apaixonando, sem motivo aparente. Ele a fascinava, mas a dor que envolvia seu coração era enorme, nunca em toda a sua vida fora tão desprezada, tão magoada. Sentiu-se necessitada a esquecer tudo aquilo.
    Agora lá estava ela, parada em frente a um novo desconhecido. Na verdade, era o mesmo garoto que beijara na cachoeira, o mesmo por quem chorara dias a fio na biblioteca. Lá estava ele, na sua frente, como uma nova pessoa, mais madura e decidida, lhe suplicando o seu perdão. E ela fez um balanço, sobre tudo o que passara em todo aquele tempo, sobre tudo que sentira e tudo que sofrera. Não sabia se tinha em sua frente o antigo amigo das manhãs ensolaradas ou o garoto prepotente das tardes chuvosas. Só sabia de uma coisa, que fosse ele quem fosse, tivesse feito o que fez, todos mereciam uma nova chance e, acima de tudo, ela nunca deixara de amá-lo.
     

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