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[Nicole "Melwen" Siebel] [Tourdion] [L]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Nicole "Melwen" Siebel, 17 Jan 2012.

  1. Olá! Resolvi compartilhar com vocês um humilde conto que escrevi no ano passado. Espero que gostem! Fiquem a vontade para dar opiniões. :D
    ***
    NOTA: O título do conto é também o nome de uma canção medieval (que, se não estou enganada é de origem francesa). Conheço apenas a versão instrumental, mas sei que existem também versões cantadas.

    TOURDION


    Era dia de festa no castelo do duque de Lot e o salão era música e dança.
    O senhor até contratara um mágico que aparecera por aquelas bandas, para que ele se apresentasse. Era um rapaz de pele trigueira, cabelos negros e olhos ambarinhos carregados de mistério, que acompanhavam discretamente uma jovem de longos cabelos ruivos, vestida com belos trajes. Era Dânica, a filha mais nova do duque.
    A bela passara a maior parte dos festejos junto da mãe e das três irmãs, mas quando os músicos começaram a ministrar a Tourdion, sua canção preferida, ela correu o salão com seus olhos azuis até que eles captarem os olhos interessados do mágico, que aparecera ao seu lado misteriosamente.
    Ele beijou sua mão, fazendo as irmãs da jovem soltarem risinhos, e a conduziu para a dança.
    Não trocaram palavra, mas seus olhares conversavam e decidiram que eles estavam apaixonados.
    Quando a música acabou, os dois se separaram lentamente, com um cumprimento educado.
    O rapaz voltou para suas mágicas e logo Dânica foi arrastada para ele, por suas irmãs, que pareciam bastante excitadas com o fato de que uma delas poderia viver um romance com um rapaz nômade.
    Quando ele pediu um voluntário para seu próximo truque, a moça ruiva não teve muita escolha. Seus passos hesitantes foram incentivados por suas acompanhantes.
    A mão do mágico embrenhou-se em seus longos cabelos enfeitados e tirou deles uma rosa rubra, arrancando palmas e exclamações das senhoras que assistiam. Cheirou a flor e deu-a para a jovem antes de retirar mais uma flor dos cabelos dela.
    Dessa segunda rosa, ele arrancou as pétalas, com um puxão, e largou-as sobre a cabeça da garota, numa chuva vermelha, repleta de brilho que se transformou em chamas que engoliram a figura, fazendo com que, no lugar da moça, restasse um canário.
    A platéia se impressionou e aplaudiu antes que o mágico se retirasse até o jardim de roseiras floridas que ficava atrás do castelo. Dânica estava lá, calmamente sentada, esperando que ele chegasse. Com uma piscadela, ele fez com que ela risse, antes que os dois seguissem até o estábulo e partissem
    O duque de Lot acreditou pelo resto da vida que o mágico ordinário transformara sua filha em um canário e nem sequer suspeitou que a menina, apaixonada pelo moço, combinara a fuga com ele uma noite antes da festa e que passara a vida seguindo pelo mundo com o misterioso rapaz.
     

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