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Nathaniel Hawthorne

Tópico em 'Autores Estrangeiros' iniciado por Lucas_Deschain, 11 Jul 2010.

  1. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [size=medium][align=center]Nathaniel Hawthorne (1804-1864)[/align][/size]

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    [align=justify]Descendente de uma família de tradição puritana, que se instalou nos Estados Unidos no século XVII, Nathaniel Hawthorne foi um dos mais importantes romancistas e contistas norte-americanos do século XIX.
    Nasceu em Salem, estado de Massachusetts, a 4 de Julho de 1804, e cedo despertou para a literatura. Depois da morte do Pai, em 1808 na Guiana Holandesa (actual Suriname), vive na casa da família materna, sob influência de um ambiente típico da Nova Inglaterra.
    Em 1821, ingressa na Universidade de Bowdoin, em Brunswick, onde trava amizade com o poeta H. W. Longfellow (1807-1882), e com Franklin Pierce, que viria a ser eleito 14.º Presidente dos Estados-Unidos. Formado, em 1825, decide editar, anonimamente, o seu primeiro romance Fanshawe: A Tale, mas rapidamente se arrepende do impulso e nos anos seguintes dedica-se a aperfeiçoar o seu método de escrita.
    Após esta tentativa, consegue um emprego na alfândega de Boston e, em 1837, publica a primeira colectânea de contos Twice-Told Tales (contos narrados duas vezes) que viriam a ter continuação em 1842.
    Casa-se com Sophia Peabody, de quem era noivo desde 1838, e com a qual virá a ter três filhos. Muda-se para Concord onde conhece os transcendentalistas: Henry David Thoreau (1817-1862) e R. W. Emerson (1803-1882), e, em 1846, de volta a Salem, Hawthorne emprega-se como alto funcionário da alfândega local. Três anos passados, é demitido, por razões políticas, e torna a mudar de residência, agora para Lenox, onde se dedica mais intensamente à literatura, que é o seu único rendimento. É nesta altura que conhece Herman Melville (1819-1891), o autor de Moby Dick (1851), que se pode considerar a sua mais importante amizade e influência literária.
    Com a década de 50 vêm os anos produtivos e as suas grandes obras. Primeiro é A letra escarlate (1850), a sua obra-prima, depois A casa das sete empenas (1851). Em 1853, publica Tanglewood Tales, histórias clássicas contadas para crianças, e segue para Liverpool, na Inglaterra, para o lugar de cônsul dos Estados Unidos que desempenha até 1857, quando decide viajar, com a família, pela Europa (França e Itália). De volta a Concord, já doente, Hawthorne vive os últimos anos a começar romances que não consegue acabar e em 19 de Maio de 1864 morre, em Plymouth, durante uma viagem.
    Com uma marca fortemente alegórica, fantasista e pessimista as narrativas de Hawthorne versam questões morais complexas e profundas, saídas de um espirito dominado pela permanente luta entre o bem e o mal, mas repudiando - sempre - a intolerância, o fanatismo, ou o dogmatismo religioso.
    Nathaniel H. ficou na história como autor de grandes romances, mas também como mestre de numerosos e fascinantes contos, género que se pode considerar como o mais representativo da literatura norte-americana do século XIX, e para a qual ele muito contribui.[/align]

    Fonte:
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    [align=justify]Tenho duas obras dele aqui na minha estante, inclusive uma que está na lista das 10 obras mais difíceis: A Letra Escarlate. Além dessa tenho também O Fauno de Mármore. Um fato interessante é que Herman Melville, em Moby Dick, dedica o livro a Hawthorne.[/align]
     
  2. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    Tenho muita vontade de ler A Letra Escarlate (além do fato de ser um clássico, tenho curiosidade em ver o quanto Os Mortos Vivos é parecido com a obra - já que Peter Straub disse que escreveu pensando em Hawthorne), mas como agora meu encanto é com a literatura brasileira, vou deixar bem atrás na minha lista de espera.
     
  3. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Eu tenho A Letra Escarlate da Martin Claret, por isso já estou providenciando uma substituição. Não sabia dessa de Os Mortos Vivos ter sido escrito pensando na obra do Hawthorne. Alguém sabe porque A Letra Escarlate está em 5º lugar na lista dos
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    ?[/align]
     
  4. Anica

    Anica Usuário

    Do Hawthorne até hoje só li A Letra Escarlate (que não achei difícil de ler, mas pelo que a lista indica um dos problemas são as descrições e o inglês mais pomposo, e bem, eu li uma tradução). Queria ter lido alguns contos para saber porque o Poe metia tanto o pau nele, mas isso fica para outro momento da minha vidinha. E Arnie, do que eu lembro de Os Mortos Vivos, a inspiração do Straub não está em A Letra Escarlate, não. Talvez em outra obra :think:
     
  5. dbottmann

    dbottmann Usuário

    por questão de princípio, te apoio, troque sim. mas essa edição da claret não é plágio, é mera contrafação. quer dizer, o crédito de tradução é correto no livro (sodré viana), embora no isbn/fbn conste com chapa fria em nome de pietro nassetti.
    é uma tradução meio antigona (anos 50, tenho na 2a. ed.), mas acho bem legal.

    de fato, quaquá, boa questão, quinto lugar dos "mais difíceis". também, numa lista que coloca arquipélago gulag, pêndulo de foucault e naked lunch como obras difíceis...

    olha, lucas, não tem nada de difícil, a não ser, como em qualquer obra com um mínimo de densidade, as referências históricas e um contexto cultural muito determinado. afora isso, hawthorne é hawthorne, pessoalmente acho algumas coisas insuportavelmente chatas (sobretudo aquela coletânea de contos pela cultrix), mas letra escarlate é muito bom, e a casa das sete torres também. o fauno de mármore tentei umas três vezes, não consegui vencer o tédio.

    sabia que ele e thoreau eram muito amigos? achei mto interessante qdo soube. quanto a melville, pense mais na linha transcendentalista do puritanismo trinitarista ianque, tão bem encarnada por emerson, mas que encontra em hawthorne sua linha ainda muito religiosa praticante, que vai ressoar no mobidique. no fundo, era uma turminha só, ou pelo menos com muitas referências em comum, mesmo com décadas de intervalo entre eles. é o que aparece sinteticamente[/b] no perfil dele que vc publicou: "influência de um ambiente típico da Nova Inglaterra".
     
  6. dbottmann

    dbottmann Usuário

    provavelmente porque hawthorne era insuportavelmente moralista (puritano da nova inglaterra), ao passo que poe, um terrível furacão emocional, era o avesso radical PRATICANTE desse bom-mocismo virtuoso.

    sem dúvida os contos de hawthorne tresandam a hipocrisia, por menos que ele se desse conta, a qual tanto pretendeu desmascarar em a letra escarlate... era o roto falando do esfarrapado (digo: o filho de salem falando de salem)
     
  7. dbottmann

    dbottmann Usuário

    eu buscaria a incongruência não no fato de ser uma tradução, e sim nos critérios que serviram para montar uma lista no mínimo bizarra....
     
  8. Anica

    Anica Usuário

    eu comentei sobre ter lido uma tradução porque é ligeiramente mais fácil ler um livro quando está na sua língua nativa, ou seja, o "português pomposo" seria compreendido mais facilmente que o "inglês pomposo" que a lista cita - e poderia ser uma razão pela qual não tive dificuldades, vai que o tradutor facilitou o trabalho ou algo assim, né? sem ler o original eu não poderia dizer com certeza que a linguagem não é "pomposa" (?!!) o suficiente para tornar a leitura difícil.

    mas concordo com você sobre os critérios :sim:

    em tempo: gostei da sugestão sobre a razão pela qual o poe pode não gostar do hawthorne (adorei o "o filho de salem falando de salem"). lembro inclusive que em um artigo ele chegava a acusar o hawthorne de plágio, se eu não me engano :rofl:
     

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