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Narração Off-Tube ("Fora do Tubo")

Tópico em 'Esportes' iniciado por Fúria da cidade, 23 Mai 2004.

  1. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Pra quem nunca ouviu, essa é a expressão que se dá quando um narrador narra um jogo fora do estádio, confortavelmente num estúdio fechado e em alguns casos a emissora (de rádio ou TV) apela pra um som gravado bem artificial de torcida quando não dispõe do áudio original.

    Antigamente até o final dos anos 80, quando era muito comum cair o sinal enviado pelo satélite essa pratica não era tão comum, mas hoje pra reduzir custos e com a maior estabilidade do sinal muitos jogos são narrados assim. Quem não se lembra da última Copa do Mundo onde Cleber Machado e Luiz Roberto narraram todos os seus jogos daqui do Brasil?

    Os narradores brasileiros tem competência pra narrar com a mesma emoção de estar num estádio? Qual a sua opinião a respeito?
     
  2. Kurahba

    Kurahba Usuário

    Foi bem formulada a pergunta :wink:

    Na minha opinião, a emoção, não importa a pessoa, vai sempre ser maior no estádio, pois mesmo não assistindo ao jogo de seu time, irá vibrar junto as torcidas presentes no estádio, isso se for um amante do futebol.

    O narrador estando no estádio, terá eu acho que mais prazer ao narrar pois estará "junto" aos jogadores e torcedores, mas dependendo da distância de onde é feita a narração, alguns erros podem acontecer, como dizer que uma bola q entrou pelo canto rasgando a rede foi gol, difícil mas pode acontecer.

    Já fora do campo (Off-Tube), o narrador pode ter menos emoção mas pode ser mais preciso. Particularmente eu prefiro que ele esteja dentro do estádio narrando pois trará mais emoção também para quem assiste o jogo.

    PS: não se importe caso algumas idéias ñ estejam claras ou haja repetições ou até mesmo palavras erradas ou mal digitadas, estava com muito sono qndo postei isso, pois estive super ocupado durante sexta e o fds tendo apenas 12 hras d sono no total desses 3 dias :(
     
  3. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Pois é a questão é justamente essa.
    Por mais realista que seja uma narração a distância nunca será igual quando se narra direto do estádio, vivendo o verdadeiro clima do jogo e das torcidas.

    É uma pena que pra reduzir custos as emissoras tão apelando o máximo que podem. A próprio Globo as vezes até faz o jogo com um repórter presente no local, mas a narração fica sempre em off!
     
  4. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    Um lado que temos que verificar é que essa prática nos possibilita a ver mais jogos na TV aberta.

    Nos jogos do Brasil ou jogos principais temos a narração de Galvão(infelizmente) presente lá no estádio. Em outros jogos onde a emoção do torcedor não está diretamente ligada temos o Off-Tube afinal só eu vibrei mais com Rússia e Japão na Copa de 2002 doq com qq outro jogo(oq um bolão valendo 300 reais não faz com a gente).

    Acho que é por aí. Para narrar Holanda x México não importa se o narrador está ou não captando a emoção do estádio. Estamos assistindo por que gostamos de futebol e não pela emoção de torcedor.

    Se você coloca um bom narrador ali ele saberá conduzir o jogo normalmente sem que isso prejudique.

    Quantas manhãs de domingo não acordamos com Silvio Luiz e Silvio Lancellotti narrando o campeonato italiano sentados numa poltrona em São Paulo? E as transmissões da ESPN Brasil quase todas em off-tube?

    No final eu ainda acho válido a narração no estádio em jogos que envolvem a paixão do torcedor, mas acho totalmente aceitável essa prática em jogos de times ou seleções estrangeiras.
     
  5. Olifante

    Olifante O Rei dos Bretões

    Concordo com o Fingolfin, afinal, aumenta nossa gama de jogos vistos...eu adoro ver os comentarios do Neto na Copa dos Campeões :lol:

    Para mim, depende mais da competência do narrador do que o próprio local da transmissão, quem viu o ultimo SP x Cruzeiro na Sportv sabe do que eu estou falando...
     
  6. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Pra jogos de campeonatos internacionais sem comentários, até porque seria um grande desperdicio de $$ mandar narrador só pra narrar NBA, campeonato inglês, italiano, etc.

    Mas na Copa do Mundo que só acontece de 4 em 4 anos além do exdrúxulo monopólio da Rede Globo achei uma sacanagem apenas o Galvão ter viajado que na ótica da direção da emissora é tratado sempre como um "Schumacher" da narração e deixarem Cléber Machado e Luiz Roberto que são tratados sempre como dois "Barrichelos" no Brasil narrando em off. Os dois já viajaram e narraram em outras Copas e mesmo sendo um jogo China x Costa Rica da vida, se for jogo de Copa do Mundo, qual narrador não gostaria de faze-lo ao vivo da cabine do estádio?

    Já Libertadores onde existe fatores como altitude, aquela pressão e cantoria dos argentinos e tudo mais, pra mim só é emocionante quando o narrador também vivencia o clima também. Nunca esqueço certa vez do Oliveira Andrade na época narrando pela Globo o jogo SPFC x Cerro Portenho descrevendo em todos os detalhes a pressão da torcida, o forte calor em Assunção e a invasão de mariposas na sua cabine. :)
     
  7. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    Mas acho que a vontade do narrador conta muito pouco aqui. Ele tem que saber oq é melhor pra sua empresa e definitivamente uma viagem de 10 pessoas(uma outra equipe inteira) para a Alemanha por exemplo por 30 dias pode custar a Globo 500 mil reais. O cara tem q ver q a vontade dele nesse caso fica em 2o plano. Faz parte do profissionalismo do jornalista.

    Libertadores é diferente. As viagens são curtas(1 noite no maximo) e os custos bem menores. Meu time não joga a libertadores a algum tempo mas até onde eu assistia as narrações eram feitas no local, principalmente pq a Globo só transmite jogos de times brasileiros e em fases mais avançadas do campeonato.
     
  8. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

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    Principal narrador de futebol da ESPN Brasil, Paulo Andrade ancorou inúmeras grandes transmissões na emissora, mas já passou um baita sufoco certa vez, quando precisou narrar o início de uma partida cujas imagens não podia ver. Confira, a seguir, essa história marcante da carreira do profissional:

    “Copa América de 2011 na Argentina. Fizemos em “tubo” (do estúdio) Uruguai e Peru e eu, como sempre, tinha uma pancada de informações para poder passar durante a transmissão. O jogo estava para começar, hinos nacionais e tudo e faltando uns dois minutinhos para a bola começar a rolar, aconteceu uma pane geral no estúdio onde a gente estava e o que aconteceu? Apagou a imagem das televisões que tínhamos lá para narrar e comentar.”

    “Apagou tudo, as luzes e a gente ficou basicamente no breu. Só que quem estava em casa tinha tudo normal, imagem do jogo, o nosso áudio. Naquele momento, não poderia dizer: ‘Ó, estamos aqui com uma pane no nosso estúdio, eu não estou vendo nada, não sei o que está acontecendo, eu não sei de nada’. Quem estava na coordenação dizia no meu fone: ‘Pessoal está correndo, vai resolver’. Mas esse ‘vai resolver’ demorou quase dez minutos. ”

    “Até foi cogitada uma mudança de estúdio, mas aí acarretaria bem mais trabalho, uma mudança muito drástica. O que eu poderia fazer naquele momento, sem imagem, narrando um jogo de abertura, com a bola rolando? Podia recorrer às minhas informações. Então, o cara que estava coordenando o jogo no meu ouvido falava assim: ‘Peru com a bola’.”

    “E eu falava no ar: ‘Seleção peruana trabalhando aí’. E pegava uma das minhas informações e lia: ‘Essa é a 14ª Copa América da seleção peruana, a melhor campanha foi tal, tal, tal’. Aí o cara: ‘Ó, escanteio para o Uruguai’. Eu ouvia o som da torcida. ‘E agora vai o Uruguai, primeiro escanteio do jogo’, dizia, tentando disfarçar o máximo que podia e torcendo para não acontecer um gol, porque ia ser uma coisa catastrófica narrar um gol sem ver o gol.”

    “Só com mais ou menos oito minutos de jogo é que a imagem voltou para a gente. Lembro que eu suava. Foram os oito minutos mais tensos da minha história narrando uma partida de futebol, até que a imagem voltou e pude narrar normalmente, após os engenheiros resolverem, mas foi muito louco, porque narrei sem ver, sem ter a imagem do jogo, e o cara que estava na coordenação falava o básico do básico para mim: ‘Uma falta para a seleção peruana, ficou caído o número 10’. E eu olhava na minha relação e falava, suponhamos: ‘O Cueva caiu, falta para a seleção do Peru, que na temporada passada fez tantos jogos, venceu tantos, perdeu tantos’.”

    Eu ia preenchendo o vazio, não com o que o cara estava olhando, não com a narração do jogo em si, mas pontuando a narração, conforme o que ouvia do coordenador e com as informações que tinha. No final das contas, deu certo, não houve gol. Lógico, foi uma catástrofe. O telespectador em casa deve ter falado: ‘Esse cara não está a fim de narrar o jogo, só tá a fim de conversa, só de resenha, de informação. Lógico que não acionei nenhuma vez o comentarista, mas foi muito engraçado narrar por oito minutos um jogo que não estava vendo.”
     

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