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Não salve o livro. Salve o leitor.

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Palazo, 20 Ago 2009.

  1. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    Fonte:
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  2. Liv

    Liv Visitante

    É bem por aí que a coisa começa. Sabem qual é a primeira lembrança que eu tenho? Minha mãe lendo para mim Chapeuzinho Vermelho e Vinte Mil Léguas Submarinas eu deveria ter uns 4 anos na época.

    Nunca associei a leitura a uma coisa chata, muito pelo contrário. Hoje sou uma traça ^^
     
  3. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    Também sempre gostei de ler desde menino. Eu odiava ler os livros que me passavam em sala de aula (Machado de Assis, Jorge Amado e por aí vai), mas me divertia um monte lendo Pedro Bandeira e outros da coleção Vaga-Lume. O que aconteceu foi: ainda que eu leia bastante hoje em dia, ainda guardo certo preconceito com a literatura nacional. Pior: não só com os clássicos, mas com os autores contemporâneos também.
     
  4. Mi Müller

    Mi Müller Usuário

    Esse artigo do Alessandro é mesmo muito pertinente, precisamos focar mais no leitor, do que no livro em si!
    estrelinhas coloridas...
     
  5. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    Bom, minha mãe tem uma biblioteca, e lê entre 5 e 6 livros por semana. preciso dizer mais?
     
  6. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    Nossa infancia é fundamental na paixao pela leitura, por isso que defendo uma revisão do incentivo a leirua nas escolas e das obras que devem deixar de ser uma cobrança, para ser algo "saboroso"

    Dizem que quando amadurecemos é uma ótima oportunidade para quebrar esse "preconceito"... Faça o teste!

    É um daqueles textos raros...
     
  7. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    Obviamente que hoje já não tenho mais tanto preconceito assim. Embora na minha visão, não vejo muito motivo para deixar de ler um Dostoievski ou um Murakami por um autor brasileiro somente pela questão da nacionalidade. Pra mim é tudo igual, e a leitura se escolhe pelo gosto. O problema na minha oopinião é a forma como as escolas "empurram" para as crianças lerem os autores nacionais.

    O Portal Literal divulgou uma entrevista com dois novos autores brasileiros, que no final dizem o que eu queria dizer. A entrevista
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    .
     
  8. nataliarg

    nataliarg Usuário

    Infância é fundamental para o desenvolvimento de qualquer coisa. Mainha não lia histórias para mim, ela mais inventava mesmo (de tudo, até música - cada filho tem uma música). Mas desde cedo nós já tínhamos uma coleção de livros e mainha e painho sempre compravam mais, clássicos e infantis, e sempre incentivava a leitura. Por causa disso meus irmãos aprenderam a ler e escrever muito antes de iniciar a alfabetização.

    Eu não odiava todos, apesar de não entender bulhufas. Mas Machado de Assis nunca desceu, chegando ao ponto de eu ler resumo de vestibular para não ler o livro. Hoje, com a mente mais madura e aberta, estou tentando lê-lo, mas estou há três meses parada na página 10 de Memória Póstumas.

    Adorei esse quote:
    Me lembrou d'A Menina que Roubava Livros... hahahhaha

    E ainda mais esse:
    Que para mim tem um sentido muito, muito profundo.
     
  9. lukazmenezes

    lukazmenezes Usuário

    Por aqui por onde eu moro, as escolas não dão valor a obra nacional em si, a maioria são romances muito melosos sobre alguma adolescente qualquer entrando numa crise amorosa, isso agrava mais a situação sobre o preconceito com os livros na infância, já que a criança (ou adolescente) não cria preferência, mas se sente obrigado a ler uma coisa que não gosta para poder ser avaliado.
    E quando muda de uma série para outra, é um choque total com alguns livros que mudam totalmente o nível de maturidade dos livros, a gente acaba quebrando cabeça em interpretações de um nível acima do nosso.
    Uma coisa que sempre acontece, é aquele preconceito por você ser um leitor livre quando é uma criança ou adolescente, ou você é um nerd, ou você é um CDF, mas quem nunca foi alvo de uma piada dessas.
     
  10. kika_FIL

    kika_FIL Usuário


    Eu era chamada de Nerd, CDF, Enciclopédia ambulante... resolvi transformar em bandeira e que se f... o resto. Por sorte estudava num colégio em que eu não era (tão) fora do padrão assim...
     
  11. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    De onde você é Natalia? Mainha e painho é um jeito tão legal de chamar os pais...

    Também estacionei quando comecei a ler Memórias Póstumas, mas de vez em quando dou uma folheada e acho umas passagens divertidas, do tipo:

    Ou um outro todo feito de reticências... :gira:

    Tá, mas isso me lembrou. Dos autores nacionais recentes, li um enquanto estava no colégio: No shopping, de Simone Campos. Já abri o livro com preconceito na época... eu tinha uns 14 anos, acho, e tinha que ler um livro escrito por uma garota de 17, sobre patricinhas e shopping centers... não lembro muita coisa da história, mas lembro de ter gostado na época... lembro que me surpreendeu o livro.

    Depende se você escuta Bob Marley ou não.
     
  12. nataliarg

    nataliarg Usuário

    Wilson, eu sou pernambucana residindo no Espírito Santo.

    Eu sei sobre essas passagens, mas, por alguma razão, para mim, uma analfabeta literária, são coisas que não fazem sentido e só me fazem não querer ler o livro.
     
  13. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    Lukaz, fico me perguntando se é papel da escola fomentar essa vontade, esse impeto, pela leitura. Elas tem um programa, e precisam passá-lo. Será que o programa precisa ser refeito, ou é algo muito mais cultural mesmo?

    Somos sempre rotulados, não há jeito... o mais importante é o modo como lidamos com esse "rótulo".

    Natália, você irá amadurecer como leitora e saberá o momento certo de voltar ao Machado!! Não tenha pressa, algumas obras só descem depois de um tempo... ;)
     
  14. lukazmenezes

    lukazmenezes Usuário

    Acredito que deveria ter uma reforma no programa, não acredito que seja por uma questão cultural até porque, vejo muitas pessoas que gostam de ler se negarem a ler quaisquer livros do colégio. Eu n sei como um livro de preferência própria possa ser trabalhado na escola, mas mesmo assim poderia dar preferências a alguns textos de autores, até pq, isso também incentiva a um aluno se aprofundar na biografia de alguns destes.
    Eu preferia minhas épocas de 2º série que tinha os livrinhos que a gente escolhia e lia por preferência.:biblio: boas épocas que não voltam T-T
     
  15. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    Lucaz.. uma coisa que funcionou pra mim, foi ter uma professora que contava a história do autor antes de pedir pra gente ler o livro.. ela contava como se fosse da família, e falava dos livros como se fosse o maior best-seller de todos os tempos... Ficava difícil não ter vontade de ler...
     
  16. lukazmenezes

    lukazmenezes Usuário

    Era como eu queria dizer kika, se a criança, começar a se interessar pela história do autor descobrindo isso na escola, seria mais interessante que elas se sentindo obrigadas a conhecê-la
     
  17. Palazo

    Palazo Mafioso Literário

    Ai temos um problema Kika e Lukaz...
    Teoricamente o professor, ou professora, só vão "fazer propaganda" dos livros que gostam, certo? Entao ficaria uma exposição bem pessoal e estariamos sujeitos a ser totalmente influenciados por eles........ nao?
     
  18. Alassë

    Alassë Pasteleira

    Eu acho que não. Tendo um programa prévio, discutido com coordenadores e tudo, todos os alunos provavelmente leriam os mesmos livros mais ou menos nas mesmas épocas (e seria bem interessante avaliar a média de quando o aluno está pronto pra ler tal e tal livro). Não acho que faça nenhum sentido um professor pedir pros alunos lerem livros somente do gosto pessoal deles.

    Minha professora de literatura no ensino médio era fantástica. Ela contava a história dos autores e um resumo mais ou menos dos livros de uma forma que a gente sentia necessidade total de ler. Aliás, eu gostei muito mais dela contando a história de Angústia do que do livro em si. Fui ler e... blé. A opinião dela me influenciou positivamente no sentido de me dar vontade de ler os livros da aula. Pena que os livros eram muito menos interessantes do que ela pintou :dente:

    Acho pior mesmo tentarem enfiar goela abaixo livros díspares numa mesma série. Lembro de O Pequeno Príncipe e A Droga do Amor na 6ª, Capitães da Areia e Fernão Capelo Gaivota na 7ª e Olhai os Lírios do Campo e Hamlet (adaptação da Coleção Reencontro) na 8ª ¬¬'. Nada a ver né?
     
  19. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    Ela falava assim de TODOS... de Machado a Graciliano Ramos, passando por Guimarães Rosa, Álvares de Azevedo, Carlos Heitor Cony e todos os outros livros obrigatórios... Acho que ela era realmente apaixonada por literatura brasileira...
     
  20. Mi Müller

    Mi Müller Usuário

    Báh eu vive com este estigma toda vida: NERD... mas quer saber pena de quem tinha tempo de me azucrinar a vida ao invés de ir ler alguma coisa que preste!
    :rofl:
    estrelinhas coloridas...
     

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