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Na praia - Ian McEwan

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Zuleica, 16 Fev 2008.

  1. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Inglaterra, 1962.As profundas mudanças na moral e no comportamento sexual que abalariam o mundo ao longo daquela década ainda estão em estado de gestação. Edward Mayhew e Florence Ponting, ambos virgens, se instalam num hotel na praia de Chesil, perto do Canal da Mancha, para celebrar sua noite de núpcias. Ele é um rapaz recém-formado em história, de origem provinciana; sua mãe tem problemas mentais, e o pai é professor secundário. A noiva é uma violinista promissora, líder de seu próprio quarteto de cordas, filha de um industrial e de uma professora universitária de Oxford.

    O desajeitado encontro íntimo desses dois jovens ainda marcados pelos resquícios da repressiva moral vitoriana é repleto de lances cômicos e comoventes, configurando uma autêntica tragicomédia de erros.Na praia, entretanto, vai além disso.
    Por conta da refinada arte narrativa de Ian McEwan,o drama dos recém-casados transcende o registro particular e o retrato de época para alcançar a dimensão de uma obra universal sobre o momento da perda da inocência, essa expulsão do paraíso que é um ponto de inflexão na vida de todo indivíduo. Com sua prosa precisa, tão sutil quanto implacável, McEwan alterna os pontos de vista de Edward e Florence, radiografando seus pensamentos e motivações mais secretos. O sentimento trágico que fica no leitor vem da percepção dos estragos profundos e duradouros que um pequeno gesto, um único mal-entendido, uma palavra infeliz podem causar na vida dos personagens.

    Com esse romance compacto, intenso, inteiriço como um poema ou uma peça musical, o autor confirma seu notável talento para captar e expressar os descaminhos da vida interior. Ian McEwan, considerado um dos mais importantes escritores de língua inglesa da atualidade, nasceu em 1948, em Aldershot, Inglaterra. Publicou duas coletâneasde contos e, entre outros romances, A criança no tempo, O jardim de cimento (adaptado para o cinema), Amor para sempre e Amsterdam. Vencedor do Whitbread Award 1987 e do Booker Prize 1998, teve seu romance Reparação (publicado no Brasil pela Companhia das Letras) indicado ao Booker Prize 2002. A editora publicou também seus romances O inocente e Sábado.
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  2. Ronzi

    Ronzi Oh, Crap!

    Eu tenho esse livro. É excelente, através de duas pessoas e uma noite núpcias, Ian McEwan conseguiu retrarar todos os aspectos sociais e morais de uma geração que em breve daria de cara com mudanças radicais nas instituições.

    Uma das passagens favoritas do livro é quando Edward ejacula antes de sequer começar o ato, nas preliminares, e culpa Florence por isso, pois se ela não a houvesse tocado ele não teria dado uma de ligeirinho. Isso é bacana, por que retrata como ele não se importava com o papel dela na relação e como se sentia frustrado por não ter comparecido "como homem" na hora H, preferindo então jogar tudo nas costas da garota.
     
  3. clandestini

    clandestini Cylon ou

    [align=justify]Terminei hoje de ler esse livro. E achei realmente fantástico. A história me comoveu tanto que cheguei a chorar feito criança no último capítulo.

    Um narrativa impecável e um estilo fluido. O livro superou todas as minhas expectativas.[/align]
     
  4. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Esse eu ainda não li, mas li outros do McEwan. Gosto dele. E acho o modo como ele encara as questões da sexualidade bem interessante - o modo como ele transporta isso para o resto das coisas e vice-versa. Está na minha lista, eu volto quando ler. :P
     
  5. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Na praia (Ian McEwan)

    O inglês Ian McEwan é um autor que costuma andar em uma corda bamba: seus livros costumam ou ser muito bons ou uma decepção completa, e é difícil saber qual dos dois até que se termine a leitura.

    'Na praia', felizmente, faz parte do primeiro grupo. É um livro curto, de prosa rápida e com uma trama simples, mas que nem por isso é superficial. Muito pelo contrário.
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  6. clandestini

    clandestini Cylon ou

    RE: Na praia (Ian McEwan)

    Uma narrativa impecável e um estilo fluido. Na Praia superou todas as minhas expectativas. Ian McEwan consegue retratar diversos aspectos morais e sociais da geração pré 1968. Ele transcende o registro particular ao tratar o drama do casal atingindo o retrato de uma época inteira. Das contradições entre o novo e o antigo, entre a maturidade e a inocência.

    Trata-se de uma obra sobre o exato momento em que a perda da inocência está em jogo. Sobre as condições e as consequências dos atos de cada inivíduo perante este momento que viria a se diluir da vida dos jovens pós 68. A narrativa possui uma excelência digna de um dos maires escritores ingleses da atualidade. Uma história comovente ao mesmo tempo que espinha a moralidade remanscente.

    (
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  7. _Paulinha

    _Paulinha Usuário

    Tb adorei esse livro e tem o tamanho perfeito para o Clube de leitura.
    Kss.
     

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