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Na Mídia: Matérias sobre Jaspion na Folha (30/03/2009)

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Jaspion ganha caixa com 23 aventuras

Caçador de monstros japonês foi febre nos anos 80 na extinta rede Manchete

Série originou gibis, álbum de figurinhas, discos e até um circo itinerante que viajava por todo o Brasil; no Japão, foi um fracasso


IVAN FINOTTI
DA REPORTAGEM LOCAL

Eis o grande mistério de Jaspion: fracasso absoluto no Japão, onde só teve uma temporada com 46 episódios e foi logo arquivado, o caçador de monstros espaciais superou as expectativas ao estrear no Brasil. Aqui, tornou-se a primeira febre japonesa pop moderna, se você entender por "moderno" um sucesso que extrapola os suportes no qual foi concebido: ele sai da TV e vira boneco, revista, figurinhas, chiclete, caderno, jogo de tabuleiro, etc.
"Jaspion", em 1985, nada mais fazia do que captar os ensinamentos de "Guerra nas Estrelas" (1977) e os traduzir para a cultura oriental dos monstros gigantes. O fato de ser bem colorido e bastante barulhento -ao contrário dos antigos Ultramen- certamente ajudou. Outra boa ajuda foi o fato de a Rede Manchete escalar o programa para o fim da tarde, logo depois da escola da criançada.
Mas a razão que fez Jaspion fracassar lá fora -e virar sinônimo de série japonesa no Brasil- ainda não tem resposta. Talvez essa caixa com as 23 primeiras aventuras ajude a explicar (o segundo e último volume está previsto para agosto). Entre os diversos subgêneros dos seriados de ação japoneses (família Ultra, filmes de monstrengos tipo Godzilla, esquadrões com cinco heróis e outros), este se insere no chamado heróis de metal.
A ideia era fazer ficção científica. Jaspion (cujo nome vem da primeira sílaba de "justice" e da última de "champion") é um órfão cósmico, criado por um sábio e treinado para se tornar o guerreiro que vai destruir o mal criado por Satan Goss.
"O Fantástico Jaspion" estreou no Brasil em 1988, junto com o esquadrão Changeman. Seus primeiros episódios se passavam em outros planetas, até que a Toei Company exigiu menos gastos. Dessa forma, Jaspion aterrissa no Japão e passa a combater os inimigos dentro de um enorme robô de metal chamado Daileon.
Conta-se que lá pelo décimo capítulo a Toei fez outra exigência, ainda mais marcante: que o herói tirasse o permanente do cabelo. Por sorte, os manda-chuvas decidiram manter a camisa de leopardo albino.

Hu, he, ha
O dublador de Jaspion é o ator Carlos Takeshi, 48, hoje famoso após fazer algumas novelas e passar 12 anos no canal Polishop, vendendo computadores e videogames. Ele ainda estava na faculdade quando a Álamo estava procurando novas vozes para dublagens. ""Jaspion" foi meu primeiro trabalho que durou mais do que um ou dois dias", diz o ator. "Mas, logo no começo, vi que ia sofrer pra caramba. É muito grito. É "hu, he, ha" pra todo lado. A garganta sofria", conta Takeshi, que entende japonês e logo pegou o jeitão da coisa: "Não precisava nem assistir antes a movimentação labial. Era só sair gritando".


O FANTÁSTICO JASPION - 1
Lançamento: Focus Filmes
Quanto: R$ 24,90 (avulso), R$ 99 (5 DVDs) ou R$ 149,90 (lata com 5 DVDs, cards e boneco)
Classificação: Livre




***



Brasileiro integra banda japonesa especializada em músicas de seriado

DA REPORTAGEM LOCAL

De todos os subprodutos originados das séries japonesas tipo "Jaspion", nenhum é mais curioso do que a banda JAM Project, no qual JAM significa Japanese Animationsongs Makers (fazedores de canções de desenhos japoneses).
Trata-se de um grupo vocal com um único tipo de música no repertório: canções de abertura de seriados japoneses. Tem sete álbuns na praça, cinco DVDs lançados, um site em japonês (www.jamjamsite.com) e um brasileiro como convidado especial, Ricardo Cruz, 27.
"Gravei meu primeiro single com a banda em 2005. Agora, todo ano vou para o Japão e gravo músicas de novos seriados", conta o brazuca.
A história de sua admissão no grupo começou em 2003, quando Hironobu Kageyama, fundador e líder do grupo, veio ao Brasil participar de um evento de anime (desenhos animados japoneses). Aqui ele cantou os temas de "Jaspion", "Changeman", "Dragon Ball", e "Cavaleiros do Zodíaco" e se surpreendeu com a voz de Ricardo Cruz, que estava encarregado de ensaiar com a banda.
Kageyama levou uma fita com uma demonstração de Ricardo e a incluiu num concurso para escolha de um novo integrante. "Um dia ele me ligou e disse que eu tinha vencido o concurso!"
Sempre que a JAM Project vem para essas bandas, Ricardo se une aos amigos no palco. Já excursionou por Chile e Argentina -em eventos de games ou de cosplay- e se prepara para um show especial, em junho, no Budokan -um espaço para shows onde os Beatles tocaram em 1966 e Bob Dylan gravou um disco duplo em 1978. "Por estranho que pareça, a anisong (anime song) já é um gênero no Japão." E Ricardo Cruz é um de seus expoentes. (IF)




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