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Na Mídia: Insector Sun na Folha (03/02/2009)

Tópico em 'Anime & Mangá' iniciado por Administração Valinor, 3 Fev 2009.

  1. Administração Valinor

    Administração Valinor Administrador Colaborador

    Hoje, na sessão Ilustrada do jornal Folha de São Paulo, saiu uma matéria sobre o Insector Sun, um dos primeiros tokusatsu nacional e amadores do país. Confira a matéria.







    O Jaspion de Ribeirão

    Professor de kung fu e seus alunos fazem filminhos de super-herói japonês no interior de São Paulo; sem patrocínio, 12º episódio pode ser o último do seriado "Insector Sun, o Guardião da Terra"

    IVAN FINOTTI
    ENVIADO ESPECIAL A RIBEIRÃO PRETO


    Estamos no ano de 2009. A Terra está sendo atacada pelas terríveis forças de Shaken. Mais especificamente, o Brasil sofre com a invasão. E Shaken escolheu Ribeirão Preto (310 km de São Paulo) como ponto de ataque central na sua batalha contra os terráqueos.
    O comércio fecha as portas, os carros voam, os ribeirão-pretanos correm. E quando tudo parecia perdido, em um conjunto habitacional da zona norte da cidade, Kri Lee se transforma em Insector Sun, o Guardião da Terra.



    Aos 30, Christiano Silva (ou Kri Lee) já começa a se cansar dessa história. É ele quem escreve, dirige e interpreta Insector Sun em 12 filminhos (o primeiro foi em 2000; o último está sendo editado). É ele também que não ganha nada por isso. "Estou ficando desanimado. Gasto uns R$ 1.000 por episódio só com material", diz.



    É ele quem edita as imagens no computador de seu quarto, faz fantasias, modela máscaras e convence seus alunos da academia de kung fu a atuarem e darem uma força no que for preciso. De graça, é claro. "É um trabalho voluntário, mas a diversão é garantida."



    Christiano ama os heróis japoneses desde criança. Aos 14, já aprendia kung fu para imitar Jaspion, Jiraiya, Spectreman e companhia. Inspirado neles, o rapaz criou o Insector Sun em 1999, inicialmente como um mangá (história em quadrinhos japonesa). O "insector" veio do louva-a-deus, um estilo de kung fu. Já o "sun" (sol, em inglês), se você não sabe, é porque não conhece Ribeirão Preto, onde até o asfalto derrete.



    No ano seguinte, Christiano fez o primeiro episódio do tokusatsu (seriado de super-herói japonês). A exibição do filminho de meia hora foi um choque: "O pessoal começou a rir de cenas que não eram para ser engraçadas".



    A partir daí, o diretor assumiu o lado comédia de Insector Sun. Colocou monstros de nomes bizarros, como Caveronóide e Macaco Louco, e personagens engraçados como Long Shin, que tem cabeça de bode, e Gato Maru, que usa uma máscara original do gato Frajola.

    Franguinho
    Com o tempo, os efeitos especiais foram melhorando. Raios de força e carros voando, por exemplo, foram conseguidos com programas de computador. Saltos e cambalhotas foram aperfeiçoados com a compra de um colchão para que as quedas não resultassem em membros quebrados. Mas a bizarrice se manteve: de vez em quando, aparecem uns personagens como o Menino Franguinho ou o Gafan, abreviatura carinhosa para Gafanhoto.



    Após os primeiros anos, a série entrou num ritmo de um episódio por inverno. "Filmamos no meio do ano, que é menos quente para colocar as roupas e quando o céu de Ribeirão está azulão, sem nuvens."



    Os ribeirão-pretanos, aliás, adoram quando a equipe de "Insector Sun" sai às ruas para filmar. "É uma festa, o pessoal amontoa em cima. Dá até um pouco de vergonha quando estou sem a máscara."



    O bom humor é mesmo fundamental para Christiano manter sua arte viva, já que ele gasta quase todo seu tempo livre em função de Insector Sun. No site do personagem, que está sendo reformulado (
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    )
    , pode-se comprar os episódios já lançados. Custam R$ 10 cada um.



    Mas Christiano conta que muito poucos são vendidos, talvez 500 DVDs desde o início. Apesar disso, é uma das séries independentes mais respeitadas do Brasil: a equipe é sempre convidada para feiras e encontros de fãs de mangás em todo o país.



    "Se não conseguir patrocínio ou apoio, este será o último episódio. O nome, ainda não tenho certeza, será algo como "Adeus, Insector Sun"."



    Será nosso Jaspion de Ribeirão abandonado pela humanidade que sempre defendeu? Shaken estará livre para a conquista impiedosa da Terra? Será este o inglório fim de Insector Sun? É o que veremos, se houver um próximo capítulo.


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