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Mosquito imune à dengue elimina rivais na Austrália

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 25 Ago 2011.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Pela primeira vez na história, pesquisadores conseguiram transformar uma população selvagem de insetos de modo a reduzir sua capacidade de transmitir doenças.

    O feito aconteceu justamente com um dos maiores problemas de saúde pública do planeta: o mosquito transmissor da dengue.

    A equipe de pesquisadores na Austrália, que contou com a participação de um cientista brasileiro, precisou de cem dias para substituir quase todos os mosquitos transmissores da doença em duas localidades por outros incapazes de carregar a dengue.

    Em dois artigos na edição de hoje da revista científica "Nature", o grupo mostra como conseguiu bloquear a transmissão do vírus ao infectar os mosquitos com a wMel, uma variante da bactéria Wolbachia.

    comentou, em artigo na mesma edição da revista, o pesquisador Jason L. Rasgon, da Universidade Johns Hopkins (EUA).

    O primeiro artigo, que teve a participação de Luciano Andrade Moreira, do Centro de Pesquisas René Rachou, da Fiocruz de Minas, trata mais da caracterização da cepa da bactéria. Foi a nossa segunda investida em colocar a bactéria no mosquito, disse o cientista brasileiro à Folha.

    As moscas-das-frutas têm a mesma cepa no mundo inteiro, diz Moreira, cuja parte no estudo era checar se a saliva do mosquito continha ou não o vírus da dengue, e se a bactéria conseguia bloquear a infecção. Mostramos que bloqueou, diz ele.

    REVOADA


    O estudo já durava vários anos e culminou com a liberação de quase 300 mil mosquitos contendo a cepa wMel em duas pequenas localidades de Queensland, nordeste da Austrália.

    Yorkeys Knob, com apenas 614 casas, e Gordonvale, com 668 residências, receberam os novos moradores alados. Foram feitos cinco lançamentos de mosquitos a cada dez dias nesses lugarejos.

    Os resultados foram espetaculares. Em Yorkeys Knob os mosquitos com a bactéria substituíram os locais em quase 100%. Em Gordonvale, passaram a ser mais de 80% da população do inseto.

    Os mosquitos "vacinados" se reproduziram mais porque a Wolbachia usa um truque sujo para se espalhar. Machos infectados que cruzarem com fêmeas sem a bactéria geram filhotes que morrem ainda na fase embrionária.

    Já as fêmeas com a Wolbachia se reproduzem sem problemas tanto com machos infectados quanto com os não infectados. Como a bactéria é transmitida da mãe para os filhotes, a combinação de fatores favorece os infectados.

    Moreira ressalta que essa dinâmica foi levada em conta a cada passo dado pelos cientistas.
    conta.

    O próximo passo é checar, na estação chuvosa, se o efeito da substituição de mosquitos permaneceu constante.

    Estão sendo planejadas liberações semelhantes no Vietnã, na Tailândia e na Indonésia; o Brasil também pode ser incluído em um estudo futuro.
    afirma o pesquisador brasileiro.

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  2. Gin

    Gin Usuário

    Olha, interessante!
    Já estava passando de hora de estudos significativos, na área, aparecerem.
     
  3. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Como é uma doença de país pobre ninguém liga, só resolveram por existir também na Austrália.
     

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