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Morre último sobrevivente dos "triângulos rosas" nazistas

Morfindel Werwulf Rúnarmo

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Rudolf Brazda, o último sobrevivente dos "triângulos rosas" --símbolo que identificava os homossexuais levados aos campos de concentração nazistas--, morreu na quarta-feira em Bantzenheim, leste da França. Ele tinha 98 anos e a causa da morte não foi revelada pela família.

O funeral será realizado na próxima segunda-feira (8) em Mulhouse, ao sul de Bantzenheim.
Nascido em 26 de junho de 1913 na Saxônia (leste da Alemanha), em uma família tcheca de língua alemã, Brazda foi detido duas vezes nas prisões nazistas.


Rudolf Brazda, 98, foi levado a um campo de concentração nazista por manter relações homossexuais

Em agosto de 1942, ele foi deportado para o campo de concentração de Buchenwald (centro da Alemanha) por ter mantido relações homossexuais.

Ao lado de seu amigo Jean-Luc Schwab, Rudolf Brazda escreveu a biografia "Triângulo Rosa - um homossexual no campo de concentração nazista", no qual relembrou os 32 meses no campo de concentração, os trabalhos forçados, a presença da morte, as agressões e as humilhações.

No campo de Buchenwald, do qual foi libertado em abril de 1945, foi obrigado a usar um triângulo rosa, símbolo que estigmatizava os homossexuais.

Brazda saiu do anonimato em 2008, quando a Alemanha inaugurou um monumento para homenagear os "triângulos rosas" e anunciou que apenas uma testemunha do horror permanecia viva.

Um mês depois foi o convidado de honra da Parada do Orgulho Gay de Berlim. Com uma camisa rosa, depositou uma flor diante do novo memorial na presença do prefeito da capital alemã, KlausWowereit, também homossexual.

Ele recebeu ainda o título de cavaleiro da Legião de Honra.

Nos últimos anos, Brazda vivia em Kingersheim, perto de Mulhouse, com o companheiro. Ele foi internado em junho em Bantzenheim.

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