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Morgoth poderia controlar o Um anel.

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por iluvatar1001, 24 Mar 2016.

  1. iluvatar1001

    iluvatar1001 Usuário

    Vamos supor alguns cenários bastante hipotéticos como: O um tivesse sido forjado durante a Primeira Era para o uso do propio Sauron mas Melkor o desejasse para si mesmo e tivesse obrigado Sauron a lhe dar o anel.
    Sabemos que Melkor era mais poderoso,malvado e experiente que Sauron mas ele seria capaz de usar o anel para si.
     
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  2. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Desenvolve mais aí pq Melkor não seria capaz de controlar o Um Anel, pq, até onde entendi, a resposta é: "claro que controlaria".
     
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  3. Tar-Mairon

    Tar-Mairon DARK LORD AND LOVING DAD

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    A @Lindoriel vai fazer a festa com este tópico... :g:

    O Anel Mestre continha a maior parte do poder de Sauron, um maia de primeira grandeza. porém penso que Melkor, o mais poderoso dos valar antes que dissipasse o seu poder pela Terra, daria conta de dominá-lo sem problemas.

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  4. Neithan

    Neithan Ele não sabe brincar. Ele é Mito

    Melkor e qualquer outro Vala controlaria o poder do Um Anel por estar acima do poder e da Vontade de Sauron.

    Só fico na dúvida a respeito dos efeitos que o Um causariam. Se ampliariam o poder e a maldade do vala. :think:
     
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  5. Tar-Mairon

    Tar-Mairon DARK LORD AND LOVING DAD

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    Mas caso o vala se corrompesse, isto seria uma vitória do Anel. E, sim, acho que ele se tornaria mais poderoso.

    Seria algo como ''poder nativo do vala em questão + a maior parte do poder original de Sauron".

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  6. iluvatar1001

    iluvatar1001 Usuário

    A questão e Morgoth teria seu poder aumentado? e se isso ocorresse ele poderia ate , mesmo vencer os Valar pau a pau.
     
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  7. Fëanor

    Fëanor Fnord Usuário Premium

    Antes de mais nada, é preciso ter em mente o seguinte: o Um Anel permitia ao portador acessar o "Elemento Morgoth", que, grosso modo, era o poder maligno de Melkor disseminado pelo mundo. Melkor, ao abandonar seu corpo de Vala, buscava domínio sobre a matéria física do mundo (erma) e os corpos (hröar) de seus habitantes. Com esse objetivo em mente ele passou a contaminar o mundo (com a exceção de Valinor) com sua essência. Esse era o "Elemento Morgoth", que era fortemente presente no ouro, por exemplo (daí os dragões serem atraídos pelo ouro, e daí o Um Anel também ser feito dessa matéria). A presença desse elemento no mundo constituía o "Anel de Morgoth", que era então basicamente o subcontinente de Beleriand. Morgoth não precisava de um anel de poder, pois seu Anel era a própria terra de Beleriand.

    Dito isto, como o propósito do Um Anel era justamente acessar essa essência maligna de Morgoth, ele não seria de muita utilidade para o próprio Morgoth em si. Quando Sauron usava o Anel, era como se ele se tornasse temporariamente o próprio Morgoth, ou algo próximo (a capacidade de acessar o Elemento Morgoth provavelmente era proporcional ao poder do usuário). Sendo esse o grande truque por trás do Um, podemos deduzir que ele não traria nada de novo ou adicional para o próprio Morgoth.

    Versão TL;DR: não, Morgoth não teria seu poder aumentado pelo Um.
     
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  8. Tar-Mairon

    Tar-Mairon DARK LORD AND LOVING DAD

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    Em uma longa carta para Milton Waldman, temos a única - até onde eu sei - explicação de Tolkien sobre o funcionamento do Grande Anel, e dela consta o seguinte:

    "He rules a growing empire from the great dark tower of Barad-dûr in Mordor, near to the Mountain of Fire, wielding the One Ring. But to achieve this he had been obliged to let a great part of his own inherent power (a frequent and very significant motive in myth and fairy-story) pass into the One Ring. While he wore it, his power on earth was actually enhanced. But even if he did not wear it, that power existed and was in 'rapport' with himself: he was not 'diminished.'"

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    Ou seja, com o Anel, o poder de Sauron era ''enhanced'' ("melhorado", "aprimorado" "ampliado" etc) e, caso ele não o usasse, o seu poder original não era diminuído afinal ambos (Sauron e o One) estavam em ''rapport'' ("sintonia").

    E realmente o Ouro é o material que mais concentra o "Ingrediente Melkor" ( aka"Elemento Morgoth"), e considero que era graças a este que Sauron obtinha o ganho de poder do qual desfrutava quando usava o Anel Mestre (afinal o dito cujo era de Ouro). porém não o vejo como um dreno constante do Ingrediente Melkor, ou como um artefato que permitia acesso a este, mas penso que havia uma quantidade fixa de Elemento Morgoth na jóia que era o que possibilitava a ampliação das capacidades de Gorthaur.

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    Última edição: 26 Mar 2016
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  9. Eruonel

    Eruonel The Supreme Dark Lord of Wisdom

    Eu entendo a relação entre Sauron, o Anel e Melkor de forma bem diferente.
    Não acho que Sauron fique mais forte com o Anel, o objetivo do Anel não era esse, o objetivo era ser principalmente um anel mestre para controlar todos os outros aneis, o problema é que Sauron colocou a maior parte de seu poder dentro do Anel, tal como Melkor disseminou seu poder por Beleriand, por isso que a destruição do Anel levava a "destruição" de Sauron. Por ter muito dessa essencia de Sauron, qualquer outro ser que portasse o Anel teria acesso a alguns poderes deste "Elemento Morgoth" sendo o ultimo dos poderes do anel, o seu real proposito que é o controle dos outros anéis de poder. A Maldade de Sauron também estava concentrada no anel, logo quem o portasse era eventualmente corrompido.
    Eu me lembro de ler em algum lugar que Sauron não precisava do anel para vencer a Terra-Média, era mais uma garantia pra ele do que uma necessidade. Ele já tinha poder suficiente para dominar a Terra-Média, só não conseguiu justamente porque outro tinha o anel e este decidiu destrui-lo, mas se por exemplo quem possuisse fosse o Denethor e ele lutasse na batalha com o anel, ele ia ganhar por algum tempo, mas qdo chegasse no mano a mano com o Sauron o anel iria trai-lo e ir para mão de Sauron.
    Se Morgoth decidisse usurpar o Anel feito por Sauron, ele iria, creio eu, apenas ter o poder sobre os outros aneis de poder, mas não iria se corromper por 1. ele já ser mal, e 2. Ele ser de uma classe superior a Sauron. Os unicos que se curvariam a vontade do anel seriam aqueles de classe semelhante ou inferior ao proprio Sauron. E acho que mesmo assim, pelo anel ter a essencia de Sauron e não de Melkor, ele ainda seria mais fiel ao Sauron do que a Morgoth, apesar de servir aos seus propositos, ele gostaria de voltar pra mão de seu mestre que nosso senhor e rei Sauron, O Cruel.
    Sauron, sendo não ganhava um poder adicional com o Um Anel, ele apenas ficaria com seu poder completo, full power, seu poder original se não o tivesse disseminado atravéz da terra com maldades, mas não com poder a mais, pode-se dizer que ele dividiu seu espirito, maldade e poder entre ele e o Um (como se o Um Anel fosse uma Horcrux do Sauron, uma parte do espirito dele presa na terra)
    Por Sauron ser um espirito inferior, acho que o poder dele no Anel não seria de nenhum acréscimo ao Morgoth, exceto o proprio poder de controle sobre os outros portadores de aneis. Também não mudaria a personalidade ou desejo de Melkor por esse ser maior do que a Vontade de Sauron.
     
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  10. Lindoriel

    Lindoriel Saurita Catita

    Melkor o dominaria facilmente, mas não creio que teria seu poder aumentado por ter acesso ao fogo negro que antes já era dele por assim dizer.
     
  11. Tar-Mairon

    Tar-Mairon DARK LORD AND LOVING DAD

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    Ele receberia também, de bônus, a maior parte do poder original de Sauron, a qual estava contida no Anel Mestre, @Lindoriel .

    E o @Eruonel foi muito oportuno em lembrar que o objetivo de Gorthaur, ao forjar o One, era obter o controle sobre todos os outros dezenove anéis. O enhancement em seu poder de que passou a desfrutar, quando usava o dito cujo, em minha opinião, não era a sua meta principal.

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  12. Fëanor

    Fëanor Fnord Usuário Premium

    Lembrem-se que essa concepção do Um para dominar os outros povos através dos outros anéis foi em grande parte pro beleléu, uma vez que os elfos (principais alvos de Sauron) descobriram a artimanha e não se deixaram dominar. Então no fim das contas essa propriedade do Um teve mais valia apenas para dominar alguns reis dos homens e transformá-los em Nazgûl. Então nem esse benefício o Morgoth teria - exceto se, no cenário hipotético levantado, os elfos não soubessem do Um e usassem seus próprios anéis inadvertidamente.
     
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  13. Ragnaros.

    Ragnaros. Usuário

    A questão da metafísica do Elemento Morgoth e a captação realizada pelo UM já tá bem descrita pelo @Fëanor. A questão bem discutível é sobre o nível de poder do Um e do próprio Sauron pré-criação do Anel e Pós criação.

    Numa cronologia, vejo o seguinte:

    - Mairon, antes da entrada no "Mundo que é", seria (como os Ainur em geral) um reality waper, ou seja, prenunciaram o universo e Arda na grande canção - o que vemos aqui é a utilização de propriedades angelicais originais - o que nasceu com ele, sendo o Ainu uma extensão/criação dos pensamentos de Iluvatar.

    Criado Eä, Mairon passou a ser pupilo de Aulë - tendo seu alinhamento (e seus poderes ditos divinos) relacionados (ao meu ver) ao próprio Aulë - mais ou menos um assistente Hefestiano, relacionado a elaboração, criações de itens de mente/mãos, artesanato, tecnologia. No ramo elemental Mairon estaria nos moldes ou manipulação das substâncias físicas que compõem Arda: Terra, pedras preciosas, etc.

    Temos então a traição aos Valar e de Admirável, o Inimigo vira Gorthaur, creio que este momento já nos demonstra um pouco da utilização dos conhecimentos artísticos adquiridos na tutela de Aulë em benefício de Melkor. Mas como? Eu, particularmente, teorizo que Sauron começou numa postura traiçoeira não só pela espionagem e transferências de informações do que ocorria na Corte dos Valar. Eu acho que ele sabotou o projeto das lâmpadas, haja vista estar, naquele momento, sob a égide dos Poderes - e como assistente de Aulë, deveria de saber os esquemas/mecanismo técnicos/arquitetônicos das lâmpadas - tendo enfraquecido propositalmente a obra.

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    Nos embates entre os poderes, em que a Terra Gemia e os mares foram alargados (uma verdadeira titanomaquia), Sauron agiu como lugar tenente em Angband num sentido estritamente logístico/estratégico, ou seja, reter o maior número possível das hostes dos Valar, impedindo que Utunmo fosse afligida por um número maior de inimigos - não houve ao meu ver uma demonstração clara do nível pessoal de poder saurônico neste período, mas pode-se ver o uso do conhecimento inato no entendimento dos mecanismos naturais, mas diferentemente das atribuições na tutelagem de Aulë: criação artística/artesão - em favor de Melkor: conhecimento geológico com vulcanismo, terremotos e outros fenômenos entrópicos para manter afastado o exército que provavelmente cercava e investia contra Angband:

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    O que eu vejo nisso é o fato de Sauron possuir o conhecimento inato, mas quem atribui os poderes ou transmite a energia para que tais fenômenos pudessem ser realizados por Sauron é o próprio Morgoth, a exemplo do que ele fez (guardando as devidas proporções dos casos) em favor de Ungoliant e Carcharoth. O silma dá até uma assertiva neste sentido:

    Acho que o processo metafísico se assemelharia com o que ocorreu com o Witch King - que Tolkien diferencia o Rei Bruxo na perseguição à Frodo (que fugiu do fogo de Aragorn no Topo do Vento) com o Rei Bruxo no Cerco a Minas Tirith, que ignorou as chamas rubras presentes no Campo de Pelennor. A esse poder Tolkien descreve como sendo "Demonic Force/Power" que Sauron transmitiu ao seu Grande Capitão.

    Então partimos para a 1ª era, o que para muitos seria o auge energético/poderio/mágico de Sauron. O que ele fez nesse período? Pelo pouco que temos:

    - Era capaz de aprisionar almas/espectros em uma Matrix Espiritual - aspecto presente na Balada de Leithian e citado nas obras e brevemente detalhado no Retorno do Rei. E utilização de espectros para ilusões e demais artimanhas. Quem sabe os fantasmas e espíritos que perseguiam e estrangulavam os infelizes que adentravam a floresta de Taur nu Fuin sejam das hostes do Necromante, vai saber. E quem seriam esses espectros? Ao meu ver são os Maiar servos de Melkor, destruídos nos embates com os Valar e utilizados na criação de lobisomens, já que Sauron aprisionava espíritos apavorantes nos corpos dessas criaturas.

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    - Shapeshifter: Essa é uma capacidade inata dos Ainur, sendo capazes de assumirem diversas formas, tornando seus pensamentos em formas físicas - desde existências humanoides ou monstruosas/lovecraftinianas. No caso de Sauron: Feiticeiro, Lobisomem, Serpente, Vampiro, etc.

    - Mas o principal feito na realizações da 1ª era não foi o embate contra Huan, nem as canções de poder com Finrod (habilidade angelical - divina originalmente feita para interagir com a realidade de Arda e seus fenômenos). Na minha opinião, a tomada da fortaleza de Tol-Sirion fora um evento pouco valorizado, uma vez que esta fortaleza estava sob proteção do próprio Ulmo, e Sauron foi capaz não só de suplantar a bênção do Senhor das Águas, como também expulsou e destruiu a guarnição élfica comandada por Orodreth.

    Sombras, espectros e morte são características, na minha opinião, alinhadas/naturais aos poderes entrópicos de Morgoth. Se Sauron os adquiriu/aprendeu, foi na tutelagem ou tendo acesso a elemento Morgoth ofertado pelo Senhor de Angband, é o que eu acho.

    Este é, basicamente, uma amostra de poder de Sauron 1ª era. Farei outro post para analisar o Sauron da 2ª era e 3ª.
     
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  14. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Fazendo um adendo, segundo o que se define no Silma, entre Sauron e Melkor a atração aparece a partir da negociação de seres por meio da música.

    Conforme se sabe da dança, sendo uma das manifestações imediatas do que se entende por música, temos na sedução um dos elementos marcantes.

    Pois que aquilo que seduz é no principio uma ilusão, que se converte em oferta (ou proposta) e só então evolui para promessa (com garantias de que se concretize aquilo que se ofereceu).

    É da ilusão no princípio, que se mostra neutra, que vem a degeneração da promessa não cumprida na forma de mentira. A diferença estaria na intenção daquele que originou a primeira ilusão.

    O momento do erro é o da vulnerabilidade da sedução. Especificamente falando, Melkor ao se utilizar das palavras não altera a realidade delas, mas é capaz de alterar a experiência que se tem delas:

    A ofuscação de Sauron pelo brilho da glória de Melkor se refere ao lado sombrio da sedução ou daquilo que se resulta quando ela não dá certo. Não no sentido único de lealdade declarada em voz alta (os dois eram aliados), mas que Sauron pelos próprios gostos pessoais esteja sempre ofuscado o bastante para perceber o que da obra de Melkor poderia lhe derrotar uma vez que nessas horas ele esteja simultaneamente sendo seduzido. De fato Sauron também está vulnerável ao anel de Melkor.

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  15. Tar-Mairon

    Tar-Mairon DARK LORD AND LOVING DAD

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    Eu acho que era o exato oposto, @Ragnaros., penso que cada maia tinha um determinado nível de poder e que se filiava a este(s) ou aquele(s) vala(r) pelo(s) qual/quais sentia afinidade e assim obtinha, de acordo com as suas capacidades, conhecimento sobre como utilizar o seu poder inato. E que Sauron, associando-se a Melkor, obteve a sabedoria necessária para desenvolver o seu potencial ao máximo possível.

    Neste sentido, temos, em "O Silmarillion", o seguinte:

    "E os Valar atraíram para si muitos companheiros, alguns menos grandiosos do que
    eles, outros quase tão grandiosos quanto eles; e, juntos, trabalharam na organização da
    Terra e no controle de seus tumultos."

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    Última edição: 31 Mar 2016
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  16. Nossa, se o post do Ragnaros fosse parte do Círculo da Lei, a defesa de Sauron estava ferrada.
     
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  17. Tar-Mairon

    Tar-Mairon DARK LORD AND LOVING DAD

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    Muito interessante é o fato de um maia de primeira grandeza poder tornar-se mais capaz, em uma determinada habilidade, do que qualquer vala. Este é o caso de Ëonwë, o arauto e porta-estandarte de Manwë, cuja perícia em combate armado ninguém, em Arda, supera, ou seja, creio que nem Melkor, em sua mais plena forma, conseguiria vencê-lo em um confronto com armas. Em uma mera analogia, talvez possamos especular que Sauron conseguia, por exemplo, controlar um vulcão com maior destreza do que Aulë ou Melkor.

    Também muito interessante é o fato de que Manwë não é associado a qualquer tipo de luta de contato direto, mas é o vala do Oxigênio. O que nos leva a especular que Ëonwë talvez tenha sido treinado por Oromë, o Caçador, antes de se associar ao rei dos Valar.

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    Última edição: 1 Abr 2016
  18. thalesmaney

    thalesmaney Usuário

    Na verdade os anéis de poder dos Elfos tb estavam sujeitos ao Um, acredito que pelos Elfos não se renderem a eles como os homens fizeram é que tiveram sucesso em mantém-se, além do mais os Elfos não usava seus poderes com muita frequência, temendo pelo poder do Um. Nesse caso, se Melkor tivesse o Um em suas mãos ele provavelmente teria apenas o controle sobre os anéis escravos, e provavelmente não teria nenhuma dificuldade pra isso, talvez até dominasse os Elfos...
     
  19. Ragnaros.

    Ragnaros. Usuário

    Este post é uma continuação. Nesta cronologia leva-se em conta que após a derrota e expulsão da ilha de Tol Sirion (embate Huan e Lúthien), Sauron fora "deserdado" (e desertou também) do comando e do pronto fornecimento desta "demonic power" oferecida por Melkor. Acho que após o estarrecimento com a destruição da Guerra da Ira e o voto de arrependimento à Eonwë, vejo Sauron retornando aos "seus poderes originais" - shapeshifter, conhecimento técnico/artístico (elementos da época da tutelagem de Aulë), mas com a manutenção de aspectos ligados à Melkor: trapaça, enganação, atuação, lábia divina.

    Temos então os séculos de decadência e obscuridade na T.M, com os homens em estado primitivo , haja vista o cataclismo em Beleriand e a natural perda do conhecimento - nos moldes da Lenda do "Enigma do Aço" retratado em Conan, ou seja, uma civilização ou belle Époque sofrem uma catástrofe de grandes proporções é um sinônimo de obscuridade e primitivismo tecnológico - uma espécie de Dark Age na T.M:
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    Os primeiros séculos da 2ª era - época do Sauron andarilho. A situação geopolítica se pautava na formação dos reinos élficos e uma espécie de renascimento da estirpe Noldo em Eregion. Mas os monstros, orcs, feras e demais servos de Morgoth estavam dispersos e sem liderança. Em relação aos homens, Sauron deve ter se utilizados da 3ª Lei de Clarke:
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    para cooptá-los a sua causa:

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    Neste cenário de decadência, obscuridade e primitivismo, um "deus benevolente" chega e traz ensinamentos de cunho tecnológico que impacta no desenvolvimento social, econômico e político das sociedades que interagem com essa divindade andante - na melhor das hipóteses Sauron já estava pensando à longo prazo, ou seja, fortalecimento militar, submissão e dependência tecnológica dos homens pré-históricos para uma futura conquista aos bolsões opositores que ficavam no noroeste da T.M - principalmente em Eriador - isso equivale a uma interferência no desenvolvimento normal de uma cultura ou sociedade, tolhendo-se toda e qualquer liberdade ou inovação (social, tecnologia, governo, etc) que pudessem atentar ou questionar esse falso Prometeu. Isso me lembrou um aspecto tratado em Star Trek - a Diretriz Primária:
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    Nesta demonstração de milagres e poderes (na minha visão era o uso de tecnologias e conhecimentos de sua época com Aulë), os homens ignorantes passaram a entender isso tudo num sentido estritamente religioso - transmutando a produção tecnológica em rituais, impondo dogmas para evitar questionamentos do que seriam esses conhecimentos (como se fossem cultos de mistérios, em que apenas a elite sacerdotal pudesse ter acesso) - mais ou menos o que o Planeta Terminus fazia na trilogia fundação de Isaac Azimov, quando monopolizava o conhecimento e fornecia os aparatos aos planetas incultos que entendiam tal conhecimento como sendo magia ou favor divino:
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    Neste sentido temos a participação na confecção dos anéis de poder. Quais seriam suas funções essenciais/principais? Os ferreiros élficos queriam gerar bolsões de paraíso no mundo mortal, a grosso modo, trazer a boa aventurara e estrutura física divina/temporal à Terra Média. Isso seria uma espécie de poder de manipulação no tempo - espaço. O tempo e espaço nesses locais passariam de forma diferente da parte de fora desses bolsões, mantendo eterno as coisas que são mortais/perenes (fruto do "ingrediente morgoth" presente na matéria/átomo), o que me faz até pensar se não dá para encaixar Teoria da Relatividade Geral e/ou Especial nesses territórios (em relação as árvores, rios, pedras, etc) que não envelhecem como seus semelhantes "de fora", ou seja, eles estariam em uma velocidade diferente, conforme percebido por Samwise:

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    Realizados tais artefatos, Sauron poderia controlar os pensamentos e ações dos seus portadores (19 elfos controlados parecem pouco, mas nesse caso não é). Imaginem 19 agentes controlados com artefatos reality warpers; imaginem então um falso deus mestre no conhecimento químico, físico e geológico - tipo um assistente do deus vulcano. Imaginem ele controlando artefatos que aumentam a potência/força/magia ou capacidade de seu portador. Ora, com os 9 anéis dados aos homens, Sauron acessava e controlava uma dimensão espiritual. Se ele tivesse acesso aos 3 anéis - fogo, água e terra - ele poderia ter virado uma espécie de Demiurgo - controlaria a própria realidade, suas leis, seus fenômenos naturais - de forma que as criaturas racionais que ele desejava comandar (os elfos em especial) estariam presas num mundo de ilusões (uma das especialidades de Sauron) - tipo um falso paraíso ou quem sabe uma Matrix, tudo de acordo com sua vontade e bel prazer:

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    Se com Galadriel e Elrond que não possuíam as capacidades, conhecimentos e poderes nativos comparáveis com o de Sauron conseguiram parar/alterar a passagem de tempo em pequenas extensões territoriais, imaginem um Maia de grande potência como Sauron. Dentre os poderes específicos dos anéis:

    - Em Valfenda, Elrond teve controle total do Rio contra os Nazgûl (controle das águas - coisa que Ulmo fez em Tol Sirion). Repeliu o cerco nas Guerras entre Angmar e os reinos de Arnor. Sendo um mestre das tradições, estudos e sabedoria - Valfenda externa tal intenção em um lugar de repouso, leitura, pensamento, busca de conhecimento e sabedoria.

    - Em Lothlórien: Galadriel consegue gerar portais que aceleram a passagem de quem entra neles - espécies de buracos de minhocas - à exemplo do que ela fez quando o Eored de Eorl, o jovem, atravessou sem som e sem tocar o chão centenas de milhas num túnel de névoa com o teto embranquecido. Ademais, as extensões de Lórien conseguem repelir seres com alinhamentos/intenções desejáveis, vide os 3 ataques à floresta feitas pelos exércitos de Dol Gouldur.

    Se com 2 elfos haviam isso, com Sauron os 3 anéis teriam um alcance muito maior, quem sabe o bolsão de Valfenda e Lórien (limitados territorialmente) se estenderiam à todo Planeta? Em vez de repelir exércitos de Orcs, Sauron faria uma barreira que repeliria exércitos de Valinor. Em vez de controlar um rio, Sauron controlasse o mar. Em vez de controlar uma floresta, controlasse a terra. É como Tolkien disse, os elfos seriam cientistas loucos:

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    Farei um outro post para tratar de Sauron pós criação do Um.
     
    Última edição: 1 Abr 2016
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  20. Tar-Mairon

    Tar-Mairon DARK LORD AND LOVING DAD

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    Segundo Tolkien, na carta que citei, os noldor, que retornassem às Terras Imortais, fariam parte do mais baixo dos seus estratos sociais. Sendo que, na Terra-Média, os elfos noldorin eram o mais dsenvolvido dos povos naquilo que hoje conhecemos como ''ciência e tecnologia''. E, orgulhosos como eram, não foi surpresa que tentassem criar, nas terras do seu exílio,''miniaturas'' de Valinor. Só era necessário que o personagem certo lhes desse o devido incentivo a fazer isto.

    E, @Ragnaros., não me lembro em qual volume do "HOME", Tolkien afirma que, durante a Guerra da Ira, Sauron realizou a maior parte do trabalho de comandar as tropas de Angband, já que Melkor, em sua obsessão, dedicava-se quase que exclusivamente a contaminar, com sua essência vital, tudo o que pudesse em Arda.

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