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Autor da Semana Moacyr Scliar - Um sonho no caroço do abacate.

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Lynoka, 23 Set 2013.

  1. Lynoka

    Lynoka Like a lady, ya!

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    Moacyr
    Jaime Scliar nasceu em Porto Alegre (RS), no Bom Fim, bairro que até hoje reúne a comunidade judaica, a 23 de março de 1937, filho de José e Sara Scliar. Sua mãe, professora primária, foi quem o alfabetizou.
    Cursou, a partir de 1943, a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Iídiche. Transferiu-se, em 1948, para o Colégio Rosário, uma escola católica.​

    Em 1955, passou a cursar a faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS), onde se formou em 1962.
    Em 1963, inicia sua vida como médico, fazendo residência em clínica médica. Trabalhou junto ao Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência (SAMDU), daquela capital.

    Publica seu primeiro livro, “Histórias de um Médico em Formação”, em 1962. A partir daí, não parou mais.
    São mais de 67 livros abrangendo o romance, a crônica, o conto, a literatura infantil, o ensaio, pelos quais recebeu inúmeros prêmios literários. Sua obra é marcada pelo flerte com o imaginário fantástico e pela investigação da tradição judaico-cristã.
    Algumas delas foram publicadas na Inglaterra, Rússia, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e Espanha e em Portugal, entre outros países.

    Em 1965, casa-se com Judith Vivien Oliven.

    Em 1968, publica o livro de contos "O Carnaval dos Animais", que o autor considera de fato sua primeira obra.

    Especializa-se no campo da saúde pública como médico sanitarista. Inicia os trabalhos nessa área em 1969.

    Em 1970, freqüenta curso de pós-graduação em medicina em Israel, sendo aprovado. Posteriormente, torna-se doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública.

    Seu filho, Roberto, nasce em 1979.

    A convite, torna-se professor visitante na Brown University (Departament of Portuguese and Brazilian Studies), em 1993, e na Universidade do Texas, em Austin.

    Colabora com diversos dos principais meios de comunicação da mídia impressa (Folha de São Paulo e Zero Hora). Alguns de seus textos foram adaptados para o cinema, teatro e tevê.

    Nos anos de 1993 e 1997, vai aos EUA como professor visitante no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University.

    Em 31 de julho de 2003 foi eleito, por 35 dos 36 acadêmicos com direito a voto, para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira nº 31, ocupada até março de 2003 por Geraldo França de Lima. Tomou posse em 22 de outubro daquele ano, sendo recebido pelo poeta gaúcho Carlos Nejar.

    O escritor faleceu no dia 27/02/2011, em Porto Alegre (RS), vítima de falência múltipla de órgãos.

    Carreira
    Scliar publicou mais de setenta livros. Seu estilo leve e irônico lhe garantiu um público bastante amplo de leitores, e em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tendo recebido antes uma grande quantidade de prêmios literários como o Jabuti (1988,1993 e 2009), o Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) 1989) e o Casa de las Américas (1989).
    Suas obras frequentemente abordam a imigração judaica no Brasil, mas também tratam de temas como o socialismo, a medicina (área de sua formação), a vida de classe média e vários outros assuntos. O autor já teve obras suas traduzidas para doze idiomas.
    Em 2002 ele se envolveu em uma polêmica com o escritor canadense Yann Martel, cujo famoso romance A vida de Pi, vencedor do prêmio Man Booker, foi acusado de ser um plágio da sua novela Max e os felinos. O escritor gaúcho, no entanto, diz que a mídia extrapolou ao tratar do caso, e que ele nunca teve o intuito de processar o escritor canadense.
    Entre suas obras mais importantes estão os seus contos e os romances O ciclo das águas, A estranha nação de Rafael Mendes, O exército de um homem só e O centauro no Jardim, este último incluído na lista dos 100 melhores livros de temática judaica dos últimos 200 anos, feita pelo National Yiddish Book Center nos Estados Unidos.

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    OBRAS DO AUTOR

    Conto

    O carnaval dos animais. Porto Alegre, Movimento, 1968.

    A balada do falso Messias. São Paulo, Ática, 1976.

    Histórias da terra trêmula. São Paulo, Escrita, 1976.

    O anão no televisor. Porto Alegre, Globo, 1979.

    Os melhores contos de Moacyr Scliar. São Paulo, Global, 1984.

    Dez contos escolhidos. Brasília, Horizonte, 1984.

    O olho enigmático. Rio, Guanabara, 1986.

    Contos reunidos. São Paulo, Companhia das Letras, 1995.

    O amante da Madonna. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1997.

    Os contistas. Rio, Ediouro, 1997.

    Histórias para (quase) todos os gostos. Porto Alegre, L&PM, 1998.

    Pai e filho, filho e pai. Porto Alegre, L&PM, 2002.


    Romance

    A guerra no Bom Fim. Rio, Expressão e Cultura, 1972. Porto Alegre, L&PM.

    O exército de um homem só. Rio, Expressão e Cultura, 1973. Porto Alegre, L&PM.

    Os deuses de Raquel. Rio, Expressão e Cultura, 1975. Porto Alegre, L&PM.

    O ciclo das águas. Porto Alegre, Globo, 1975; Porto Alegre, L&PM, 1996.

    Mês de cães danados. Porto Alegre, L&PM, 1977.

    Doutor Miragem. Porto Alegre, L&PM, 1979.

    Os voluntários. Porto Alegre, L&PM, 1979.

    O centauro no jardim. Rio, Nova Fronteira, 1980. Porto Alegre, L&PM. (Prêmio APCA).

    Max e os felinos. Porto Alegre, L&PM, 1981.

    A estranha nação de Rafael Mendes. Porto Alegre, L&PM, 1983.

    Cenas da vida minúscula. Porto Alegre, L&PM, 1991.

    Sonhos tropicais. São Paulo, Companhia das Letras, 1992. (Prêmio Jabuti).

    A majestade do Xingu. São Paulo, Companhia das Letras, 1997.

    A mulher que escreveu a Bíblia. São Paulo, Companhia das Letras, 1999.

    Os leopardos de Kafka. São Paulo, Companhia das Letras, 2000.

    Mistérios de Porto Alegre. Artes e Ofícios, 2004.

    Na Noite do Ventre, o Diamante. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 2005.

    Os vendilhões do templo. 2006.

    Manual da paixão solitária. Cia. das Letras. 2008. (Prêmio Jabuti).

    Eu vos abraço, milhões. 2010.


    Ficção infanto-juvenil

    Cavalos e obeliscos. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1981; São Paulo, Ática, 2001.

    A festa no castelo. Porto Alegre, L&PM, 1982.

    Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1984.*

    No caminho dos sonhos. São Paulo, FTD, 1988.

    O tio que flutuava. São Paulo, Ática, 1988.

    Os cavalos da República. São Paulo, FTD, 1989.

    Pra você eu conto. São Paulo, Atual, 1991.

    Uma história só pra mim. São Paulo, Atual, 1994.

    Um sonho no caroço do abacate. São Paulo, Global, 1995.

    O Rio Grande farroupilha. São Paulo, Ática, 1995.

    Câmera na mão, o Guarani no coração. São Paulo, Ática, 1998.

    A colina dos suspiros. São Paulo, Moderna, 1999.

    Livro da medicina. São Paulo, Companhia das Letrinhas, 2000.

    O mistério da Casa Verde. São Paulo, Ática, 2000.

    O ataque do comando P.Q. São Paulo, Ática, 2001.

    O sertão vai virar mar, São Paulo, Ática, 2002.

    Aquele estranho colega, o meu pai. São Paulo, Atual, 2002.

    Éden-Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 2002.

    O irmão que veio de longe. Idem, idem.

    Nem uma coisa, nem outra. Rio, Rocco, 2003.

    Navio das cores. São Paulo, Berlendis & Vertecchia, 2003.


    Crônica

    A massagista japonesa. Porto Alegre, L&PM, 1984.

    Um país chamado infância. Porto Alegre, Sulina, 1989.

    Dicionário do viajante insólito. Porto Alegre, L&PM, 1995.

    Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. Porto Alegre, L&PM, 1996. Artes e Ofícios, 2001.

    O imaginário cotidiano. São Paulo, Global, 2001.

    A língua de três pontas: crônicas e citações sobre a arte de falar mal. Porto Alegre.


    Ensaio

    A condição judaica. Porto Alegre, L&PM, 1987.

    Do mágico ao social: a trajetória da saúde pública. Porto Alegre, L&PM, 1987; SP, Senac, 2002.

    Cenas médicas. Porto Alegre, Editora da Ufrgs, 1988. Artes&Ofícios, 2002.

    Se eu fosse Rotschild. Porto Alegre, L&PM, 1993.

    Judaísmo: dispersão e unidade. São Paulo, Ática, 1994.

    Oswaldo Cruz. Rio, Relume-Dumará, 1996.

    A paixão transformada: história da medicina na literatura. São Paulo, Companhia das Letras, 1996.

    Meu filho, o doutor: medicina e judaísmo na história, na literatura e no humor. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000.

    Porto de histórias: mistérios e crepúsculos de Porto Alegre. Rio de Janeiro, Record, 2000.

    A face oculta: inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre, Artes e Ofícios, 2000.

    A linguagem médica. São Paulo, Publifolha, 2002.

    Oswaldo Cruz & Carlos Chagas: o nascimento da ciência no Brasil. São Paulo, Odysseus, 2002.

    Saturno nos trópicos: a melancolia européia chega ao Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 2003.

    Judaísmo. São Paulo, Abril, 2003.

    Um olhar sobre a saúde pública. São Paulo, Scipione, 2003.


    Foi o sétimo ocupante da cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras.
    Foi eleito em 31 de julho de 2003,, na sucessão de Geraldo França de Lima , e recebido em 22 de outubro de 2003 pelo acadêmico Carlos Nejar.
     
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