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Miopia pode atingir metade da população mundial até 2050; entenda por quê

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Fúria da cidade, 5 Dez 2017.

  1. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

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    Um estudo divulgado pela Ophtalmology, publicação da Academia Americana de Oftalmologia, indica que, até 2050, quase metade da população mundial, ou cerca de 5 bilhões de pessoas, apresentará miopia, sendo que 938 milhões de pessoas terão o problema em estágio avançado. A pesquisa foi feita por um grupo de cientistas, que analisou 145 estudos que incluíam 2,1 milhões de participantes.

    Esse aumento alarmante do número de casos tem a ver com diversos fatores, incluindo o estilo de vida. Dentre os fatores ambientais, pode-se mencionar uma menor exposição a ambientes externos – onde a visão naturalmente vai mais longe. Ao mesmo tempo, as pessoas estão usando mais a visão de perto em tablets, celulares e computadores.

    “Também há mais pressão educacional e maior tempo dedicado aos estudos”, conta a oftalmologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Renata Rabelo. “Isso está acontecendo em todo o mundo, embora na Ásia a incidência seja maior. Acredita-se que lá, por volta de 2050, aproximadamente 90% dos jovens que concluírem o ensino médio apresentarão miopia”, conta.


    O que é miopia?

    A miopia é um problema relacionado à capacidade do olho de focalizar determinada imagem. Quando a doença se instala, a visão de longe fica embaçada. “A principal alteração anatômica na miopia é um aumento do diâmetro ocular. O aumento de 1 mm do diâmetro ocular além do normal produz 3 graus de miopia”, conta Marco Cezar Helena, oftalmologista e chefe do Serviço de Oftalmologia do Hospital Leforte.

    A contribuição genética para a miopia é considerada pequena. Como trata-se de uma alteração orgânica que depende de outros fatores -- como os ambientais que já citamos --, não é possível afirmar que indivíduos míopes obrigatoriamente terão descendentes míopes.


    O tamanho do problema

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    Quanto maior o grau de miopia, pior fica a visão de longe. Ainda assim, as consequências do problema na vida prática dependerão muito das atividades desempenhadas por quem sofre desse mal. Um motorista, por exemplo, será muito prejudicado pela miopia e precisará usar lentes corretivas para trabalhar. “Por outro lado, um ourives não terá muito problema em ser míope, já que sua atividade requer uma boa visão de perto”, conta Marco Cezar.

    Em geral, quem tem um baixo grau de miopia não necessita de lentes corretivas o tempo todo. “Existem pessoas que toleram até 1 grau de miopia sem correção. No entanto, para atividades como assistir aula e dirigir, a correção de graus baixos pode ser necessária para o conforto visual”, conta Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Já com graus mais elevados, o dia a dia pode ficar muito difícil sem o uso de lentes corretivas.


    Quando ir ao médico

    O principal sintoma da miopia é a visão embaçada, que pode ser de perto, de longe ou em ambas as circunstâncias. Outros sintomas incluem dor de cabeça, dor nos olhos, irritação ocular e lacrimejamento.

    “Mas muitas doenças oculares não causam qualquer sintoma”, conta Marco Cezar. Por isso, é importante visitar o oftalmologista com frequência. A indicação é que crianças e adolescentes façam exames oculares a cada 6 meses e adultos, anualmente -- ou antes, caso percebam alguma alteração na visão.

    “A miopia tende a aumentar durante a adolescência, período de crescimento rápido do corpo todo e, inclusive, dos olhos. Assim, adolescentes míopes devem ser examinados duas vezes por ano”, afirma Marco. E completa: “Todas as pessoas devem fazer exames oculares rotineiramente, não apenas para checar a acuidade visual mas, principalmente, para a detecção precoce e prevenção de outras doenças, como glaucoma e descolamento de retina.”

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    Henock Borges Altoé, oftalmologista do Hospital Villa-Lobos. Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Marco Cezar Helena, oftalmologista e chefe do Serviço de Oftalmologia do Hospital Leforte. Renata Rabelo, oftalmologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

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    De certa forma, ainda que em um grau leve eu estou nesta estatística...
     
  2. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    A natureza não perdoa... Esse texto lembra o ditado de "use it or lose it" (se a pessoa não usar um recurso da forma certa, no caso os próprio olhos, ela pode perdê-los).

    Um detalhe interessante é que se não me engano há uma diferença entre as etimologias das palavras imagem e visão.

    Enquanto imagem se relaciona a imaginação e a cópia, algo criado artificialmente na mente a palavra visão se relaciona ao significado de presença de algo que existe num tempo e espaço externo e independente da vontade do observador (as famosas "visagens" das igrejas).

    De todo modo a tecnologia se aproveita dessa confusão e projeta fanatismo nos usuários. O fanático quando erra na dose sempre dobra a aposta na ânsia de corrigir um comportamento desastroso. Então se a moda de empurrar um tempo extorsivo de uso de telas (imagens) está enfraquecendo a saúde das pessoas a projeção do fanatismo tecno inunda ainda mais o ambiente com a necessidade de usá-los duas vezes mais passando ainda mais tempo diante de uma imagem. E muitos vão tirar o que é importante e jogar para a periferia e colocar o que é pouco importante no centro, vão deixar de ser elas mesmas e ter depressão. Vai bem na vibe da internet atual que é uma crise de imagem por não se ter uma visão.
     

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