1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Minha Poesia

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Lord Seth, 29 Jun 2005.

  1. Lord Seth

    Lord Seth Banned

    Já que critiquei meus colegas, apresento um poema meu, visando obviamente ser malhado!

    Eu quero uma mulher
    que seja diferente.
    De todas que eu já tive,
    todas tão iguais.

    Eu quero uma mulher
    que esteja sempre contente.
    Que sorria enquanto xinga,
    que não brigue com seus pais.
    Que tenha em seus cabelos flores chinesinhas,
    daquelas que hoje em dia
    já não se compra mais.

    Eu quero uma mulher,
    que não grite comigo,
    que não berre meu nome,
    que não me veja como seu filho.

    Pensando e ela chegando
    depressa vou mudando
    os móveis da nossa sala,
    ouvindo seus conselhos do que está por vir.
    Dizendo em seu ouvido uma obscenidade,
    Tomando banho, reclamando da cidade,
    Comendo bolo de milho, dentes amarelinhos,
    farelos no decote.

    Ela briga, ela xinga,
    ela é apaixonada,
    assistindo a novela,
    mandando na empregada.
    Rindo da minha barriga,
    chorando desolada.
    Brincando com o próprio pé,
    fazendo xixi sentada.

    Eu quero uma mulher,
    não precisa ser gostosa
    Não precisa ser maquiada,
    Apenas finja ser formosa.

    Eu quero uma mulher,
    que ria das minhas piadas.
    Que goste de docinhos,
    que seja meio atrapalhada,
    que eu possa em seus seios,
    fazer de lá meu ninho.

    Eu quero uma mulher,
    que não me trate como lixo,
    que não me use,
    não me abuse,
    que não me ache um bicho.

    Suave ela se abre e me deixa entrar,
    em seu corpo suado,
    aonde vou brincar.

    Vivendo e fazendo um amor deliciado,
    ela me olha nos olhos
    E diz quietinha que sou amado.

    Eu quero uma mulher,
    Que tenha uma bondade que não seja imensa,
    que tenha um coração
    que caiba muita emoção.

    Eu quero uma mulher,
    que seja minha amiga.
    Que me ajude a curar
    minhas tristes feridas
    que outras não fizeram senão aumentar.

    Sonhando vou brincando pela minha casa,
    sonhando que ela feliz
    e que está a me ouvir.

    Ligo o rádio e toca nossa canção,
    ela vem depressinha e me dá um abraço forte,
    sujando a comida,
    derramando feijão.

    Eu quero uma mulher,
    que goste de um bom sexo.
    Que não saiba o que quer,
    Que não pense com muito nexo.

    Eu quero uma mulher
    um tanto depravada.
    Mas que se dá ao luxo
    de ficar ruborizada.

    Eu quero uma mulher,
    que seja diferente.
    De todas que já tive,
    todas tão iguais.

    Eu quero uma mulher que saia dos meus sonhos.
    Que avance para a vida com força e coragem,
    mas que pare de vez em quando
    pra fazer uma molecagem.

    Eu quero uma mulher,
    uma sombra que em mim vive,
    diluída no passado, perdida no presente.

    No vidro da memória,
    na areia escreverei.
    O nome daquela que eu já tive
    E que nunca mais terei.
     
  2. Idril

    Idril Usuário

    É o tipo de poema longo que pode muio bem ser musicado, seja zoeira ou não.

    É diferente de muitas coisas que vi aqui. E mesmo que você o tenha feito visando ser zoado, tem um teor que lembra algumas obras da literatura brasileira, alguns clássicos.

    Enfim, ficou interessante, ficou legal, ficou bom.


    Ah...e se quiseres publicar poemas curtos que nao façam parte de uma obra montada por ti, utilize aqui:
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    .
     
    Última edição: 30 Jun 2005
  3. Lord Seth

    Lord Seth Banned

    Não, não pode.
    Porque poesia é uma coisa, composição musical é outra.
    As estruturas são diferentes, as propostas são diferentes.

    E, não, não foi zoeira.

    É que a maioria das pessoas da Internet gosta de usar a poesia como "auto-análise" ou exercícios de egocentrismo, em que se espelha a frustração ou a exaltação pessoal dessa ou daquela situação ou sentimento.

    Eu respeito tais pessoas mas elas perdem um tempo enorme com isso, quando deveriam procurar ajuda psicológica, espiritual, etc.

    Além de ser uma enorme ofensa a si mesmo escancarar suas dores e mágoas na Internet.

    Mas cada um é cada um, e cada dois são três.

    Eu escrevo sobre o que deve ser escrito, não sobre o que eu gosto e nem sobre o que desejo.
    Claro que posso escrever e me divertir no processo, já que criar é sempre algo lúdico.
    Mas me dedicar a falar apenas de mim, de minha vida, de minhas dores e tudo o mais...

    Não sou assim tão interessante e inevitavelmente me esgotarei.

    Na verdade é apenas uma simples tentativa de brincar com palavras, orientando-as no sentido de expressar idéias encadeadas.

    É que nem um trenzinho, percebeu?
    Começa com a "locomotiva" puxando o trem, com cada "estrofe" sendo um vagão, com alguns chacoalhares no meio, finalizando com o carro mais bonito, com o vagão mais bacana e que encerra a passagem do trem.

    Não tem mistério, não.

    Eu creio que ficou muito ruim.
    As estrofes estão mal construídas, as digressões mal explicadas, ha trechos confusos e que se atropelam, tudo muito estranho, lamuriento, como se o autor fosse um fracassado que não tem nada a fazer, a não ser choramingar suas dores e desilusões.

    Porém, o que salva o texto é que o final ficou melancólico, pois se percebe que o personagem do poema viveu uma enorme ilusão, se apaixonou pela ilusão e esta, como tudo que ele narrou, se encerra numa passagem triste e desiludida.

    Gostei só do final. O resto me é indigesto.

    Assim farei.
    Grato.
     
  4. Idril

    Idril Usuário

    Poesia dá muito bem pra ser musicada, IMHO. Muitas poesais de diversas estruturas já receberam harmonia, melodia e ritmo.


    Não só quem freqüenta a internet. Muitos poetas o fazem sem necessariamente entrarem no mundo virtual.


    É o tipo de escrita que me aprecia. :clap:

    Hum....Isso me lembrou Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. :D

    O que é mais simples, aparentemente, possuem uma melhor cadência do que geralmente é complicado. Todo o tipo de escritor, famoso ou não, já fez e faz isso.

    Algumas poesias de Manuel Bandeira utilizam esse mesmo recurso que você utilizou nesta sua poesia. E ficaram boas!



    Não seja perfeccionista demais!

    Nem tudo precisa ficar bem explicadinho, muito certinho; algumas falahas são essenciais para o equilíbrio de um texto - ALGUMAS, não TODAS.

    Enfim, posso dizer que você temm um estilo peculiar, o que me chama a atenção. :think: :wink:
     
    Última edição: 30 Jun 2005
  5. Lord Seth

    Lord Seth Banned

    Poesia pode ser musicada.
    Mas não é essa a função dela.
    Poesia é uma coisa, composição é outra.
    Ambas guardam semelhanças mas possuem não apenas propostas, mas estruturas e objetivos diferentes.

    Cada um faz de si o que quiser. Porém, como diz a patuléia, uma coisa é uma coisa.
    E outra coisa é OUTRA coisa.

    Se vos agrada, então me agrada.

    Desconheço a ambos pois temo contaminar meu pensamento e, assim, me influenciar pelo melhor, deixando de ser eu mesmo.

    Quero crer que a complicação é um reflexo da mente conturbada do autor.
    Pode-se utilizar da "complicação" para algo mais que "confundir" mas, em termos de Brasil, o pessoal quer "complicar" para passar uma imagem de sofisticação ou eruditismo.
    São restos de nossa herança Portuguesa, o palavreado floreado, cheio de rococós e demais enfeites. Normal.

    Eu opto pelo simples, mas sem cair no simplismo.

    O que é bom se sobressai sem precisar de enfeites.

    Também desconheço Manuel Bandeira mas certamente ele é infinitamente melhor poeta do que eu.

    E não o sou!
    Apenas sei apontar com precisão os meus erros.
    Não que eu vá deixar de valorizar o que faço e nem mesmo deixo de gostar de minha insignificant obra.
    Porém, a César o que é de César: erros existem e devem ser apontados, pois se eu não os aponto, minha obra não cresce e eu, como autor, não evoluo e nem muito menos me aprimoro.

    Meu maior inimigo é meu Ego.
    Pois no dia em que eu me achar certo, estarei morto.

    Poesia é como dançar.
    Ha poesias rápidas, cadenciadas, com ritmo intenso, as vezes cheias de "axé".
    O que eu faço é só um suave requebrar da bundinha. :-)

    Eu vos sou grato.

    Vou procurar minhas coisinhas de humor e demência, espero conhecer tua opinião.
     

Compartilhar