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Michael Jackson

Fernando Giacon

[[[ ÚLTIMO CAPÍTULO ]]]
Amélie disse:
É né? até o pai dele quis se promover! E ficou sem um tostão do testamento (não que tivesse sobrado muita coisa!)...

Se houvesse uma autópsia, iam descobrir que na barriga de Michael White ia ter o Michael Black na fase ABC... Será?

É pouca vida, pra tanta fofoca!
Nossa, aquele pai dele merecia um soco na boca no meio de tudo mundo, velho sem vergonha ¬¬! Ah... a fase Jackson Five é a melhor, na minha opinião. Aquelas musiquinhas deles ficam na cabeça.
 

Phantom Lord

London Calling
MTV apresenta programação especial durante funeral de Michael Jackson


O funeral de Michael Jackson acontece amanhã, às 10h (horário de Los Angeles, 14h no Brasil), no ginásio Staples Center. Serão mais de 1.400 agentes da polícia para controlar os fãs que estiverem no local e apenas uma entrada de acesso. Pouco mais de 17 mil fãs conseguiram, através de um sorteio, entradas gratuitas para o funeral, enquanto as outras pessoas devem acompanhar o evento do lado de fora, com imagens transmitidas por telões.

O Portal MTV vai acompanhar tudo que estiver acontecendo por lá através do live blogging, que você encontra acessando o www.mtv.com.br/michaeljackson. A MTV Brasil também transmite uma programação especial para o cantor que revolucionou os videoclipes. A partir das 10h15, o Notícias MTV entra com drops de hora em hora, durante todo o dia, e tem uma edição especial das 13h45 às 14h, ao vivo, com toda a repercussão das notícias.

Entre 14h e 16h, vai ao ar o Especial Michael Jackson – O Rei do Pop - programa inédito que todas as MTV dos mundo exibirão na mesma hora. O programa mostra imagens do dia da morte do cantor, a movimentação em Los Angeles, a comoção dos fãs e uma retrospectiva de toda a carreira de Michael Jackson. Desde a história da família Jackson, o surgimento do Jackson 5, o sucesso nos anos 80, o encontro com Ronald Reagan, a mudança para Nerverland e a passagem pelos anos 90 até o anúncio de que faria seus últimos shows. Também traz imagens dos ensaios para a turnê “This Is It” e trechos da cobertura da MTV US sobre o caso. O documentário mostra depoimentos da mãe de Michael Jackson, Jon Bon Jovi, Quincy Jones, Victoria Beckham, Sheryl Crow, Lil Kim, Kevin Bacon, Britney Spears, Naomi Campbell, Justin Timberlake, P Diddy, entre muitos outros.


Confira a programação dos especiais:

Especial Top 40 Michael Jackson - 10h15 às 13h45 – lista dos clipes mais importantes da carreira do cantor

Especial Michael Jackson – A História - 16h às 17h

Acesso MTV – 17h às 19h

Ghosts – 18h45 às 19h30 – filme clássico de Michael Jackson que conta a história de moradores de uma cidade pacata que resolvem invadir a casa mal assombrada onde vive uma pessoa assustadora. Ghosts foi co-escrito por Stephen King, dirigido por Stan Winston e contou com a colaboração de Steven Spielberg.

Especial Making Of Thriller - 19h45 às 21h - Em 1h15 de programa, a audiência poderá conferir conversas de Michael com o diretor John Landis, a confecção das máscaras horripilantes e até os ensaios da coreografia que entrou para a história dos videoclipes.

Notícias MTV ao vivo - 21h30 às 22h

MTV Debate – “O consumo de remédios está exagerado?” - 22h30 às 23h30

Reprise Especial Michael Jackson – O Rei do Pop - 0h às 2h

MTV Lab Clássicos Michael Jackson - 2h às 3h45 – clipes clássicos do cantor

Excelente texto sobre o cantor escrito pelo Zeca Camargo em seu blog:

O pop segue sem seu rei


O post de hoje é, claro, sobre Michael Jackson (e não sobre as gravações de “No limite”, como havíamos combinado – preciso explicar?). Escrevo este texto ao som de “Boom bom pow”, o novo sucesso do Black Eyed Peas. Não, isso não é uma heresia. Tampouco uma provocação. Desde a noite de quinta-feira eu (assim como você) praticamente só tenho ouvido músicas de Jackson, nas rádios e nas TVs – uma avalanche inevitável de sucessos, poderosa o suficiente para não deixar ninguém esquecer que não houve, na história do pop, nenhum artista como ele. Talvez por isso mesmo, resolvi, ao longo do fim de semana, olhar menos para esse passado glorioso e mais para os caminhos que Michael abriu. Ou ainda, onde é que tudo que ele criou foi parar. E acabei, naturalmente em “Boom boom pow”.

Poderia ter acabado em outros cantos. No videoclipe de Lady Gaga para “Paparazzi”, por exemplo – ou você acha que todo aquele roteiro de quase oito minutos (para não falar das coreografias no mínimo bizarras naquela mansão) seria possível se as mega produções de Jackson não houvessem aberto o caminho. Poderia ter terminado no pop francês – nas desconstruções dançantes de Daft Punk, e, sobretudo, do Phoenix com seu último trabalho. Ou que tal Karen O – especialmente com o com o sensacional trabalho mais recente, “It’s blitz!”, que é, na minha modesta opinião, um disco para os tempos modernos, como “Thriller” foi um dia. Se fosse olhar só pela dança, a linha de pensamento poderia acabar no vídeo de “Get ur freak out”, de Missy Elliot; ou “Womanizer”, de Britney Spears; ou “As long as you love me”, do Backstreet Boys; ou ainda em qualquer clipe de Beyoncé. Poderia terminar em Stefhany dançando nas ruas de Inhuma. Aliás, você mesmo pode sugerir um aspecto do pop que tem um dedo – ou mesmo uma mão (de preferência, com luva branca!) – de Michael Jackson.

Mas eu, retomando, parei em “Boom boom pow”. Primeiro porque é muito bom. Depois, porque é, ainda que indiretamente, um ótimo legado que deixaria o próprio Michael muito orgulhoso: ali é fácil identificar uma característica forte do rei do pop, que é sua busca infinita para fazer as pessoas dançarem de um jeito diferente. Gênio é assim – tudo que ele faz tem o poder de transformar (e melhorar) o mundo. E se tem alguma coisa que ninguém discute é que ele foi um gênio. Mais: um “entertainer” genial – e é desse cara que quero falar hoje.

A última vez que escrevi sobre Michael Jackson aqui, arrumei confusão. Ou melhor, arrumaram para mim. Fãs mais apressados interpretaram “a parte pelo todo” – uma figura de linguagem chamada metonímia, provavelmente empregada de maneira involuntária pelos tais guardiões do legado do cantor –, e partiram para o ataque. E tudo só porque eu escrevi que eu não adorava “Thriller” – a faixa, e não o álbum. Depois de elogiar várias outras músicas do mesmo disco (exemplo: “Ainda tem o casamento perfeito de rock e soul de ‘Beat it’, essa sim, que lançada em qualquer ano, em qualquer década, iria fazer barulho. E a genialidade de ‘Billie Jean’ – tão perfeita que é melhor deixá-la assim, sem mais adjetivos… você sabe o quanto ela é boa.”), cometi o “pecado” de ser honesto com meu gosto e declarei: “Por tudo isso – e não, insisto, por causa de ‘Thriller’, a faixa – ‘Thriller’, o álbum, merece ser comemorado nesse seu jubileu de prata”. Daí, veio o som e a fúria…

Esses mesmo fãs apressados talvez estejam imaginando que este post é uma reparação – um pedido de desculpas. Lamento informar que minha opinião da faixa “Thriller” continua a mesma. Aliás, assim como minha opinião sobre a enorme importância de Michael Jackson no universo pop. Aos que, por acaso, “vão magoar” com essa minha teimosia, esse é o momento de abandonar esta leitura. Aos que desejam me acompanhar, porém, num pequeno balanço do que Michael significou para o mundo do pop, vamos em frente – porque é disso que eu gosto.

Na última sexta-feira, convidado para fazer um comentário sobre a morte do ídolo no programa “Video Show”, acho que resumi – de improviso, diga-se – um sentimento comum entre fãs e, como disse então, a pequena parcela da população mundial que não era tão fã assim de Michael Jackson: a de que ele vai fazer falta. Para o primeiro grupo, foi-se embora a esperança de ver (ou, para quem teve a sorte de cruzar seu caminho, de rever) essa figura quase mitológica de perto – e também a torcida para que finalmente ele viesse com mais um álbum tão memorável quanto “Thriller”. Para os outros, acabou a diversão – não exatamente no que se refere a sua produção musical, mas aquele prazer “voyeurista” de acompanhar os detalhes (parte crônica rocambolesca, parte farsa trágica, parte comédia “non sense”) da vida do cantor.

De um jeito ou de outro todos nós vamos sentir falta do circo que era tudo que girava em torno de Michael. E que circo bom era esse! Dos detalhes mais sórdidos – que talvez não seja a melhor hora para serem lembrados – aos mais desastrados – vamos ficar só no bebê balançando da janela, pode ser? – tudo que ele fazia virava notícia. E especulação. Quando não lenda… Muito antes de existir a expressão “viral”, Michael Jackson – ainda que com uma velocidade menor do que a que hoje é possível com a internet – já conseguia que um factóide sobre sua vida rodasse o mundo. Suas histórias pareciam mesmo tiradas da ficção – uma atmosfera capturada com precisão na capa da “Rolling Stone” americana de setembro de 1987 (e na reportagem da capa com o título “Michael Jackson é sério?”, de Michael Goldberg e David Handelman). Com tudo isso, essa mistura de carisma estratosférico, talento astronômico, um charme indiscutível, e capacidade de criar confusão simplesmente ao passar por algum lugar, fez da trajetória do astro um espetáculo imperdível – e eu só posso celebrar a sorte de ter vivido nesses tempos em que eu pude acompanhar de perto isso tudo.

E não só isso, claro.

Quero ainda celebrar o prazer de ter vivido para dançar músicas como “Off the wall”, “Don’t stop ‘till you get enough”, “Billy Jean”, “Beat it”, “Black or White”, “Bad”, “Smooth criminal” – além da minha “faixa favorita para contrariar os que gostam dos mesmos sucessos de sempre”, “Leave me alone”. De me fascinar com uma figura tão única, generosa, controversa, adorada, solitária, inspiradora e caricata – quem mais poderia colecionar predicados tão diferentes? De acompanhar – muitas vezes perplexo – o delírio de fãs em várias partes do mundo (olha que eu viajo… e nunca vi nada menos do que uma enorme devoção a Michael em qualquer país que já visitei). De me deslumbrar com a exuberância – e eventualmente rir dos excessos – dos seus videoclipes.

Quanto tempo até vermos camisetas com o slogan “Michael não morreu” em várias línguas pelo planeta? Ao ter morrido com apenas 50 anos, ele deixa seus fãs com aquela sensação estranha entre o transe e o pesar – e passando pela celebração e pela dor. Mas, como já vimos com Elvis, Cazuza, Kurt, Renato, isso passa – e as músicas ficam. Mais presentes que qualquer souvenir disfarçado de memento.

O pop moderno – que ele não só ajudou a definir como seu auto-coroou rei – vai em frente, porque, como já disse a sempre sábia Rita Lee, “o palhaço ri dali, o povo chora daqui, e o show não para”. Se Michael Jackson não deixou exatamente um herdeiro – quem teria a ousadia de se candidatar a tão nobre trono? –, isso não é exatamente um problema. Dezenas, centenas de artistas vão continuar a aparecer todos os anos não para preencher a vaga por inteiro, mas para ajudar a compor um mosaico, sempre colorido, que reproduz em fragmentos o brilho de uma estrela maior. E é essa gente que faz esse espetáculo, que vai sempre em frente.

O pop segue sem o seu rei. Um pouco mais sem graça, é verdade. Mas segue. E acompanhado de um refrão que, por uma estranha associação de idéias, me faz lembrar da belíssima “Música para o funeral da rainha Mary”, de Henry Purcell… Boom boom pow… Boom boom pow… Boom boom pow… Boom boom pow…


http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/2009/06/29/o-pop-segue-sem-seu-rei/




Como ele seria sem as transformações:




Original,aos 45 anos e aos 70 anos.
 

Alisson P.

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Eu vi sim...
Achei legais os depoimentos, as músicas e tal. Foi um senhor funeral. O ruim é que a Globo encerrou a transmissão bem antes de terminar realmente. ¬¬
Apenas na reportagem do Jornal Nacional vi a meninha, a filha dele, falando no final do show. Foi de cortar o coração aquilo ali.
 
Pois é, perdemos o vivo da Paris Jackson... Mas sei lá, né? Ele coloca mascaras neles a vida toda e a menininha chora no microfone? Foi por ela? Ou puro marketing?

Edit: Pra quem ainda não viu... hahahah Adorei http://www.eternalmoonwalk.com/
 

imported_?

Usuário
Gente, a filha dele, que triste! Sem dúvida foi a parte mais emocionante do funeral. Eu fiquei até com vontade de chorar!

 
Última edição por um moderador:

Fernando Giacon

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Clover disse:
Gente, a filha dele, que triste! Sem dúvida foi a parte mais emocionante do funeral. Eu fiquei até com vontade de chorar!
Nossa, bem triste mesmo. Não cheguei a ver essa parte ao vivo, só vi a Brooke Shields fazendo seu discurso lá na frente.
 
L

Liv

Visitante
Hum... então sou só eu. Se eu escutar mais alguma vez o nome do Michael Jackson, acho que eu grito! ><
 

imported_Cabal

O Poeta Aprendiz
Agora aquele monte de gente apinhada em cima da filha dele eu achei meio bizarro, tá certo que era o enterro e tal, mas achei forçação de barra, não duvido do sentimento dela, mas esse tipo de exposição não curto muito. Espero que agora ele descance em paz.
 

Fúria da cidade

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"Thriller", de Michael Jackson, recebe 30º disco de platina e bate recorde

Conhecido como o disco mais vendido de todos os tempos, "Thriller", de Michael Jackson, se tornou o primeiro álbum a receber 30 certificados de multiplatina nos Estados Unidos, com vendas superiores a 30 milhões de cópias. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) pela RIAA (sigla em inglês para Associação da Indústria Fonográfica dos EUA).

Reprodução
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Capa do disco "Thriller", de Michael Jackson

"Que conquista excepcional e prova do lugar duradouro de 'Thriller' em nossos corações e na história da música", afirmou Cary Sherman, presidente da associação.

Com o novo feito, "Thriller" deixa para trás a coletânea "Their Greatest Hits (1971-1975)", da banda norte-americana Eagles, que recebeu 29 discos de platina. Cada disco desse tipo equivale a 1 milhão de cópias vendidas.

Segundo estimativas, o álbum de Michael Jackson, lançado em 30 de novembro de 1982, já vendeu mais de 100 milhões de cópias no mundo. O sucesso foi tanto após o lançamento que sete das nove faixas foram lançadas como single --todas entraram no Top 10 de vendas feito pela revista "Billboard".

Puxado pelos hits "Billie Jean", "Thriller" e "Beat It", o disco bateu recorde no Grammy, recebendo oito prêmios, o que ajudou a transformar Michael Jackson no astro mais popular do planeta.

Produzido por Quincy Jones, "Thriller" também passou dois anos e meio na parada de discos da "Billboard", com 37 semanas em primeiro lugar. O disco conseguiu ainda o feito de permanecer as primeiras 80 semanas entre os dez primeiros, recorde ainda vigente.
 

Fúria da cidade

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Morre Rod Temperton, autor de "Thriller" e outros hits de Michael Jackson

Divulgação/Seattle Times

  • O produtor Quincy Jones (esq.) e o compositor Rod Temperton (dir.) trabalham com Michael Jackson (centro) no estúdio, após o lançamento de "Thriller"
O compositor Rod Temperton morreu em Londres na semana passada aos 66 anos. A informação foi confirmada por um porta-voz que descreveu a "breve batalha agressiva" do artista contra um câncer.

Temperton era conhecido por compor icônicos sucessos de Michael Jackson, como "Thriller", "Rock With You" e "Off the Wall". Segundo o porta-voz, Temperton teve um funeral privado na semana passada.

O compositor britânico começou sua carreira na banda de disco Heatwave, em 1970, escrevendo sucessos como "Always & Forever" e "Boogie Nights".

Em 1978, ele deixou o grupo e começou a trabalhar com o lendário produtor Quincy Jones, que na época produzia o primeiro disco solo de Jackson, "Off the Wall", para o qual ele também escreveu a canção "Burn This Disco Out".

A colaboração continuou no próximo registro, "Thriller", lançado em 1982 e até hoje conhecido como um dos discos mais vendido de todos os tempos. Além da faixa-título, Temperton escreveu "Baby Be Mine" e "The Lady in My Life".

Ao lado de Quincy, ele ainda concorreu ao Oscar pela canção original em 1986, com a canção"Miss Celie's Blues", do filme "A Cor Púrpura".
 

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Documentário sobre Michael Jackson choca plateia e gera revolta em Sundance



Festival de Sundance: mulheres levam cartazes em defesa de Michael Jackson para frente de cinema que exibiu documentário polêmico sobre o cantor Imagem: David Becker/Getty Images


O polêmico documentário "Leaving Neverland", que acusa Michael Jackson de ter abusado sexualmente de dois meninos, gerou reações distintas ao estrear na sexta-feira (25) no Festival de Sundance, nos Estados Unidos, segundo a revista Rolling Stone.

De um lado, os gestores do espólio do cantor ficaram revoltados e fãs do cantor protestaram na porta do cinema defendendo o artista das acusações. De outro, uma plateia chocada com os relatos detalhados exibidos pela primeira vez no filme de quatro horas de duração dirigido por Dan Reed.

"No auge do seu estrelato, Michael Jackson começou relacionamentos duradouros com dois garotos de 7 e 10 anos. Agora com 30 anos, eles contam a história de como foram abusados sexualmente por Jackson e como eles chegaram a um acordo anos depois", descreve a sinopse oficial do documentário, que traz depoimentos de Wade Robson, James Safechuck e de suas famílias.

Ambos chegaram a depor a favor de Michael Jackson na corte quando o cantor foi julgado, o que gerou a revolta dos administradores do espólio do artista, que acusam os rapazes de "mentirosos" e o filme de mostrar apenas um lado. O rei do pop, que morreu em 2009, há quase dez anos, foi inocentado ainda em vida pela Justiça americana.

No filme, os acusadores dizem que passaram a sofrer de síndrome pós-traumática após a morte de Michael Jackson e que demoraram a perceber que as situações que viveram ao lado do cantor na infância eram mesmo de abuso.

Liza Minelli, Michael Jackson e James Safechuck deixam um teatro em 1988 após assistir ao musical "O Fantasma da Ópera", em Nova York Imagem: Richard Corkery/NY Daily News Archive via Getty Images

Australiano, Wade Robson conheceu Michael Jackson nos bastidores de um show em seu país natal como prêmio de um concurso em um shopping em que ele imitava o rei do pop. Ele foi convidado a ir ao hotel de Michael após o show e, posteriormente, a família foi convidada a ir aos Estados Unidos. Foi nesta viagem que Wade Robson ficou sozinho pela primeira vez com Michael.

Em um dos trechos do filme, o australiano descreve quartos secretos do rancho de Neverland onde os abusos ocorriam e que Michael Jackson chegou a encenar uma cerimônia de casamento com ele em um desses aposentos.
Robson, que se tornou um importante coreógrafo e trabalhou com nomes como N'Sync e Brtiney Spears, diz que também abriu mão das denúncias anteriormente por temer pela sua carreira.

Já James Safechuck conheceu Michael Jackson após gravar um comercial para a Pepsi junto com o cantor nos anos 80. A amizade se desenvolveu depois da parceria profissional.

Os rapazes dizem ainda que Michael Jackson os fazia acreditar que eles não podiam confiar nos próprios pais e nem em mulheres. Hoje ambos são casados e têm filhos.

A riqueza de detalhes dos supostos abusos exibida no documentário chocou a plateia de Sundance, que aplaudiu de pé o diretor Dan Reed e as supostas duas vítimas depois da exibição no festival de cinema.

Na saída da sessão, alguns fãs carregavam cartazes defendendo o cantor, mas não houve conflito apesar do forte policiamento na porta do local, segundo a Rolling Stone.

Os gestores do espólio de Michael Jackson, que já haviam criticado o filme e o diretor, voltaram a afirmar que a história é caluniosa. Eles ainda destacam que Michael Jackson já foi julgado em vida e, com "Leaving Neverland", volta a ser julgado em morte.

Exibido pela primeira vez em Sundance, "Leaving Neverland" ainda não tem previsão de estreia em circuito comercial. O documentário será exibido em duas partes pela HBO nos Estados Unidos, com previsão de estreia para a primavera norte-americana.
 

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Após exatos dez anos, Michael Jackson é o morto mais lucrativo

Rei do pop chega à fritura da era #MeToo com uma obra influente o suficiente para blindar a imagem arranhada


No ano passado, Drake lançou uma música com Michael Jackson. “Don’t Matter To Me”, com vocais inéditos gravados em 1983, não é exatamente uma novidade —Michael já teve álbuns póstumos lançados—, mas chama atenção que o artista que mais discos vendeu no ano passado esteja recorrendo ao arquivo de alguém que morreu há dez anos, exatamente no dia 25 de junho de 2009.


Michael Jackson no palco durante show na Nova Zelândia em 1996 - Phil Walter/Getty Images

Em março, estreou na HBO o documentário “Deixando Neverland”, com novas denúncias de pedofilia contra Michael. Numa decisão bastante representativa do que se tornou a relação com o legado do rei do pop, Drake aderiu aos chamados de boicote da internet e parou de tocar a música, enquanto ela segue acumulando milhões de plays no streaming.

Essa situação de sucesso de público e linchamento moral é o que o espólio de Michael tem passado na primeira década após a morte do astro.

O cantor deixou uma dívida em torno de US$ 500 milhões. Ao fim de 2016, os administradores dos negócios do artista já haviam arrecadado mais de US$ 1,3 bilhão.

“Ele ganhar muito dinheiro depois de morto tem a ver com o que fez em vida, como comprar parte do
catálogo dos Beatles”, diz Zack Greenburg, editor da revista americana Forbes. Nos últimos anos, Michael tem dominado a lista de celebridades mortas que mais lucram, segundo a publicação.

Greenburg também cita as negociações com o espólio do artista, que inclui a venda da fatia de Michael do catálogo dos Beatles, um novo acordo com a Sony e parcerias com o Cirque du Soleil.

Além disso, o documentário “This Is It” (2009) arrecadou mais de US$ 260 milhões. Os dois álbuns póstumos, “Michael” (2010) e “Xscape” (2014), mesmo sem um desempenho espetacular, renderam pelo menos um grande hit: “Love Never Felt So Good”, com Justin Timberlake.

“Michael continua gerando apelo equiparável ao nível de consumo que ele tinha antes”, afirma Greenburg. Nos cinco anos posteriores à sua morte, ele vendeu mais de 13 milhões de discos, contra menos de 4 milhões nos cinco anos anteriores.
A maior batalha do espólio de Michael tem sido nos tribunais. Mesmo inocentado, em 2005, das acusações de abuso infantil, a imagem do astro vem sendo manchada desde a década de 1990.

Uma das pessoas que resolveram falar sobre o passado com Michael foi Xuxa. Ela disse ter sido “convidada” para ser mãe de filhos do cantor. Ele queria alguém “saudável” e que “gostasse de criança”.

“Deixando Neverland” representa o choque da era #MeToo com um dos artistas fundamentais do século 20. Suas quatro horas de narrativa apresentam relatos perturbadoramente ricos —com descrições dos supostos encontros sexuais—, tudo baseado só nos depoimentos de seus acusadores.

Não há ali documentos ou outras evidências. O diretor, Dan Reed, aposta na versão das supostas vítimas—Wade Robson, James Safechuck e seus familiares— e imagens de arquivo misturadas com cenas ilustrativas do famoso rancho Neverland. Chocante o suficiente para causar indignação, “Deixando Neverland”, contudo, reforçou a polarização


Michael Jackson e Jimmy Safechuck em cena de "Leaving Neverland" (2019)

A família de Michael já processa a HBO, exigindo US$ 100 milhões, e os fãs refutam as histórias, apontando incoerências no filme. Em março, brasileiros foram à Paulista em defesa do ídolo.

Com a apresentadora Oprah Winfrey contra e o ator Macaulay Culkin a favor, Janet Jackson, uma das irmãs de Michael, rompeu o silêncio depois da estreia de “Deixando Neverland”. “Seu legado vai continuar”, ela disse.

Se algumas rádios pararam de tocar músicas do astro e as redes sociais ainda são hostis para seus defensores, o boicote, em geral, não teve grande efeito. Logo após a exibição do filme na HBO, aumentaram as vendas de álbuns e os acessos de Michael no streaming.

No centro do debate, está uma das questões fundamentais da atualidade: é possível separar a obra do artista? É como se Michael —uma entidade quase não humana— já estivesse tão incrustado na nossa cultura que talvez seja impossível apagar sua imagem.

A sensação, na verdade, é a de que, se não for cancelado pela internet, Michael Jackson vai se tornar uma figura ainda mais mitológica, para o bem e para o mal.

O editor da Forbes diz que, “apesar das controvérsias, ele seguirá entre as celebridades que mais faturam —neste mundo ou no próximo”.

Dores e glórias após a morte


2009
‘This Is It’
Retrata os ensaios e os bastidores da turnê com a qual Michael Jackson planejava rodar o mundo, mas acabou cancelada após sua morte. O filme arrecadou mais de US$ 260 milhões ao redor do mundo, e hoje é o segundo documentário de música mais rentável de todos os tempos

2010
‘Michael’ 
Logo no ano seguinte à morte de Michael, chegou às lojas seu primeiro álbum póstumo. Ele teve desempenho razoável nas paradas, mas rendeu polêmica. A gravadora Sony está sendo processada por três músicas que supostamente não têm vocais originais dele

2011
Cirque du Soleil
Dois espetáculos em parceria já foram produzidos: ‘Michael Jackson: The Immortal World Tour’ e ‘Michael Jackson: One’. Dezenas de bailarinos combinam performances circenses com a música de Michael.

2014
‘Xscape’
O segundo disco póstumo de inéditas de Michael foi mais ouvido do que o primeiro. O destaque foi o hit ‘Love Never Felt So Good’, uma parceria com Justin Timberlake.

2019
‘Deixando Neverland’

Desde os anos 1990, Michael Jackson é acusado de abuso infantil, mas o caso havia esfriado desde que ele foi inocentado pela Justiça em 2005. Dividido em duas partes, o documentário é baseado nos relatos de Wade Robson e James Safechuck, que na infância foram próximos a Michael. Eles relembram com detalhes dos supostos encontros sexuais com o artista
 

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