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Miami Vice (idem, 2006)

Tópico em 'Cinema' iniciado por Edrahil, 5 Jun 2006.

  1. Edrahil

    Edrahil Usuário

    Elenco: Jamie Foxx (Detetive Ricardo Tubbs), Colin Farrell (Detetive Sonny Crocket), Gong Li (Isabella), Naomie Harris (Trudy Joplin), Luis Tosar (Arcángel de Jesús Montoya)
    Direção: Michael Mann
    Estréia: 25 de Agosto de 2006
    Sinopse: Os astros de Hollywood Colin Farrell (Alexandre) e Jamie Foxx (ganhador do Oscar em Ray) serão os protagonistas de uma nova versão cinematográfica de Miami Vice, famosa série dos anos 80. Farrell fará o papel de Sonny Crockett, personagem vivido por Don Johnson na original e Foxx será o parceiro de Crockett, Ricardo Tubbs.

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    Eu assistia a série quando passava no SBT, na quarta-feira às 22h. Vamos ver como vai ficar o filme.
     
  2. Omykron

    Omykron far above

    Re: Miami Vice

    so' nao enguli o pseudo-bigodinho do farrell.
    ta meio muito forcado
     
  3. Edrahil

    Edrahil Usuário

    Re: Miami Vice

    Será que não é de um trabalho disfarçado?

    Como é que algo é "meio" e "muito" ao mesmo tempo? :lol:
     
  4. Omykron

    Omykron far above

    Re: Miami Vice

    deus, espero que sim...

    e' algo que meio que me incomoda muito, e isso signfica que se eu for esperto o bastante para ir ver no cinema, eu vou perder meu tempo pensando
    "PUTA MERDA, PQ ESSE PUTO NAO RASPA ESSA PORCARIA DE UMA VEZ!?"
     
  5. Uglúk o Uruk-Hai

    Uglúk o Uruk-Hai ... o maioral.

    a eles vão fazer com esse filme oq eu acho que nunca deviam fazer com esses tipos de adptações, eles vão transpor a ideia original para os dias atuais, tipo.. qual o problema de se passar nos anos 80? como a série... agradar a nova geração é uma exelente desculpa... mas eu ainda acho q eles tem medo de fazer isso por uma certa falta de competencia... traspor uma ideia de anos 80 em um filme atual pode ser arriscado por causa do novo publico, eles q experimentem...
     
  6. V

    V Saloon Keeper

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    Arquivos Anexados:

  7. VihVs_

    VihVs_ Eu não sou um

    :amor:

    Problema nenhum no bigodinho.
     
  8. Tisf

    Tisf Delivery Boy

    Concordo com você! Mas achei que seria ambientado nos 80. Parece que eu vi uma foto do Colin Farrell com a manga do blazer arregaçada :lol:
     
  9. VihVs_

    VihVs_ Eu não sou um

    Não é nos anos 80? Então porque explica esses óculos escuros nada a ver com os dias atuais?
     
  10. V

    V Saloon Keeper

    Arquivos Anexados:

    Última edição: 9 Jun 2006
  11. Edrahil

    Edrahil Usuário

    Só acho que o jeito mauricinho do Tubbs vai deixar de existir no filme. Ao que parece o novo vai ser mais jogo duro.
     
  12. Lukaz Drakon

    Lukaz Drakon Souls. I Eets Them.

    Esse filme tem grandes chances de ser uma boa diversão.
     
  13. Edrahil

    Edrahil Usuário

    Concordo contigo Lukaz, e não há como esperar total fidelidade à série antiga. Mas tem tudo para ser bom.
     
  14. Uglúk o Uruk-Hai

    Uglúk o Uruk-Hai ... o maioral.

    Mas ai, as cenas e eu vi gravas em Mini DV eu achei fodassas, e tipo o Michael Mann não é um diretor ruim nesses assuntos de policia e tiro e tal...

    E lance de gravar em Mini DV da um tom veridico e fica cool pra caramba.
     
  15. Coiote

    Coiote Fallin´

    Esse projeto caiu nas mãos certas.Pra fazer Miami Vice ser um filme decente só um "metódico" como Mann.Espero muito desse filme.
     
  16. Tisf

    Tisf Delivery Boy

    A crítica do The New York Times:

    "Miami Vice": paixões operísticas, ainda assim divertido no calorA.O. Scott

    "Miami Vice" apresenta glórias visuais: as composições parecem quadros de mar e céu tropicais, as cenas de boates são luminosas e vibrantes, a força letal é meticulosamente coreografada. Se há uma lição a ser extraída de Sonny Crockett e Ricardo Tubbs (Jamie Foxx), talvez seja que amor e trabalho não se misturam. Os funcionários da prefeitura da Flórida, cujo trabalho é o assunto do filme, como da série de televisão há duas décadas, têm tarefas bastante complicadas, para início de conversa.

    Eles se fazem de traficantes altamente qualificados e empresariais para conseguir derrubar amplas máfias criminais, o que significa que devem saber lidar com barcos velozes, malas cheias de dinheiro, jatinhos e armas. Suas vidas privadas não os distanciam do trabalho. Em seu tempo livre, Tubbs mantém a companhia de uma colega (Naomie Harris) enquanto Crockett persegue um romance irresponsável com a mulher (Gong Li) de um chefão das drogas e sócio. Essas ligações dão à sua operação secreta um impulso extra de intensidade. Na hora do duelo final com os malvados, Crockett e Tubbs já ultrapassaram há muito a linha que divide o profissional do pessoal.

    Mas no mundo de Michael Mann -força criativa que orientou a série para televisão de "Miami Vice" e autor e diretor da versão para o cinema- esse limite não existe. Independentemente do que fazem, seus principais personagens tendem a ser homens cujo compromisso com suas profissões transcendem o mero vício no trabalho e se tornam uma paixão quase operística, que tudo consome.

    Esses homens podem ser produtores de televisão ou assassinos de aluguel, boxeadores ou motoristas de táxi, policiais ou ladrões, e podem se relacionar com os outros como parceiros, antagonistas ou aliados inconfortáveis, mas todos parecem compartilhar esse traço essencial: é impossível separar quem são do que fazem. Crockett e Tubbs não estão no ofício pelo plano de pensão ou pela cobertura dentária, nem pelos aviões ou barcos ou óculos escuros, nem mesmo pela emoção de combater o crime. Sua devoção ao trabalho é irracional, arriscada e extravagante: pode-se até chamar de maluca. Eles insistem em fazer o trabalho do jeito que querem e não toleram a interferência de, digamos, um burocrata membro do FBI (Ciaran Hinds).

    Em outras palavras, são muito como os detetives interpretados por William L. Petersen em "Dragão Vermelho" e Al Pacino em "Fogo contra Fogo", ou como o assassino representado por Tom Cruise em "Collateral", para citar alguns. O que também significa que, como a maior parte dos homens de Mann, eles têm uma semelhança com o próprio autor. Nunca aberto a cessões ou restrições, ele se joga em cada cena, tornando os filmes do gênero espetáculos febris de estilo e sentimento.

    Com "Miami Vice" ele claramente tinha dinheiro para torrar, e as chamas são belas de assistir.

    Misturando sabedoria popular com ambição formal impressionante, Mann transforma o que é essencialmente um episódio razoavelmente previsível de um programa policial em um espetáculo wagneriano inebriante. Ele funde música, cores pulsantes e drama em algo que é ocasionalmente sem sentido e freqüentemente sublime. "Miami Vice" é um filme de ação para pessoas que gostam de cinema experimental de arte e vice-versa.

    Não estou exagerando sobre a arte. Algumas das seqüências mais cativantes têm uma qualidade abstrata, como se Mann estivesse prestando homenagem à vanguarda, ao cinema anti-narrativa de Stan Brakhage no meio de uma produção de grande estúdio. Dispensando a convenção de que os filmes existem para servir a história, Mann freqüentemente usa a trama com desculpa para construir filmes arrebatadores.

    A câmera, com sensualidade calculada e voluptuosa, vai de cidades tumultuadas ao mar aberto, de nuvens carregadas para os músculos desenhados das costas de Foxx. Como "Collateral", "Miami Vice" foi filmado em vídeo digital de alta definição, que Mann, em colaboração com o brilhante cinematógrafo Dion Beebe, não trata como um substituto conveniente ao filme, mas como um meio em si mesmo, com suas propriedades estéticas e possibilidades visuais. A profundidade do foco, a intensidade das cores e o acabamento granulado manchado de algumas imagens criam um visual que é, ao mesmo tempo, vividamente naturalista e quase um sonho.

    Não que a narrativa faça concessões demais ao realismo, além do ocasional trecho de jargão policial sem tradução ("nosso op-sec ficou comprometido") e a presença amarrotada do maravilhoso Barry Shabaka Henley, como o tenente Castillo, o comandante de pés no chão interpretado na televisão por Edward James Olmos.

    Há uma estrutura básica, envolvendo traficantes de metanfetaminas supremacistas brancos. São uma distração e prenunciam uma surpresa posterior, mas logo estamos ambientados no mundo dos senhores de drogas latino-americanos sem coração (neste caso, um sujeito que está se aposentando, interpretado por Luis Tosar) e seus capangas sádicos (Jonh Ortiz, parecendo um universitário especialmente desarrumado). O caso requer uma operação secreta elaborada, baldes de dinheiro e os melhores barcos e aviões que os contribuintes de Miami podem pagar. Não é verdade, é claro. O orçamento do Departamento de Polícia de Miami, no ano fiscal de 2005, foi em torno de US$ 100 milhões (ou cerca de R$ 220 milhões), uns bons US$ 50 milhões (cerca de R$ 110 milhões) a menos que o custo de produção de "Miami Vice".

    A ação pula do Paraguai para o Haiti, da Colômbia para Cuba (personificada, como de costume, pela República Dominicana), onde Crockett e sua amiga aparecem para coquetéis após o trabalho. A mistura de perigo, glamour e profissionalismo do filme vem do conceito central da série, que imaginou um par de policiais urbanos que se vestiam, se pareciam e agiam como astros de cinema.

    Depois da série se tornar um sucesso, verdadeiros astros do cinema ocasionalmente faziam visitas. Ainda assim, os velhos Crockett e Tubbs, interpretados por Don Johnson e Philip Michael Thomas, carregavam muita
    bagagem: divórcios, morte de sócios, Vietnã e o Departamento de Polícia de NY. Suas novas personalidades, por outro lado, são leves, sem histórias passadas para pesar no filme. Exceto por algo sobre o pai de Crockett e os Allman Brothers, que explica o bigode de Farrell, e talvez seu sotaque peculiar.

    Quando o programa fez sua estréia, em 1984, Johnson era um ator ultrapassado, o que ajudou a dar a seu personagem um elemento de desapontamento e cansaço. Na versão para o cinema, porém, são usados astros de cinema de verdade, que comandam a atenção simplesmente permitindo que a câmera recaia sobre eles. Fox, dissimulado, taciturno e naturalmente carismático, certamente preenche os requisitos, assim como Gong, uma deusa do cinema global, cujas palavras o público ouve mesmo que não as entenda. Se há justiça no mundo, Harris (que também pode ser visto neste verão em "Piratas do Caribe") entrará para seu patamar em breve.

    Farrell, entretanto, é um astro de cinema apenas no sentido em que Dick Gephardt é presidente dos EUA. Ele sempre pareceu melhor impresso em papel e conseguiu alguns endosso -de Oliver Stone, Joel Schumacher e Terrence Malick, entre outros- mas nunca aconteceu de verdade. Aqui ele espreme os olhos e se contorce para transmitir emoção e relaxa o lábio inferior para sugerir desejo, preocupação ou profunda contemplação, mas apesar de sua boa aparência não tem aquela qualidade misteriosa que chamamos de presença.

    O roteiro de Mann tem sua quantia de frases tolas ou cansativas, mas elas realmente só soam assim na boca de Farrell. (Ele disse realmente "Sou louco por mojitos"? Meu Deus!) Quando não está na tela, você não sente falta dele; quando está, sua atenção busca logo outra pessoa ou outra coisa. Gong Li. Um barco. Um raio iluminando o céu úmido de verão.

    Ainda assim as falhas de "Miami Vice" ficam apenas no final de sua grandeza. De certa forma, é um filme inteiramente gratuito: a influência da série original pode ser vista em qualquer filme de perseguição de carro e tiroteios, de "Homens Malvados" a "Homens Malvados II". Não há muito a acrescentar. Mas a irrelevância desse projeto torna a devoção quixotesca de Mann perversamente heróica. Não era um trabalho que precisava ser feito, mas ninguém poderia tê-lo feito melhor.
     
  17. Engethor

    Engethor Son of Jango

    "Homens Malvados" e "Homens Malvados II" seriam o quê, as versões dubladas de Bad Boys e Bad Boys II ? :roll:

    É, e o crítico não gosta mesmo do Farrell.
     
    Última edição: 28 Jul 2006
  18. Tisf

    Tisf Delivery Boy

    Nossa, é verdade o tradutor foi bizarro nessa :lol:

    Eu achei que o jornal queria dar um sentido de filme "x" e "y", tipo genéricos do gênero
     
  19. Engethor

    Engethor Son of Jango

    btw, o crítico foi completamente sem imaginação na hora de falar dos filmes influenciados pela série dos anos 80. Em vez dele dizer algo como "de Bad Boys a <inserir filme genérico do Denzel Washington> " parece q deu pane mental nele. Deve ter sido algo assim: De Bad Boys a... hum... vejamos... que dificuldade... ahá, Bad Boys II
     
  20. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    Foi uma piada.
     

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