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Matemática é para meninos. É mesmo?

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 17 Mar 2011.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

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    É fácil notar a predominância dos homens nas Olimpíadas de matemática. Nas classes dos cursos de Exatas, como engenharia e estatística, e, claro, nas carreiras que exigem domínio dessas áreas ditas “duras” de conhecimento.

    Antes simplesmente de assumir que o cérebro feminino gosta menos da matemática – e da física, e da química – do que o masculino, devemos nos perguntar: será que estamos afastando as meninas dos números?

    Estava conversando outro dia com uma amiga e ela me disse que a mãe sempre dizia para ela que matemática era difícil, que ela iria ver, quando entrasse na escola. Para o irmão, a mesma mãe não falava nada porque, afinal de contas, “meninos se dão bem com números”.

    Até poderia ter sido diferente, mas essa minha amiga pegou uma antipatia pelas Exatas – e ela está longe de ser a única. Um estudo da Universidade de Washington divulgado nesta semana mostra que crianças de apenas 5, 6 anos de idade já identificam uma divisão: matemática é para os meninos. Isso tem reflexos lá na frente: menos meninas em carreiras que envolvem as ciências exatas, inclusive dentro das universidades, fazendo pesquisa. E, claro, afeta também os meninos: eles acabam ficando de fora das carreiras que envolvem maior habilidade em português porque, assim como as meninas, recebem mensagens desencorajadoras sobre sua capacidade de escrever e expressar emoções, por exemplo.

    O estudo americano avaliou as respostas de 247 (126 meninas e 121 meninos) estudantes do ensino fundamental da cidade de Seattle. Quanto mais rápido os estudantes relacionavam nomes de meninos e de meninas com palavras ligadas a matemática e a leitura, maior era o estereótipo de gênero entre os alunos. Já na segunda série (algo como o nosso primeiro ano), os meninos associavam matemática com seu próprio gênero e as meninas ligavam o assunto ao sexo oposto.

    Mas como crianças tão novas chegavam a essa conclusão? Segundo os pesquisadores da Universidade de Washington, os estereótipos culturais são parte importante da explicação. A falta de interesse das meninas pela matemática pode vir das mensagens da sociedade de que a matéria é mais masculina.

    Dario Cvencek, líder do grupo que fez o estudo, conta que na antiga Iugoslávia, onde nasceu, não havia esse tipo de mensagem – e, por isso, não havia nenhuma falta de intimidade das meninas com a matemática.
    diz.

    Até conversar com minha amiga e ler sobre essa pesquisa, eu nunca tinha parado para refletir sobre esse assunto. Acabei seguindo jornalismo (que tem muito mais português do que matemática) e não me lembro de mensagens – explícitas ou implícitas – me dizendo que matemática era só para menino. Mas esse é o tipo de coisa de que a gente não se lembra. Só percebe lá pela sexta série que odeia trigonometria e preferia fazer análise sintática a resolver aqueles problemas de álgebra!

    Você, leitor ou leitora, já tinha parado para pensar sobre isso? Acha que seu gosto ou desgosto pela matemática foi influenciado pelo seu sexo?

    Se você tem filhos, já parou para pensar se está passando adiante esse estereótipo de que os números são para os meninos e as palavras, para as meninas?
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  2. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Muitas profissões na área de exatas sempre foram dominadas pelos homens, como a Engenharia e a Física.

    Mas isso não quer dizer que todas as mulheres não gostam de matemática, mas tradicionalmente elas sempre priorizaram outras profissões, ficando exatas em segundo plano.
     
  3. Rodrigo S

    Rodrigo S Banned

    Puro esteriótipo mesmo. Tirando raras excessões, todo mundo pode ser bom em matemática, independente do sexo, basta se dedicar.
     
  4. *Ceinwyn*

    *Ceinwyn* Ogra rosa

    Esse estereótipo é de matar mesmo. E acho que a pesquisa não está tão fora de propósito não. Por mais bizarro que seja, acho que meio que somos inclinados sim pela nossa cultura de gênero. Eu sempre vi a estranheza com que uma guria de exatas é tratada. A não ser que seja administradora ou professora de matemática. Aí é normalzinho.
    E pensando nas minhas professoras de matemática e de química, as de químicar eram as mais "masculinas" - bem de acordo com os papéis de gênero que aparece nessa pesquisa.

    Agora vindo pro meu lado pessoal, adorava matemática no primário. Não sei porque fui cair em outro estereótipo bobo - o de que ou vc gosta de exatas ou de humanas. Resultado: burra velha tô querendo recuperar as minhas exatas perdidas :( Pelo menos antes tarde do que nunca.
     
  5. Fernanda

    Fernanda Andarilho de Eriador e

    A escola do meu filho tinha xadrez ou artes como "optativa". A diretora da escola simplesmente colocou os meninos para fazer xadrez e as meninas para fazer arte.

    Adivinha qual a única mãe que chamou isso de sexissismo na 1a reunião que rolou?

    A grande maioria achou isso absolutamente normal. Uma ou outra concordou comigo depois que eu falei, mas não tinham parado para pensar.

    Eu me formei em ciências da computação, somando os 8 períodos havia 120 alunos, só 20 mulheres.
     
  6. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Você é jovem e está se autodepreciando sem necessidade. Nunca é a tarde pra se aprender e aventurar em novas áreas.
     
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  7. *Ceinwyn*

    *Ceinwyn* Ogra rosa

    Não é questão de me autodepreciar. É só arrependimento mesmo, junto com um pouquinho de drama bobo. E estou resolvendo isso nas folgas :)
     
  8. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Eu no meu caso depois de mais 25 anos estudando e sempre me aperfeiçoando em eletro-eletrônica só agora recentemente descobri uma nova paixão: o turismo do qual comecei a me interessar e começar a estudar, mas nem por isso me arrependo de tudo que estudei na outra área. Coisas que acontecem.
     
  9. Rodrigo S

    Rodrigo S Banned

    Então Fernanda, não fique chateada com isso. Eu diria que, dessa sociedade extremamente viciosa em que vivemos, devemos sempre esperar o pior mesmo. Mesmo assim, você agiu brilhantemente. O importante não é termos apoio ou sermos reconhecidos por nossos atos ou pensamentos mas fazermos a coisa certa segundo nossa ética. Claro, desde que se tenha uma ética virtuosa.
     
  10. *Ceinwyn*

    *Ceinwyn* Ogra rosa

    Non non, não é arrependimento do que já estudei em humanas. Humanas é minha paixão, especialmente história. Preciso quase como de ar. Arrependimento nesse caso é de ter feito essa escolha boba na escola. Mas nada que não possa resolver. Afinal, como você bem lembrou, sou nova e tenho tempo ao longo da vida pra estudar o que tiver vontade :g:
     
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  11. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Pode sim existir predominância sexualmente determinada da predisposição de algumas habilidades humanas.

    Mas para mim é muito evidente que o amadurecimento individual e a cultura exarcebam qualquer diferença, tenha ela qualquer origem.

    O amadurecimento individual faz com que as pessoas retroalimentem com ganho maior as habilidades em que elas se destacam, mesmo que a diferença seja ínfima - culpa do tal prazer em se fazer algo. Com o passar do tempo, a pessoa se destaca em algo e deixa todo o resto pouco desenvolvido, por desinteresse.

    Por último e mais importante, nesse caso, o mecanismo cultural de ditadura da maioria. Se, das x pessoas com mais habilidade matemática, 55% são homens e 45% mulheres, os primeiros, para manter seu poder e firmar uma exclusividade sobre a área, começam a afirmar aquele universo como algo pertencente ao mundo masculino, e a ostracizar e estigmatizar as meninas que procuram o mesmo. A proporção torna-se, em poucas gerações, 9 para 1. Claro que as mulheres e outras divisões culturalmente importantes também fazem isso em seus próprios campos.

    Muitos homens heterossexuais seriam, certamente, excelentes estilistas ou cabelereiros voltados para o público feminino. Mas pra que eles vão entrar, é coisa de bicha!

    E, por último e não menos importante. Na verdade talvez o mais importante de tudo. Matemática, sintaxe, biologia, biblioteconomia, filosofia e análise do discurso são apenas categorizações inventadas pelo próprio ser humano, em sua mania de dividir e classificar que teve o apogeu na Revolução Industrial. Não vejo lá muita diferença cognitiva entre analisar a concordãncia nominal e resolver uma equação diferencial parcial de segunda ordem.

    O contexto é que muda.
     
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  12. Lyvio

    Lyvio Usuário

    Acho que a predominância não é sexual mas um pouco de genética entra ai, meu pai e minha mãe são respectivamente das áreas de humanas e saúde, e sempre me disseram ter dificuldade em matemática. Além de mim muitas outras pessoa que conheço se identificam com essa situação.

    Por outro lado, o outro grupo que se entende na área de axatas na grande maioria os pais também se identificam nessa área. Lógico que há muitas excessões, mas como foi falado no texto da pesquisa é meio que cultural essa coisa de "matemática é pra meninos" Não só nos EUA mas também no Brasil é facil perceber isso.

    Eu sempre tive sérias dificuldades em Física, Quimica e Matemática. Português eu era regular, mas História e Geografia eu era excelente.
     
    Última edição: 21 Mar 2011
  13. Excluído045

    Excluído045 Banned

    Sempre entendi meninas melhores em matemática. Vai entender...

    Bom, nunca é tarde, eu acho. Eu odiei Física por anos, hoje tenho os 5 volumes do livro do Moyses e estou adorando re-estudar Física.
     
  14. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Nussenzveig?
     
  15. Excluído045

    Excluído045 Banned

    Adir Moysés.
     
  16. Éomer

    Éomer Well-Known Member

    Matemática nunca foi meu forte no colégio. Sempre me sai melhor em matérias como História, Literatura e Biologia. Mas dentro da Matemática geometria era uma exceção. Sempre gostei de Geometria.
     
  17. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Cuidado pra não ter uma visão obtusa demais do lado feminino, se é que me entende? :mrgreen:
     
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  18. Pim

    Pim God, I love how sexy I am!

    Essa é a maior balela que existe.

    Quem me deu aulas de Matemática de modo mais genial foi uma mulher (coincidentemente chamava Patricia também) que fez graduação em Matemática Pura. Eu sempre fui ótima com os números porque no meu colégio não tinha essa separação sexista. Com 13 anos eu fui o 5º lugar na fase estadual da Olimpíada de Matemática do Estado de São Paulo, ficando apenas atrás de 3 meninos e outra menina, e do 6º ao 8º lugares a classificação também foi de garotas, ou seja, estatisticamente o fato está indo em direção oposta ao proposto. Depois disso ainda fui fazer faculdade de Matemática, onde a proporção homem/mulher era 50%/50%.

    Essa separação está mais na cabeça dos antigos do que no gosto das crianças... E te garanto que ela vem caindo, graças a Deus!
     
  19. Thalion

    Thalion Mas que puxa!

    Moysés é sacanagem... Não sei como você pode adorar estudar Física com ele. Até o Halliday, que é uma porcaria, é melhor.

    mas enfim, aqui na minha facul só tem exatas, é dá pra perceber que está crescendo a presença feminina em todas áreas.
     
  20. Excluído045

    Excluído045 Banned

    Eu não gosto muito também, nem dele nem do Halliday. Mas meio que me foi 'forçosamente indicado' e estou querendo terminar esses livros e os exercícios pra passar pra outra coisa, talvez o Calçada. Disseram-me que é muito bom...
     

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