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Manoel de Barros

Tópico em 'Autores Nacionais' iniciado por Lethaargic, 23 Fev 2009.

  1. Lethaargic

    Lethaargic Usuário

    A Poética da Reinvenção

    O motivo central dessa edição é uma investigação acerca de determinados recursos estilísticos e explorações semânticas que se comportam como elementos recorrentes na escritura do poeta Manuel de Barros, (natural de Corumbá, Mato Grosso - 1916) cuja projeção nacional se deu a partir dos anos 1980, mas que, de há muito, já vinha chamando a atenção dos críticos e dos analistas acadêmicos, especialmente por conta de uma dicção própria, concentrada, de modo mais intenso, na captação das coisas simples do dia-a-dia, mesmo que estas nem sempre comportem a atmosfera do que a tradição acostumou-se a identificar como inerente ao material poético.

    Carlos Augusto Viana
    Editor


    O trabalho de Manoel de Barros, trata-se, portanto, de uma poesia intrigante, desafiadora e, sobretudo, inaugural. Seus livros já antecipam a estranheza poética nos próprios títulos, tais como: ´Poemas concebidos sem pecados´ (1937), ´Face imóvel´ (1942), ´Compêndio

    para uso dos pássaros´ (1961), ´Gramática explosiva do chão´ (1969), ´Arranjos para assobio´ (1983), ´livro de pré-coisas´ (1986), ´O guardador de águas´ (1989), ´O livro das ignorãças´ (1993), ´Livro sobre o nada´; (1996), ´Retrato do artista quando coisa´ (1998), dentre outros. Percorrermos, assim, um dos múltiplos caminhos desse poeta lavrador que colhe do chão as palavras.

    Se, em João Cabral de Melo Neto, havemos a identificação da palavra com a pedra, isto é, a idéia de uma aprendizagem do poeta no sentido de tirar lições da pedra: com esta podendo aprender a exatidão da forma, a impassibilidade, a resistência à porosidade, sendo, portanto, impermeável a sentimentalismo, sob a severidade das rimas toantes; em Manoel de Barros, se sedimenta a concepção da palavra como um organismo vivo: a palavra-vegetal, a palavra-animal:

    Para entrar em estado de árvore é preciso
    partir de um torpor animal de lagarto às
    3 horas da tarde, no mês de agosto.
    Em dois anos a inércia e o mato vão crescer
    em nossa boca.
    Sofreremos alguma decomposição lírica até
    o mato sair na voz.


    ou, quando não, a palavra-mineral - mas esta, ao contrário da palavra-pedra em João Cabral, extática e impassível, anuncia-se portadora de anima:

    Adoecer de nós a Natureza:
    - botar a aflição nas pedras.


    Como se vê, a palavra, enquanto morada do poético, imprime-se como a marca fundamental da criação literária de Manoel de Barros. É daí que resulta a sua poesia, ou seja, do seu próprio cotidiano com as palavras, estabelecendo entre elas novas relações, produzindo efeitos novos, para, assim, poder extrair a forma oculta que se toda forma abriga. Tudo nele é preocupação com a linguagem, ´uma vontade de recuperar a virgindade das palavras. A sua atitude de casar uma palavra já gasta com outra também gasta parece produzir a primeira vez de uma palavra´. (Barbosa, 2003, p.17) Nesse sentido, o poeta busca não apenas simples relações semânticas, pois, mais que isso, aspira às ressonâncias, aos ritmos inefáveis, às inumeráveis sensações:

    Mas eram coisas desnobres como intestinos de moscas
    que se mexiam por dentro de suas palavras.
    Gostava de desnomear:
    para falar barranco dizia: lugar onde avestruz
    esbarra.
    Rede era vasilha de dormir.
    Traços de letras
    que um dia encontrou nas pedras de
    uma gruta, chamou: desenhos de uma voz.
    Penso que fosse um escorço de poeta.


    A poética de Manoel de Barros se enquadra na categoria daquelas coisas que, segundo Santo Agostinho, existiam para ser desfrutadas, isto é, prazer em si mesmo. Nesse sentido, o discurso é elaborado a partir de um entrelaçamento de palavras para que desemboquem sempre num jogo de pensamento, do qual se depreende o inesperado ou a estranheza:

    Desinventar objetos.
    O pente, por exemplo.
    Dar ao pente funções de não pentear. Até que
    ele fique à disposição de ser uma begônia. Ou
    uma gravanha.
    Usar algumas palavras que ainda não tenham
    idioma.


    Eis o universo de Manoel de Barros: a invenção. Ou reinvenção. Há, em toda a sua construção poética, o gosto pelo desvio ou o gozo de palmilhar o não-sabido. Persegue, sobretudo, o nada, pois é daí que espera extrair a essência do que desconhece. Trata-se, a rigor, de uma aprendizagem às avessas: desaprender para, assim, ter condições de que apalpar o invisível; desse modo, ignorando as coisas pode, enfim, reencontrá-las.

    A primeira parte do Livro das Ignorãças tem como título ´Uma didática da invenção´, e a epígrafe bem sintetiza os poemas: ´As coisas que não existem são mais bonitas´, isto é, a poesia habita o gênesis, daí a reiteração dos exercícios de metalinguagem, uma vez que a poesia quer conhecer a si mesma, anseia deparar o que havia na imagem antes que esta se revelasse. Memória e aprendizagem se inter-relacionam. Em Manoel de Barros ocorre, exatamente, aquela epifania drummoniana do ´esquecer para lembrar´:

    Então se a criança muda a função de um
    verbo, ele delira.
    E pois.
    Em poesia que é voz de poeta, que
    [ é voz de poeta, que é a voz
    de fazer nascimentos -
    o verbo tem que pegar delírio.


    Nesse excerto, - como em tantos outros - observa-se que as palavras gravitam as altas zonas da linguagem, à semelhança dos pontos privilegiados que a magia discerne e une misteriosamente no mundo: a ´criança´, ao mudar ´a função de um / verbo´, não delira, mas, sim, o próprio ´verbo´, tocado, agora, pela transformação; por isso, o poético reside em ´fazer nascimentos´, em entregar as palavras ao delírio.

    Insetos que se arrastam, árvores que voam, arbustos que cantam - tudo isso implica, na poética de Manoel de Barros, o desdobramento de imagens que comunicam a revelação. As palavras se movem no poema, e o leitor nunca se cansa de se surpreender; a poesia concretiza, pela força da imaginação, o pensamento especulativo no próprio âmago do espírito:

    Para entender nós temos dois caminhos:
    [o da sensibilidade que é o entendimento
    do corpo;
    e o da inteligência que é o entendimento
    do espírito.
    Eu escrevo com o corpo.
    Poesia não é para compreender,
    [mas para incorporar.
    Entender é parede; procure ser árvore.


    Nesse exercício de metalinguagem, o poeta aborda, com extrema agudeza, a problemática do que a poesia comunica, cuja natureza, como se vê, é, essencialmente, inefável. O estado poético, portanto, comporta a desintegração das coisas, a decomposição da crosta que as envolve: ´Desaprender oito horas por dia ensina os princípios´. Em outras palavras, o estado poético consiste em mergulhar no avesso das coisas, em descascar o que há muito já se encontra cristalizado pela cultura. Ser poeta é inverter. Ser poeta é transgredir:

    No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava
    escrito:
    poesia é quando a tarde está competente para
    dálias.
    É quando
    ao lado de um pardal o dia dorme antes.
    Quando o homem faz sua primeira lagartixa.
    É quando um trevo assume a noite
    e um sapo engole as auroras.


    Das imagens do ´dia (que) dorme antes´; da ´tarde (que) está competente para / dálias´; do ´sapo (que) engole as auroras´, brota o estado poético que o autor inscreve em cada um de nós - os leitores. Todos nos tornamos, então, cúmplices dessa música, do encantamento que suscita. Os seres, as coisas, os sentimentos saem, subitamente, de sua existência ordinária em direção ao indefinível - e o que conhecemos muda, magicamente, de valor. Tudo se converte em música. Não uma música qualquer, mas uma outra que percorre todos os nossos sentidos e nos solicita por inteiro:

    Insetos cegam meu sol.
    Há um azul em abuso de beleza.
    Lagarto curimpãpã se agarrou no meu remo.
    Os bichos tremem na popa.
    Aqui até a cobra eremisa, usa touca, urina na fralda.
    Na frente do perigo bugio bebe gemada.
    Periquitos conversam baixo.


    Eis, em síntese, o discurso literário de Manoel de Barros, de que se evola um universo singularmente harmonioso, uma vez que tal harmonia advém da própria poesia, que nos torna ressonantes e consoantes com ela. Um universo que permanece em nós, exatamente porque não nos é imposto, mas tão-somente sugerido. É o sonho que emana de uma percepção.

    Texto de Carlos Augusto Viana
    -

    Este texto fala tudo que é necessário saber antes de pegar um livro deste inusitado autor. Ele é do Centro Oeste, para ser mais específica, nasceu em Cuiabá/MT, no Beco da Marinha, e ainda novo mudou-se para Corumbá/MS. 24 livros publicados no Brasil, e mais três no exterior (Portugal, França e Espanha). Sempre cobrado nos vestibulares e estudado na maioria das escolas. Quem nasceu no estado de Mato Grosso do Sul ou no Mato Grosso, sabe pelo menos um pouco sobre ele.
    Um autor que opta pela beleza da simplicidade. Com versos curtos, ele cria uma poesia de fácil leitura, que mesmo com toda facilidade das palavras, te provoca uma boa reflexão.
    Fora dos dois estados citados acima, poucas pessoas o conhecem, então além de abrir um espaço aqui no Meia para falar sobre as obras de Manoel de Barros, deixo minhas recomendações. Para quem nunca leu nada dele, minha dica é começar com Memórias Inventadas - A Segunda Infância.

    Outra coisa bacana sobre o Manoel é o efeito que os livros dele tem sobre as pessoas. Experimentem escrever uma poesia, texto, frase, qualquer coisa, ao terminar a leitura de uma obra dele! A escrita fica bem próxima da do autor. Exemplo disso é um texto de Arnaldo Jabor:

    Escrevo hoje um artigo sobre quase nada

    O poeta Manoel de Barros lançou um novo livro: "Livro sobre Nada" é o nome. Esse surrealista-minimalista- pantaneiro, poeta das insignificâncias, dos detritos, descobre dramas na vida dos caramujos e nos ovos de formiga e faz os sapos do lodo denunciar nossa fragilidade. Leia este seu poema antigo, onde a morte de uma lacraia furada de espinho tem a pungência da morte de Isolda: "Chega de escombros, centopeia antúria!
    Estrepe enterrada no corpo, a lacraia se engrola rabeja rebola suja-se na areia floresce como louca.

    Gerânios recolhem seus anelos.
    Está longe o horizonte para ela!"


    Pois esse poema extraordinário lembrou-me um crime que eu tenho de confessar. Eu o cometi há um ano. É o seguinte: eu matei uma lesma no muro de meu jardim. Isso não é nada, dirá você.
    Pois, se não é nada, eu hoje escrevo sobre nada, porque essa ocorrência banal que parece a culpa ridícula de um "eco-chato" ainda não me saiu da cabeça. Volta e meia eu penso na lesma, minha vítima.
    Vamos aos fatos. As chuvas trouxeram muita umidade ao meu quintal, feito de bananeiras e buxos, onde uma estátua de Ceres se recobre aos poucos de limo. Essas súbitas águas devem ter irrigado a "ínfima sociedade" dos bichos ocultos nas gretas do jardim, pois deram para aparecer grandes lesmas que se puseram a traçar riscos de madrepérola no muro do quintal.
    Sempre tive um certo horror das lesmas, com sua lentidão inútil, seu ritmo obstinado que nos lembra os outros bichos que nos comerão, que imitam os movimentos sem rumo de nossa vida absurda.
    Essa lesma não era um bicho nojento, mas uma grande e negra com estrias amarelas nas costas e dois chifrinhos orgulhosos, como uma lesma de desenho animado. Mas, me provocou um horror inesperado. Será que meu asco saía da infância profunda, vinha de um nojo sexual qualquer? Eu me lembro de um analista que disse que só temos nojo do que queremos comer. Meu horror da lesma viria de uma antiguíssima fome de 1 bilhão de anos atrás, quando moluscos e vermes nos alimentavam?
    O que sei é que a lesma me irritava muito, uma intrusa em meu muro. Para onde ela ia, afinal? Por que não me incomodavam as formigas, os sabiás gordos e egoístas a quem eu até atirava arroz e bananas? A presença daquele lento "vaginulídeo" era insuportável. Ela não podia ficar ali, quebrando meu mundo de harmonia, meu quintal planejado: arbustos, passarinho, bananeiras, estátua.
    A lesma me jogava na pré-história, no período cambriano, quando os bichos escrotos nasceram; ela questionava que o jardim fosse minha propriedade privada, mostrava como era vago meu direito a esta vida correta, esta arrogância de humano, esta gravata, estas roupas, enquanto ela, toda nua, negra, estriada de amarelo, subia no meu muro.
    Eu conheço bem a agitação das lagartixas nos banheiros, nas frinchas da casa. As vejo até com simpatia. A lagartixa te respeita, percebe elétrica tua presença, foge, te teme. A lesma, não. Ela te ignora, desatenta, em outro mundo denso e remoto. Ela te exclui.
    A lesma é "snob". A lesma era meu perigo, minha morte, a prova de minha fragilidade; o ritmo da lesma traía minha ansiedade, meus projetos, meu nascimento do nada.
    De onde surgira aquele monstro sem infância, sem ovo, sem pai nem mãe? De onde, aquela auto-suficiência? De onde, aquela certeza de rumo? Que bússola ela usava? De onde, aquela convivência tão íntima com meu muro, como se os dois fossem feitos um para o outro? Como ela ousava me ignorar tanto? Por que meus sabiás não a atacavam a bicadas? Por que minhas formigas não a carregavam em funeral para o buraco? Por que ninguém fazia nada?

    (Você já vê que minha loucura vai adiantada. Que vou fazer?
    Tenho de contar meu crime.)


    Pois bem: entenda que eu não era apenas um pequeno burguês em crise pela invasão da lesma. Eu estava angustiado com aquele ser sem história, ali diante de mim. Devo dizer que eu tinha sofrido naqueles dias pequenas humilhações, o que seria uma atenuante para meu gesto. Mas, em nome na verdade, eu tenho de confessar sem vacilos que o que eu queria mesmo era matar a lesma, sem motivo, só para vê-la morrer ali na minha frente, para curtir o prazer desse ato violento.
    Deu-me um intenso desejo de exterminar aquela forma de vida, tirá-la de minha parede como se eu fosse o deus da lesma, o seu destino, sua "moira". Eu queria era pronunciar o "fatwa" da lesma, eu, tão civilizado, tão castrado de instintos, com minha violência escondida. O quintal ficou mais silencioso, enquanto eu me decidia. Os sabiás não cantavam; estariam me observando?
    Então, com o coração batendo forte, eu fui até a cozinha.
    Disfarçadamente, querendo ocultar meu gesto da empregada, peguei rapidamente no armário um grande punhado de sal grosso (me disseram uma vez que o sal dissolve as lesmas num ferver venenoso, que o grande inimigo dos rastejantes é o sal).
    Em seguida, levando o punhado de sal, voltei ao quintal, excitado como para um encontro de amor. Fui devagar até o muro, onde a lesma fazia seu trajeto paciente e esforçado. Ela já ia alta, como uma operária, como um atleta, um alpinista sério, concentrado em seu destino. Eu também me concentrava, na tocaia, e tremia de emoção.
    E então atirei-lhe o punhado de sal no dorso. Por um instante, ela ficou coberta do pó branco; em seguida, eu vi tudo acontecer. Ela parou por um instante. Depois, (eu juro que é verdade, na medida em que alguma verdade posso conhecer, se é que minha verdade serve para interpretar a dela) a lesma virou o corpo para trás, despegando-se do muro na parte superior de sua engrenagem, e se estirou mais ainda como uma luneta mole me procurando.
    Então, por um breve segundo, ela me achou. Fixou os dois chifrinhos em cima de mim e me "olhou". A lesma me "olhou", sem raiva, sem dor, ela me olhou com a imensa surpresa de saber de onde viera aquela praga de Deus. E por um "angstrom" de um segundo, como um raio frio, como um bater de cílios, houve um contato entre mim e minha vítima. Só nós dois e, entre nós, um tremor de 1 bilhão de anos.
    Mas, foi só por um instante, quase nada, pois o sal começou a ferver seu corpo e ela se desprendeu do muro, caiu pesada e sumiu entre as plantas rasteiras, morrendo, certamente.
    No muro, só ficou a madrepérola do seu rastro: azul-pavão, cintilações rosas, um visgo ocre, marcando sua passagem pela vida. Como escreveu Manoel de Barros, "estava longe o horizonte para ela!" Até hoje, está lá no muro a marca do meu crime.
    Espero que as chuvas a apaguem, mas já faz muito tempo e nada sumiu.
    Para mim também está mais longe o horizonte.

    -
    Um dos trechos que mais gosto dele é do Livro das Ignorãças:
    Ando muito completo de vazios.
    Meu órgão de morrer me predomina.
    Estou sem eternidades.
    Não posso mais saber quando amanheço ontem.
    Está rengo de mim o amanhecer.
    Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.
    Atrás do ocaso fervem os insetos.
    Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu destino.
    Essas coisas me mudam para cisco.
    A minha independência tem algemas.


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    , encontram-se alguns poemas do livro Retrato do Artista Quando Coisa, para quem quiser dar uma olhada.
     
  2. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Lethaargic, sabes que tive um livro de Manoel de Barros, que eu não sabia onde colocar (aquele lance de organização), até que doei sem ler. E fiquei com culpa, tanto que vi seu post e vim saber do que tratava. Estou grata em conhecer esse moço através de seu esforço, aliás muito bem-vindo. Tive em minhas mãos o trabalho delicado dessa criatura e... Preconceito, confesso. Eu pensava que ele era um político e naquela época, bastava ser um político para eu considerar a criatura um imprestável.
     
  3. Lethaargic

    Lethaargic Usuário

    Poxa, devia ter lido! Os livros dele têm alguma coisa de especial, toda vez que leio fico mais tranquila.
    Penso seriamente em fazer uma promoção aqui no Meia com algum livro dele como prêmio (:
     
  4. aces4r

    aces4r Usuário

    E o cara é originalíssimo. Já 6 livros dele, e elrei todos os que faltam, se for possível.
     

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