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Mangá made in Brazil: por que eh tão difícil de vingar?

Tópico em 'Anime & Mangá' iniciado por Elring, 16 Jun 2005.

  1. Elring

    Elring Depending on what you said, I might kick your ass!

    Se você pensou em Holy Avenger, Ethora ou Tsunami, parabéns! Mas infelizmente o assunto que quero discutir eh a ausência de historias que se passem aqui no Brasil ou que sirva de pano de fundo para mostrar nossa cultura como os japoneses o fazem. Desde que aconteceu o boom de animês e mangas no país pensei que finalmente veria revistas no estilo manga com enfoque em nosso cotidiano, mas não aconteceu. Realmente, eh muito difícil produzir quadrinhos no Brasil, mangá então nem se fala! Mas fico um pouco chateado ao ver que não há nos mangás que são feitos aqui qualquer referências ao nosso país. "Mas já existiu sim" alguns irão dizer, mas o que deu certo foram enredos do genero fantasia ou ficção. Nossa historia eh tão pobre que não valha o esforço? Cotidiano escolar, namoros ou fatos historicos do Brasil são menos interessantes doque os do Japão? Esta mais do que na hora de mostrarmos nossa cultura na forma de mangás e, quem sabe, revelar um Brasil que os leitores de lá não conhecem! Valeu!!! :lol:
     
  2. Regente

    Regente Serenity Painted Death

    :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol:

    Sim. :wink:
     
  3. Elring

    Elring Depending on what you said, I might kick your ass!

    O grande mérito das histórias japonesas são as misturas superpoderes em jovens rejeitados e as consequëncias que eles trazem quando passam a utiliza-los. Se retirar estes pontos verá que todo o cotidiano está la. Familias, busca por afirmação, relacionamentos e medos. Nada diferente daqui. O que falta eh alguém que transforme nossa realidade em algo fantástico, seja com super poderes ou mechas de combate. Garanto que terá belas surpresas ao ver sua cidade ou bairro onde mora vista pelos olhos de um mangáka brasileiro! 8-)
     
  4. Solas na Gealaí

    Solas na Gealaí Cult Ginger

    Bem, na minha visão simples da coisa, o que acontece talvez seja que ninguém quer ver o cotidiano daqui... vai entender o porque, mas talvez seja isso. O pessoal já vive, pra que ler isso em quadrinhos? Eu já ouvi uma afirmação do tipo! Ou a maioria do povo ainda tem aquela idéia absurda de que os produtos importados são melhores do que os nacionais... Acho tudo de bom quando as coisas acontecem em um lugar que eu conheço, com situações que vivemos. É bem o que você falou, é essa a essencia do mangá, as situações cotidianas, os medos que as personagens enfrentam, a insegurança, amor, amizade, tudo o que na realidade passamos, só que com efeitos fantásticos dando um toque a mais à história. É isso que faz com que o mangá seja tão forte lá no Japão. E é isso que talvez a maioria nao tenha entendido aqui.
    O mercado japonês tb é muito dificil, uma vez eu assisti uma palestra acho q foi em um dos Animecons que eu fui, falando o quão os japoneses são fechados para os mangás que são de fora do país deles. Absurdo. Acaba desanimando muita gente!
    Mas tudo bem. Quem sabe um dia a coisa muda e finalmente haja algum mangá beeem brasileirão que vingue e acabe abrindo portas de verdade para outros? Vou estar na torcida ^_^
     
  5. Lord Seth

    Lord Seth Banned

    Apenas um adendo: todos esses títulos foram cancelados devido suas baixas vendas.
    Holy Avanger está sendo republicado mas não se pode dizer que ele seja um sucesso ou mesmo que tenha "emplacado", devido sua baixíssima tiragem e seu desconhecimento por parte do grande público.

    Na verdade o leitor de banca não gosta de quadrinhos didáticos, intelectuais ou enaltecedores desta ou daquela cultura.
    O leitor de banca pega o gibi e se diverte pelo ineditismo do tema, pela novidade do desenho e pelo grau de diversão que ele proporciona.

    Não hja leitores de banca que compram gibi por identificação cultural e nem visando o enaltecimento do Brasil.

    Os fãs de mangá, que são uma minoria, também não representam um peso significativo nas vendas.

    As editoras Conrad, JBC, Panini e Mythos se recusam a publicar material nacional devido aos desastres anteriores efetivados por Comborangers, Brasimon e outras tantas tragédias.

    Eventualmente a Mythos está soltando Holy Avanger mas de uma maneira extremamente tímida, já que o gibi não tem uma estrutura profissional, seja no enredo como no desenho, tratando-se apenas de um fanzine de luxo... com todos os erros e deméritos do fanzine.

    Além do mais, os autores nacionais não se interessam, não se preocupam ou não fazem gibis comerciais.
    Cada um apenas quer fazer seu próprio gibi da maneira mais egocêntrica e onanista possível, sem se preocupar com critérios comerciais ou até mesmo ter uma mínima coerência de roteiro.

    Essa falta de preocupação para com o leitor, mais a profunda desinformação do autor de mangá nacional, torna suas produções inadequadas comercialmente e nenhum editor são investe em um gibi cujo autor não saiba falar a lingua dos leitores como um todo.

    Creio que a questão está mais voltada ao desenvolvimento de quadrinhos que carreguem símbolos que o leitor identifique com seu dia-a-dia, ou sua vida social.
    Não é bem uma questão de identidade brasileira pois todos os autores que seguiram nessa direção se tornaram ufanistas, e rapidamente foram rejeitados nas bancas.

    O autor nacional não se interessa pelos leitores.
    Ele/ela quer fazer sua emulação de seu personagem querido, ou quer desenhar como seu autor favorito, cabendo ao leitor gostar ou não.

    Quando deveria ser o contrário, o autor deveria colocar seu talento a serviço do leitor, e não ficar esperando que seu "jeitinho" e seus "olhos azuis" agradem...
    Ou que sua dedicação do tipo "veja como desenho bem, venha comprar meu gibi, eu sou maravilhoso" sirva de alavanca comercial para que seu gibi emplaque.

    Já se foi o tempo do desenhista "lobo solitário".

    Não é função dos quadrinhos revelar nada.
    Não é função de uma mídia popular resgatar identidades de quem quer que seja.

    Uma mídia essencialmente comercial como é os quadrinhos precisa, e deve, visar o comércio.

    Se na proposta da revista entrar algum tipo de resgate disso ou daquilo, isso é algo que cabe ao autor e ao leitor se interessarem.

    Mas certamente fatos históricos são indigestos ao leitor de banca, que não quer ser ensinado de nada, nem ser catequisado.

    Ele quer apenas se divertir, nada mais.

    Se a diversão envolver alguma cultura, tudo bem, mas ela não é o essencial e nem o fundamental.
     
  6. Lord Seth

    Lord Seth Banned

    Não é uma questão de "ninguém quer ver".
    A MANEIRA como é mostrado nosso cotidiano é que é indigesta.

    O autor nacional de quadrinhos na verdade não sabe, nem se interessa em saber, o que é o seu próprio cotidiano.
    E prefere desenhar colegiais japonesas, samurais, robôs guerreiros e seres espaciais do que olhar ao seu redor.

    É uma espécie de feedback cultural, uma regurgitação daquilo que ele/ela tanto ama nos mangás e animes.

    Isso seria interessante como material criativo, desde que houvesem algum tipo de OUSADIA na criação.

    Mas não ha. Porque o autor de mangá nacional é extremamente careta, é extremamente convencional e não quer sair um milímetro que seja da louvação ao seu "deus do mangá" pessoal.

    Alie a isso o medo que o autor nacional sente de ser rejeitado e está feita a tragédia.

    De qualquer forma, é só questão de tirar os olhos dos mangás e dos animes e prestar atenção ao mundo a nossa volta.

    Porém, quando se rejeita o próprio país...

    E com com razão!

    Só que os quadrinhos não podem reproduzir o cotidiano da gente igualzinho.
    Quero lembrar que quadrinhos são obras ficcionais e, por serem ficção, eles precisam do fantástico, do absurdo, do diferente e da crítica para se tornarem mais palatáveis ao gosto do leitor.

    Contudo, o colonialismo mental dos autores de mangá brasileiro fala mais alto.

    E são.
    Especialmente quando o autor nacional quer competir com o material estrangeiro fazendo exatamente o que o japonês faz!
    Aí não tem dúvida, o leitor de banca vai sempre preferir Dragon Ball a Holy Avenger.

    Por isso o autor nacional tem que deixar de lado a bajulação do material japonês e ir buscar no fundo do Brasil a resposta para poder agradar o próprio brasileiro.

    Para que tudo isso seja exposto num gibi, é preciso que seu autor tenha, no mínimo, lido a respeito.

    Um gibi é feito de 98% de texto e 2% de roteiro.
    Se o autor nacional não lê nada, não pesquisa nada, não cria nada a não ser cópias do material japonês, evidentemente que, quando confrontado com o material importado, o desenho que ele faz pode até ser competente...
    Mas em termos de roteiro ele leva uma surra tremenda e nunca mais volta às bancas.

    E como se fazer um bom roteiro?
    Olhando a nossa volta, as respostas estão todas aí.

    Não.
    O mangá é forte no Japão por diversos motivos, sendo que o principal é a cultura que incentiva a leitura, mais o comércio tremendo que incentiva a criação de roteiros adequados ao segmento de consumidores.

    Não se trata de apelo emocional disso e daquilo, que os mangás são, em sua maioria, lixo comercial dos mais baixos e medonhos.

    Porém, é da quantidade que se destaca a qualidade.

    As palestras da Animecon são primores de desinformação: são pessoas que nunca estiveram no Japão, que jamais estiveram por lá, que nunca nem leram nada a respeito e de fontes neutras e sérias...
    Mas que adoram sofismar.

    Os japoneses não são fechados a nada. Eles publicam comics, fumetti, inclusive Asterix!
    O que não rola é eles privilegiarem um autor de mangá estrangeiro quando, em seu país, ha milhares e milhares de autores que fazem a mesma coisa!

    O mercado de quadrinhos japonês é muito conservador e ele respeita tremendamente seu autor local, favorecendo-o com toda certeza. Afinal, lá ha faculdades de mangá, cursos de todos os tipos e, na grade curricular japonesa, mangá é uma matéria optativa de Artes.

    E ha critérios técnicos muito sérios que os japoneses se fazem basear, e a coisa é tão séria que nem o Cebolinha foi autorizado a ser publicado lá!

    Antes de mais nada, deveríamos nos preocupar mais em criar coisas nossas, para nossos leitores.
    Porque nosso mercado está nas mãos dos estrangeiros, dos EUA e do Japão e é uma amostra da incompetência nacional em não saber nem agradar ao próprio leitor...

    Sendo preciso que estrangeiros venham aqui e nos ensinem como fazer!

    E publicar lá fora é fácil.

    Difícil é publicar em seu próprio país, o que é um absurdo.
     
  7. Ecthelion

    Ecthelion Mad

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