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Mais um Soneto

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Matheus Spier, 25 Out 2012.

  1. Matheus Spier

    Matheus Spier Usuário

    Mais um soneto. Ele começa ascendendo e ascendendo, até que chega, por fim, em vazio.


    Maçãs, grãos, pêssegos, gramados véus,
    Cedros, pinheiros, as plumas do outono,
    Corais do mar, montanhas, sol, luz, céus...
    São só bocejos, logo serão sono.

    Mesmo o cosmo, florido de existência,
    Ninho de mundos, é também um parto
    Gerado pra findar em sonolência:
    O eclipse do caos marca o amargo aborto.

    Mesmo no rosto do recém-nascido
    Bailam germes de morte em tristes danças:
    Todo humano já nasce consumido,

    Já habita a morte o sangue das crianças;
    Viver é apodrecer sob tal contágio,
    No mar do nada o ser tem seu naufrágio.



    (:sim:Fiquei muito feliz com a rima final: adoro quando a rima parece inevitável, quando parece que não poderiam ter sido escolhidas palavras mais exatas para a situação).
     
    • Ótimo Ótimo x 1

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