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Magnum indigesto e mico da Netflix: O melhor e pior da nova safra de séries

Fúria da cidade

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Divulgação/CBS

Sem bigode, Jay Hernandez revive o icônico detetive Magnum no revival da série homônima

JOÃO DA PAZ - Publicado em 30/11/2018, às 05h32

A fall season de 2018, temporada de lançamentos de séries entre setembro e novembro da TV norte-americana, chega ao fim com uma nova tendência: dramas de alto nível com meia hora de duração. Do lado negativo, enquanto a Netflix pagou um mico com uma série policial invisível, atrações ressuscitadas sofreram um baque, com três flops inesperados.

Duas estrelas do cinema hollywoodiano chegaram com tudo à TV e são favoritas a concorrer ao Globo de Ouro (o anúncio dos indicados será na próxima quinta, 6). No Facebook, Elizabeth Olsen se entregou em uma atuação comovente no papel de Leigh Shaw, uma jovem viúva em Sorry for Your Loss. A atriz vive no cinema, nos longas da Marvel, a Feiticeira Escarlate.

A eterna Linda Mulher Julia Roberts arrasou em Homecoming ao viver a confusa e desanimada Heidi Bergman no drama da Amazon. Ambas as produções romperam com o padrão de grandes dramas com episódios longos e um tanto quanto desgastantes, geralmente com mais de 50 minutos (modelo HBO/Netflix).

Curtas, com dez episódios cada uma na primeira temporada, elas mostraram que é possível compor uma trama envolvente e de qualidade na metade do tempo dos dramas tradicionais. Homecoming e Sorry for Your Loss funcionam bem, principalmente para aqueles que têm pouca paciência e desistem no meio do caminho de séries como The Deuce (HBO) ou Ozark (Netflix).

divulgação/facebook

Com uma personagem desafiadora, Elizabeth Olsen cativou o público em Sorry for Your Loss

Outras séries novatas que merecem destaque: Manifest (a nova Lost virou a sensação do ano com suas teorias mirabolantes e ótima audiência); New Amsterdam e FBI (elas comprovaram que as clássicas tramas hospitalares e policiais ainda têm espaço na TV); e The Neighborhood (a comédia já virou uma das mais vistas em sua primeira temporada).

"Caos" de polícia!


A Netflix lançou uma série policial que praticamente (quase) ninguém viu. Caso de Polícia, intitulada originalmente de The Good Cop, foi cancelada menos de dois meses depois da estreia, em 15 de setembro. Protagonizada por Tony Danza, conhecido pela comédia Taxi (1978-1982), a série passou batida na plataforma e recebeu pouca atenção da mídia.

Caso de Polícia entra para a história como um dos maiores fracassos da Netflix. Está mais para "Caos" de polícia!

divulgação/netflix


Tony Danza é a cara de um dos maiores fiascos da Netflix, no drama cômico Caso de Polícia

Reboots e revivals caídos


Na onda de revivals e reboots que viraram hits, como Will & Grace (Fox), Fuller House (Netflix), One Day at a Time (Netflix) e Raven's Home (Disney), as redes norte-americanas apostaram em três séries ressuscitadas para virar o mais novo assunto do momento. Falharam lindamente.

O exemplo mais emblemático é o de Murphy Brown (inédita no Brasil). O revival da comédia popular, exibida entre 1988 e 1998, teve somente 13 episódios na CBS. Capa de revistas, a série não ganhou mais capítulos do que os encomendados na primeira leva, sinal de que não vingou. Apesar da expectativa de atingir um público na casa dos 10 milhões, ficou na média de 6,28 milhões de telespectadores por semana.
A indigesta Magnum P.I. (inédita no Brasil), remake da série icônica dos anos 1980, e Charmed (Globoplay) também estão com um desempenho abaixo da média. Esses fiascos devem fazer com que as redes americanas não joguem todas as suas fichas nos próximos remakes (se prepare, porque vem muito mais nos próximos anos).

Nem lá nem cá

As séries que estão no limbo desta fall season não entregaram o esperado, mas não estão fazendo feio. A atração que serve como referência nesse item é A Million Little Things (Globoplay), criada para ser a nova This Is Us, de mãos dadas com 13 Reasons Why, e conquistar o público pelas lágrimas derramadas de emoção.

Isso não aconteceu, e a série registra apenas audiência regular no ao vivo. Entre o público que a vê gravada, porém, a resposta é melhor, com um crescimento médio de 100% por semana.

The Romanoffs, da Amazon, embarcou o telespectador em uma verdadeira montanha-russa. Apresentou episódios espetaculares, como o primeiro (bela discussão sobre identidade nacional) e o terceiro (cheio de reviravoltas insanas). Contudo, vieram outros sem sal, principalmente o quinto, com uma abordagem indelicada sobre assédio sexual que tinha um personagem gay no centro da polêmica.

Como as premiações levam em consideração um episódio separado em vez da produção como um todo, é certo que The Romanoffs estará presente nas grandes premiações da TV, seja como série seja com seus atores.

fonte

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O "El Bigodon" Tom Selleck ficou tão icônico no Magnum original que não desperta meu interesse ver essa nova versão. Temo literalmente ter a mesma frustração que tive com o novo Máquina Mortífera.
 

Neoghoster Akira

Brandebuque
Lembro do Magnum. Mas é pena que a estética de filmagem atual esteja me afastando e deixando desgostoso na maioria das séries e filmes.
 

adrieldantas

Relax and have some winey
Sinceramente eu prefiro assistir as séries originais.
E assim, eu estou assistindo mais Amazon que Netflix, a Amazon está me surpreendendo com a qualidade dos programas. A Netflix é como um tiro no escuro, você não sabe se vai acertar ou não. Até agora a Amazon nunca me fez desistir de assistir uma série.
 

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