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Mãe Faz Campanha Por Sexo Para Filho, com Down

Raphael S

Desperto
Só repassando a notícia também O_O
Britânica faz campanha por sexo para filho com Down

Para mãe, filho de 21 anos deveria ter todas as experiências de outros jovens de sua idade.

- A mãe de um jovem britânico portador da Síndrome de Down deu início a uma campanha para que o filho consiga ter relações sexuais, numa iniciativa que foi registrada em um documentário pelo canal 3 da BBC. Lucy Baxter quer que o filho, o ator Otto Baxter, de 21 anos, tenha todas as experiências que outros jovens de sua idade têm, incluindo sexo.

Para isso, ela vem ajudando Otto a espalhar cartazes procurando companhia, e abriu uma página na internet para que o filho possa fazer contatos em busca de um relacionamento sexual. O documentário sobre a história de Otto será transmitido nesta quinta-feira na Grã-Bretanha.

Se a campanha não funcionar, Lucy disse estar disposta a pagar uma prostituta para que o filho possa experimentar sua primeira relação sexual. "Discutimos se ele deveria ir a Amsterdã (onde a prostituição é legalizada). Eu absolutamente consideraria essa possibilidade", diz.

Lucy Baxter diz que sempre quis que seu filho levasse uma vida "comum". "Eu queria que ele fizesse as mesmas coisas que qualquer outra pessoa, por isso fiz questão que ele fosse para uma escola comum", disse ela em entrevista à BBC.

"Tive trabalho com as autoridades, que queriam que ele fosse a uma escola especial, mas acredito que ele tem direito a ter as mesmas oportunidades que qualquer outra pessoa", afirma.

Com isso, Otto tem amigos que não são deficientes, frequenta clubes para jovens e vai a festas.

"Não consigo ver como alguém pode ser um indivíduo completo em nossa sociedade sem participar de tudo de que participamos", argumenta Lucy.

Otto tem várias amigas, mas ao ficar mais velho ele começou a encontrar dificuldades em tomar atitudes que seus amigos do sexo masculino consideravam naturais.

"Você não vai à escola secundária (equivalente ao ensino médio no Brasil) sem estar cercado por referências a sexo", afirma Lucy.

Segundo ela, o problema é que quando Otto vai a bares e discotecas, "vê seus amigos se darem bem, e ele até consegue um ou outro beijo, mas elas não querem mais do que isso". "E aí é que as coisas ficam muito difíceis para ele."

Otto decidiu que queria que uma de suas amigas, Hannah, fosse sua namorada, então escreveu sobre todas as coisas que gostaria de fazer com ela.

"As coisas que eu gostaria de fazer com a Hannah são tomar uma ducha junto, lavar suas costas e passar um dia largado na cama com ela. Também ir ao cinema e fazer coisas assim", escreveu.

Mas Hannah disse que queria permanecer apenas como amiga.

Otto também tentou agências de namoro, incluindo uma "especial" visando a encontrar garotas que também tinham Síndrome de Down.

Mas Lucy diz que as garotas que Otto conheceu por meio dessas agências "não tinham nada em comum com ele".

Quando ele saiu com uma das garotas, os responsáveis por ela não permitiram que eles avançassem no relacionamento além da amizade.

"Qual seria o jovem de 21 anos que poderia aguentar isso?", questiona Lucy.

"Infelizmente Otto está preso a dois mundos, duas culturas diferentes. Uma é uma cultura deficiente, na qual tudo é especial e você é tratado como uma criança", diz ela.

Para Lucy, essa cultura "está morrendo". "Acho que muitos pais de jovens com Síndrome de Down querem coisas diferentes para seus filhos. Eles querem igualdade."

Ela diz que sempre ensinou ao filho que sua condição não deveria ser uma barreira para fazer o que ele quer e que ele é igual a qualquer outra pessoa. Ela até mesmo o encorajou recentemente a fazer uma viagem à Índia e ao Japão de mochila nas costas.

"Se ele não conseguir uma namorada, vou me sentir realmente mal, porque eu sempre vendi para ele essa ideia de que ele é igual a todo mundo. Por isso estou trabalhando tanto para ajudá-lo com isso", afirma Lucy.

Ela diz que sua campanha não é somente para que seu filho tenha um relacionamento sexual.

"Às vezes ele acorda triste de manhã. Ele simplesmente quer uma namorada", explica.

"Eu realmente quero. Estou numa missão para encontrar uma namorada. O motivo é que eu quero ter sexo. Estou procurando namoradas em todo lugar", complementa Otto. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
fonte
 

Oromë

Purge 'em all
Cara, que triste...:tsc:

Mas é verdade... por mais que, para os deficientes, as coisas estejam aos poucos melhorando com relação a alguns aspectos da vida social e econômica, tem outros que permanecem muito complicados...

Acredito que, sem esse apelo da mãe, dificilmente o guri conseguiria que uma garota simplesmente quisesse ir pra cama com ele etc, apenas pela diversão. Não duvido nem um pouco que ele conseguisse encontrar alguém que se apaixonasse por ele, ou coisa assim, e acabasse por consertar sua vida amorosa. Mas até lá, e com relação aos simples relacionamentos casuais, a coisa é complicada mesmo...

Devem existir exceções, é claro, mas acredito que via de regra seja assim...

Com relação à iniciativa da mãe, acho muito legal ela fazer tudo isso pelo filho...mostra o quanto ela gosta dele e o quanto quer ve-lo feliz...

Existem muitas mães que colocariam o ciúme em primeiro lugar, e trancariam o filho em casa, com a desculpa, na qual ela mesma pode acreditar sinceramente, de que é para protege-lo do mundo exterior...ainda bem que com essa foi diferente =]

O problema vai ser se alguém resolver fazer o serviço por pena, e o dito cujo se apegar logo de cara à pessoa...

Só não sei se ela realmente se daria ao trabalho de leva-lo até Amsterdã pra conseguir uma profissional :hihihi:
 
Ao contrário desse caso, existem inúmeros outros onde os pais de portadores da SD simplesmente têm a certeza de que seus filhos não são capazes, não estão (e nunca estarão) preparados para a vida sexual. Por conta da proteção excessiva, muitos têm medo de como eles podem se envolver e principalmente que não saibam lidar com este envolvimento. Preferem permitir um tipo de "namoro" vigiado, impondo limites ou até mesmo comprar "brinquedinhos" de sexshop como forma de resolver o problema sem maiores preocupações. Mas, enfim, onde está a postura "normal"? No jovem que quer se relacionar ou nos pais que querem mantê-lo numa redoma? :think:
 

ARABAEL

Ema Infame e
Apoio que pessoas que tenham algum e qualquer tipo de deficiência deve ter uma vida bem próxima da vida normal, com integração e tudo mais, amigos (as), namoradas (os), vida social, vida cultural, etc e tal...mas sou contra forçar a barra, acho um mico e um desrespeito com o filho, se fosse eu me sentiria o pior dos seres, imaginem alguém fazendo campanha para que eu possa transar com alguém...é o fim! Se a pessoa gostar realmente vai transar e pronto, transar forçado, porque tem que sentir a experiência sexual??!!! Pagar prostituta...
Conheço duas pessoas que são meus colegas de trabalho, um trabalha na recepção de uma unidade de saúde e o outro no fichário, os dois meninos tem namoradas normais, e querem saber são uns amores, lindos olhos, carinhosos, são inteligentes, as meninas adoram eles, transam, vão nas festas juntos, ninguém tem vergonha de ninguémé o máximo, a vida pode ser normal para quem supostamente não é "normal", sem precisar ser artificial.
 

Indily

Balrog de Pantufas Fofas
Usuário Premium
Fui com o Rotary fazer um trabalho na Apae uma vez... e lá havia um casal de namorados com SD... as moças que trabalhavam lá informaram que por mais que achassem extremamente importante eles terem uma vida social, estudarem e tudo mais, era mto ifícil que continuassem na parte de relacionamentos. Não por não serem capazes, mas por serem intensos.
A apae da cidade que fui era uma instalação linda, absurdamente completa e as pessoas tratavam todos de forma igual, agindo como se ali fosse um mero curso profissionalisante que funcionava de forma integral, o que já viabilizava muito o contato dles com o que hoje chamamos de sociedade "comum".
São inteligentes e conversavam de tudo... fiquei chocada de ver tamanha evolução perto do que eu via com relação aos portadores de SD com os que tive contato antes. Eram introspectivos e infantis, mas esses não... eles eram comunicativos, faziam trabalhos manuais de artesanato e alimentação fantásticos e estavam montando um blog comunitário na internet...
Aí q entra o casalzinho... enquanto no horário de intervalo todos estavam comendo e papeando, os dois passeavam no jardim de mãos dadas... um beijinho... dois.... 3... e perderam total controle! O "ânimo" deles é infreiável... não paravam até que professores tiveram que intervir.
Daí o que eu disse de serem intensos. Não sei se todos são assim, mas todos os que conheci são de 8 a 80, nada de meio termo. Se amam, amam mto, se odeiam agridem, se querem e tiverem a chance eles pegam sem pedir... são extremistas.

mas a atitude dessa mãe é fantástica... só espero que se conseguir não seja como o Oromë falou, que consiga por dó e se encante logo de cara, pois assim sofreria muito... mas que encontre alguém como ele, com a mesma deficiência mas com a mesma disposição de não se limitar e viver a vida feliz e normal!
 

Sindar Princess

Que deselegante...
Uma coisa é vc querer que seu filho, seja ele especial ou não, seja feliz.
Outra é fazer da sua angústia a angústia do filho.
Eu jamais levaria o caso de um filho meu a público como essa mãe fez. Se fosse por uma causa social (escola, alimentação, moradia) ok. Mas um canal de televisão levar isso a milhares de casas na Grã Bretanha, para comover uma nação só porque o menino não faz sexo?
Ok, sexo é bom, mas... é só sexo mesmo que resolveria a "tristeza" do filho?
E o resguardo desse homem? Sim, ele é um homem, não uma criança. Onde está a ética?
Não é bem melhor ele ser aceito na sociedade como um homem que, apesar de suas limitações, tem seu valor?
Falo isso com conhecimento de causa, visto que tenho um primo de quase 36 anos com Síndrome de Down. O Lu é um amor de menino, super carinhoso, trabalha como empacotador num supermercado em Itajaí, todos o respeitam, ele é independente, sabe se virar sozinho, pega ônibus. Mas nunca conseguiu uma namorada tbém, e nem por isso ele é uma pessoa triste.
Ele é um homem digno, um ser humano do bem, articulado e inteligente aos padrões dele.
Um cara feliz, amado e respeitado.
Eu, realmente, acho ridículo uma mulher se passar por coitada porque o filho dela, com Síndrome de Down, não consiga fazer sexo. E pior: levar isso para a TV.
Obviamente que ela lucra com o "sofrimento" do filho. E um público vazio aceita um programa assim.
Péssima a atitude desta mãe. Péssima mesmo.
 
Última edição:

Ben Kenobi

Aprendendo com um
No caso percebe-se que ele não quer apenas sexo, ele deseja realmente ter uma namorada.
Acho que a mãe dele tinha que ter levado ele pra "conhecer" uma prostituta logo, se a vontade era tanta, e depois continuar com a divulgação do caso, mas em busca de uma namorada para ele, não por sexo.
Se ele conseguisse uma namorada, sexo viria a acontecer.

Tem um filme, Simples Como Amar ,o nome, muito bom, ja vi algumas vezes, aborda o relacionamento de dois deficientes que começam namorar e vão morar juntos, o filme aborda o sexo também, aconselho a quem não viu, ver.


Procurando sobre o assunto encontrei esse texto, interessante, ta ai pra quem quiser dar uma lida no assunto:

http://www.portadeacesso.com/artigos_leis/sex/sex004.htm
 

Alcarcalimon

Usuário
Nossa...
Fazendo isso essa mãe só vai conseguir que o filho dela seja ridicularizado. Além disso ela quer que ele seja só um 'jovem comum', mas qual 'jovem comum' tem uma campanha para perder a virgindade?
Isso é ridículo, coitado do cara.
 

Deriel

Administrador
Desculpa aí, mas não concordo com a mãe.

Se ela quer um relacionamento para o filho, devia ter usado esse termo e acredito que a proposta seria positiva. Se quer sexo, que pague uma prostituta.

A campanha não foi interessante, a meu ver.
 

Marco

may the force be with... wait
Também achei meio forçar a barra.
Ficou uma coisa meio mecânica, parece que ela está seguindo um cronograma.
Concordo que ele deva ter todas as experiências dos jovens de sua idade, mas não seria mais correto deixar isso acontecer naturalmente?
Acho que a mulher tá querendo é aparecer.
 

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