1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

"Luz Infinita" (Helena Kolody)

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por imported_Amélie, 8 Fev 2009.

  1. imported_Amélie

    imported_Amélie Usuário

    "Não quero ser o grande rio caudaloso
    Que figura nos mapas

    Quero ser o cristalino fio d´agua
    Que canta e murmura na mata silenciosa"

    Esse é um dos Haicais escritos nesse livro bilíngue (Português e Ucraniano), que mantém a mesma sensibilidade da autora... Descobri essa edição em uma livraria discreta, nas proximidades da UFPR e agora é indispensável... São como pílulas de reflexão, a simplicidade impressiona e toca muito! Os poemas falam por si...

    "Talvez, a cruz dos outros pese mais que a tua...

    Torna mais leve o lenho da existência
    No dolorido ombro alheio
    Embora o teu sangre e doa"

    Alguém conhece esse livro? O que acha dessa maneira de escrever: sincero ou piegas?
     
  2. Lethaargic

    Lethaargic Usuário

    RE: Luz Infinita - Helena Kolody

    Sou suspeita para falar sobre ela! Este é um daqueles livros que posso ler umas 10 vezes por ano sem cansar...
    Acho esta maneira de escrever bem sincera sim.. ainda mais da parte dela. Cada haicai do livro tem um peso sentimental imenso. Gosto muito deste, que já postei no tópico sobre a autora:

    Eu sou terra ignota e bárbara
    Que sentiu a pujança da sua profundidade
    E aspirou a cobrir-se de searas,
    E sonhou coroar-se de frutos.

    Permaneceu, porém, ignota e bárbara.
    Viu ondularem as searas alheias,
    Viu sazonarem frutos de outras terras,
    Talvez, menos fecundas.
     

Compartilhar