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Lutero (Luther, 2004)

Tópico em 'Cinema' iniciado por Gondorian Blade, 12 Fev 2005.

  1. Gondorian Blade

    Gondorian Blade Usuário

    O filme conta a vida de Martim Lutero, o padre alemão q desafiou a Igreja Católica e lançou as bases do protestantismo.

    Pra quem foi ao cinema sem esperar muita coisa, o filme me agradou e bastante. Ele retrata bem como a Igreja pode ser manipuladora e tira vantagem do desespero e da ignorância das pessoas. Aliás, os discursos de Lutero sobre a venda de indulgências e de "relíquias sagradas" são ótimos ("Os ossos de 18 dos 12 apóstolos estão enterrados na Espanha" :lol: "Se o papa pode livrar as pessoas do purgatório, pq não faz isso por amor ao invés de por dinheiro?).

    E uma coisa é certa, Lutero não critica Deus ou Cristo (embora no começo ele tenha uma certa dúvida em relação a sua própria fé), pois o q o revolta são os desonestos representantes da Igreja. É interessante notar também como o povo consegue distorcer os ideais de Lutero, usando-os como desculpa para a violência e selvageria.

    A atuação de Joseph Fiennes como Lutero está perfeita, dando vida a um homem q no início tem dúvidas sobre seu caminho, mas depois se revela como um dos maiores gênios e líderes do seu tempo. O filme tem alguns problemas é claro: alguns personagens, como o vendedor de indulgências João Tetzel (Alfred Molina) desaparecem sem mais nem menos, mas nada q chegue realmente a atrapalhar tanto.

    Outro mérito é q o filme, apesar d ter apenas 2 horas, nunca fica corrido e apresenta um ritmo bastante natural. Por fim, a parte técnica está impecável, destacando-se a trilha sonora, os figurinos e os cenários (aqueles interiores dos palácios europeus são d tirar o fôlego).

    Enfim, um bom épico religioso q não se perde nos seus próprios dogmas e é agradável até mesmo para aqueles q não são muito religiosos (como eu :mrgreen: ).
     
    • Ótimo Ótimo x 1
  2. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Recomendo ver duas outras versões dessa história: Martim Lutero, de 1953, com Niall MacGinnis, que vai até o momento em que a Reforma se solidifica; e Lutero, de 1973, com Stacy Keach, que é uma obra mais intimista, embora entregue sua origem teatral.
     

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