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Literatura Espírita

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Feynman, 6 Abr 2010.

  1. Feynman

    Feynman Usuário

    Diferente de outras religiões / seitas que se limitam a publicar livros acerca das práticas e costumes da religião (teologia). Os médiuns espíritas escrevem romances psicografados, romances esses supostamente idealizados por espíritos. A quantidade desses romances nas livrarias é algo impossível de não notar, Zibia Gasparetto figura carimbada entre os mais vendidos consegue angariar fãs até entre não espiritas.

    Alguém já se aventurou a ler algo do gênero?

    Tenho amigas não espíritas que curtem.
    Pessoalmente não simpatizo em nada com a doutrina espírita.
     
  2. Mi Müller

    Mi Müller Usuário

    Quando trabalhava em livraria tinha que ler para poder indicar e sempre detestei desde o primeiro livro que foi o indefectível Violetas na janela, arghhhh que livro ruim!
     
  3. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    Eu não gosto. São romances de auto ajuda, sempre naquele mesmo prejto de divulgar a verdade espírita. Não estou falando da religião, não vem ao caso e nem importa quando fala-se de literatura, mas apenas do modo pafletário desse tipo de livro.

    Eles lançam esses livros como verdades, fatos reais, e isso me incomoda muito pois, veja, a verdade de um livro não é explicita, é aquela verdade subjetiva que nos faz refletir, é aquela verdade ficcional de índio Peri que vence o mundo por sua amada. Mas, para Monica de Castro e Zibbia Gasparetto, seus livros são crônicas de além-mundo. Tudo certo para quem procura esse tipo de leitura, desse tipo de entendimento da verdade, mas para mim não serve, passo.
     
  4. .Penny Lane.

    .Penny Lane. Usuário

    Já tive contato com o espiritismo, sou agnóstica e não conheço muita coisa da doutrina, mas conheço váários espíritas que odeiam Zíbia Gasparetto e cia. Se não me engano ela mesma não se proclama como espírita... mas enfim, não gosto,[sim, eu já li, tenho parentes que gostam e me recomendaram] pra mim todos esses livros da lista de auto-ajuda da Veja que dizem ser "psicografados" são de gente viva.
    Mas tenho curiosidade pra ler um livro do Chico Xavier[esse sim eu respeito] que dizem ter poesias do Augusto dos Anjos, já ouvi falar muito bem.[sem entrar nos méritos de ser psicografia ou não] Dizem que ele escreveu bons livros, mas nunca li pra saber.

    edit: esse violetas na janela é simplesmente terrível hahahaha
     
  5. Petra

    Petra Usuário

    Eu já li alguns livros espiritas, e minha mãe tem toda a coleção da Zibia. Porém, ela não ler como "espirita" e sim como um romance tentando ser apenas mais um livro. Já li violetas na janela beeeeeeeeeeeeeeeeeem nova, devia ter uns 12 anos e lembro que na época fiquei com muitas dúvidas e li o seguinte, que me deixou com mais dúvida ainda.
    Não é uma literatura que eu leia mais, porque acho que me afastei um pouco desse assunto "espírita" e tenho curiosidade sim, mas nada que me faça correr atras ou comprar o livro.
    Quando li os livros era bem nova e acho que não tinha uma opinião que eu tenho hoje em dia, ou seja, os livros perderam a graça pra mim.

    Só li um que era muito legal meeeeeeeesmo, de crianças... Não lembro o livro, mas ele era diferente da forma de narrar, não queria impor que é uma realidade. Doce, sutil.. mas não lembro o nome :(
     
  6. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    eu assisti a Peça do Violetas na janela...achei nonsense demais pro meu gosto...

    assim, já frequentei grupos de estudo espíritas, e nenhum deles falava de psicografia ou recomendava livros psicografados... Nesse ínterim, eu gostei dos livros de Brian Weiss
     
  7. Lana Lane

    Lana Lane Usuário

    Já li alguns romances espíritas, faz bastante tempo. O problema é que todos são iguais. Já li também aqueles livrinhos tipo sabrina e esses romances espíritas são a mesma coisa no sentido de que é sempre a mesma história de fundo. E por isso não acrescentam. Então considero perda de tempo.
    Também já li alguns livros espíritas que falam da doutrina. Achei esses mais interessantes e não nonsense como "violetas na janela" que eu li tbém :timido:.
    Li o Livro dos Espíritos que traz a doutrina espírita e achei interessante, mas já faz mais de 15 anos, então já não lembro mais de muita coisa.
    E parando pra pensar, tem tanta coisa boa aí pra ler que eu ainda não li... Até tenho vontade de ler alguma coisa do Chico Xavier, mas ele está no fim da minha lista.
     
  8. Feynman

    Feynman Usuário

    Ainda não tive saco para ler livros espitos na íntegra, mas como você disse, paracem ser um tanto repetitivos mesmo.
     
  9. Lana Lane

    Lana Lane Usuário

    Nem perca seu tempo lendo esses romances espíritas, Omnius. Se pensar em ler algum livro espírita, eu recomendo o próprio Livro dos Espíritos, que fala da Doutrina e é um livro em que o Alan Kardec faz perguntas e os "espíritos" respondem.
    Esse sim pode acrescentar alguma coisa, porque por mais que a pessoa não creia na existência de vida após a morte e essas coisas, é interessante, é a base da doutrina. Embora eu não consiga acreditar, a leitura dele me acrescentou, vi utilidade em certos ensinamentos que são colocados lá, sabe.
     
  10. Feynman

    Feynman Usuário

    Olá Lana...pode acreditar que romances espiritas estão fora da minha lista de leitura, ultimamente não tenho tempo para ler nem o que o que preciso. Mais é curiosidade mesmo do porquê do sucesso dos romances espíritas.
    Pelo pouco contato que tive com a doutrina espirita, mais precisamente com livros do Kardec, os achei de um determinismo exarcebado. Um sincretismo de culturas orientais e africanas, com um carater pseudo científico / filosófico.
     
  11. Breno C.

    Breno C. Usuário

    Acho que antes de tudo temos que dividir duas coisas aqui: o genero do livro e por quem foi escrito. Se é um livro de ficção que não tem nada a ver com o espiritimos, mas mesmo assim foi "psicografado", então ele não deixa de ser um livro de ficção. Logo não importa muito o autor e sim o assunto abordado.

    Já li uns livros Espírita e para mim foi a mesma coisa que ler um livro Budista ou Evangélico (protestante ou seja lá como se chamar). O fundo de auto ajuda sempre existe porque faz parte dos conceitos da religião em si, então sempre qualifico livros "religiosos" como de auto ajuda também.

    O fato é que o espiritimos é uma das poucas religiões que ensentiva a leitura, sei disso porque já tive um contato grande com a religião (minha mãe foi espirita de mesa branca durante bom tempo) e via que era feito um trabalho muito legal com as crianças e jovens que estavam dentro da comunidade. E não havia só ensentivo a leituras ligadas as doutrinas, a literatura em si era muito recorrente.

    PS: Ainda no tema literatura religiosa: os Testemunhas de Jeová também são outra religião que incentiva muito a leitura, talvez não na mesma intensidade que os espíritas, mas ainda é um grande incentivo
     
  12. Feynman

    Feynman Usuário

    Se for psicografado, mesmo sendo de ficção, não deixa de ser espírita.

    Por mais isentos que tentem ser, livros religiosos acabam prosélitos da religião a qual pertencem.

    O incentivo a leitura é louvável.
    O senso de caridade espírita também é inegável, o que pode ser questionado é o caráter dessa caridade se altruísta ou não.

    Desconheço esse incentivo pó parte dos TJ’s. O que conheço é o desserviço que prestam a ciência com a divulgação de teorias criacionistas malucas.
     
  13. Breno C.

    Breno C. Usuário

    Bem... acho que se é um livro de suspense, por exemplo, deixa de ser espírita, porque quando falo o "genero literario espirita", estou falando de livros que falam sobre as particularidades da religião.



    Cara... de boa, se um atitude gera bons resultados, pouco me importa se é altruísta ou não. Alias, quem tá na merda e é ajudado, também não costuma ficar se perguntando os reais motivos de uma ajuda. Acho que no final das contas é um questionamento que pode ser deixado para o futuro quando não houver mais necessidade de incentivo.


    Pois é cara, nem vou entrar muito nessas questões, porque reconheço que é uma religião fechada pra caramba (minha mãe é e vai se batizar e eu mesmo estudei durante um tempinho) então fica complicado de entender as "teorias criacionistas malucas" que na verdade são bem cientificas como o caso do "não doar, beber ou consumir sangue de qualquer animal". Mas vale apena tentar ver com outra perspectiva.
     
  14. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Não gosto e nem chego perto!:blah:
     
  15. Feynman

    Feynman Usuário

    Para quem recebe pouco importa realmente, mas o questionamento moral das motivações do ato não deixa de ser válido.

    Referi-me as teorias criacionistas de terra jovem que de certa forma se opõem ao evolucionismo darwiniano.
     
  16. Breno C.

    Breno C. Usuário

    A tá. Então, ai já fica tão difuso que teria que criar outro tópico sobre religião e tals. Mas entendi o que você estava dizendo.
     
  17. Feynman

    Feynman Usuário

    Grande Breno.

    Como disse, estamos saindo do mote da discussão!
    Deixemos religião para uma proxima ocasião.
     
  18. Anica

    Anica Usuário

    Li por curiosidade, mas por razões óbvias não é exatamente meu tipo de leitura. Sobretudo quando tratam-se de livros psicografados (os livros sobre espiritismo pelo menos ainda tem a vantagem do valor culturar/social/algo que o valha).
     
  19. Marcileia

    Marcileia Usuário

    Não gosto.
    Livros de qualquer religião, independente se é psicografado, romanceado, de teorias.... simplesmente não desce
     
  20. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Li acho que três livros desse tipo.
    Achei todos muito pobres, com diálogos ruins e personagens sem profundidade alguma.
    As histórias parecem ter sido escritas pra quem nunca leu um livro, bem ao estilo revista "Sabrina", como bem lembrou a Lana.
    E tem coisas nas histórias que me incomodam profundamente pelo jeito tacanho e moralista com que são escritas.
    Lembro que em um desses livros li uma história em que uma personagem sofre um estupro e a "explicação" é de que a moça estuprada, em outra vida, teve um relacionamento com o estuprador, quando então ela humilhava e maltratava o cara.
    Por isso, no tempo narrado no livro, ele tinha essa "sede de vingança" e tals.
    Achei muito bobo e simplista isso, pra não dizer altamente preconceituoso já que não passa de uma versão "espiritual" pra aquela velha história de que a mulher é culpada, mesmo quando é vítima de violência.
    Fica meio que implícito: "ah! alguma coisa ela aprontou!" (nesse caso, em outra vida. Aff! :eek: )
     

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