1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Literatura em Tempos de Gripe

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por imported_Lord_Ueifoul, 11 Ago 2009.

  1. A relação entre a literatura e a morte está presente... bom... desde sempre – ainda que essa morte hoje esteja mais subentendida como seu oposto: a imortalidade. Contudo, deveríamos retornar a Kafka e lembrar de Odradek(“Preocupações de um Pai de Família”), esse ser bizarro, absolutamente próximo do inanimado, mas que vive – aliás, que certamente sobreviverá a nós! Assim é o texto literário: um pequeno ser estranho que estará lá para enterrar-nos, para além de todo o conforto que se possa ter quando as colunas de jornais intitulam os escritores como imortais (quando são os próprios autores que fazem isso, funda-se uma academia).

    Mas se fala pouco sobre a relação entre a literatura e a peste. Talvez porque a peste não confira glória [kleos] (Aquiles pode e deve morrer na guerra. Sequer podemos imaginá-lo doente). Ela não tem fim, finalidade [telos] (não confere um sentido maior para a existência). E, talvez, sequer cause piedade ou sentimentos [pathos] (a tragédia é de Édipo, não dos mortos pela praga da esfinge). A peste apenas corrompe a própria vida, retira-lhe a quietude, podo-nos não na Morte (porque então a agonia estaria resolvida), mas frente a ela, sob a sua ameaça, causando-nos pânico. Essa é uma relação mais próxima daquela entre escritor e literatura, entre leitor e leitura. E, de uma forma bem menos produtiva, entre nós e a nossa atual peste, etiquetada H1N1.

    CONTINUE A LER ESSE ARTIGO NO BLOG MEIA PALAVRA: http://blog.meiapalavra.com.br/2009/08/12/literatura-em-tempos-de-gripe/#more-1304
     
  2. Liv

    Liv Visitante

    Uh, mas esses 'estagiários' tão que tão! Esse artigo é ótimo! =}
     
  3. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    Eu sou apaixonada com o Diário do Ano da Peste...ficou ótimo o texto. Quer mais uma dica??? A Dança da Morte(the Stand) do Stephen King e A Praga escarlate de Jack London....

    Très bien!!!

    Besos
     
  4. Votei no Cidades Invisíveis

    heheheheheheehehehehe

    É verdade: tinha Jack London também... Depois eu lembrei de uma pá de livros que não citei... mas também não dá para colocar tudo...

    Stephen King eu não conheço direito (não precisa fazer essa cara de espanto, Anica), mas já a gente designada para "corrigir" isso...
     
  5. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    O do Jack London é bom para falar de deterioração da linguagem. Um dia escrevo sobre ele...
     
  6. imported_Ariane

    imported_Ariane Usuário

    Eita que esse povo tá que tá hein! :sim:

    Parabéns pelo artigo. Adoro o tema!
     

Compartilhar