1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Literatura e Holocausto

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Luciano R. M., 4 Mar 2011.

  1. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    A Shoah -o nome que os judeus dão para o Holocausto- foi uma experiência de violência inacreditável, evocando horrores até então impensáveis. O choque foi tão grande que levou o filósofo alemão Theodor Adorno a declarar pemas a respeito como barbáricos. Não foi o único, ele apenas ecoava a opinião de muitos de seus contemporâneos, que consideravam a natureza da poesia oposta à natureza do holocausto: toda poesia seria demasiado agradável ou demasiado formal para expressar o que significou esse momento da história, violando assim a incoerência inata ao fato.

    Mais tarde, porém, o próprio Adorno voltou atrás dizendo que 'o sofrimento perene tem tanto direito de expressão quanto o homem torturado tem de gritar'. Certamente os gritos ouvem-se até hoje: três ou quatro gerações depois da desumanização promovida pelo regime hitlerista- primariamente contra judeus, é certo, mas não se pode esquecer os ciganos, Testemunhas de Jeová, homossexuais, comunistas, poloneses e soviéticos- ainda se pensa, lê e escreve sobre o Holocausto.

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
     
  2. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Jonathan Safran Foer nasceu em 1977. Existe, portanto, a impossibilidade histórica de que ele tenha sobrevivido ao Holocausto: a Shoah terminou trinta e dois anos antes que o escritor norte-americano de ascendência judia-polonesa nascesse. Sua obra 'Tudo Iluminado', porém, tem ligação direta com esses fatos.

    Do mesmo modo, temos o quadrinista Art Spiegelman, autor de Maus- quiçá um dos mais vívidos relatos sobre a tragédia que se abateu sobre a Europa (notadamente sobre os judeus, mas sem poupar poloneses, ciganos, Testemunhas de Jeová, comunistas e homossexuais), nunca esteve lá- mas seu pai sim.

    E, conforme prometi, eis a segunda parte do texto sobre literatura e holocausto. Os autores que mencionarei agora- como pode ser visto nos dois primeiros parágrafos- não sentiram na pele os horrores pelos quais Kertesz, Borowski, Levi e Sutzkever passaram, mas carregam, de alguma maneira, resquícios disso.

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
     

Compartilhar