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Literatura arretada

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por biskvito, 16 Mar 2003.

  1. biskvito

    biskvito Usuário

    Alguém curte aqui Ariano Suassuna, Patativa do Assaré, literatura de cordel, essas coisas?
     
  2. Green Arrow

    Green Arrow Usuário

    Eu não gosto dessas poesias. Faz com que poetas como Camões, Shakespeare e Dante pareçam plhaços, falando de coisas tão nobres...

    Nada conta quem gosta, mas eu acho bastante vulgar. :roll:
     
  3. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Vulgar só porque é o cotidiano do brasileiro? Você está sendo preconceituoso.
     
  4. Green Arrow

    Green Arrow Usuário

    Não estou sendo preconceituoso. Já li obras de Patativa do Assaré, e não gostei. Ponto. É uma opinião minha.

    Não é vulgar por causa de ser o cotidiano do brasileiro. Se fosse assim, eu deveria achar tudo vulgar. Acho vulgar, bem, vulgar não é bem a palavra, acho repetitivo e simplório, pois fala das mesmas coisas o tempo todo. É isso.
     
  5. Eh tb num me encarno naum, e pode parecer esquisito mas eu tenho preconceito contra literatura brasileira... Tb neh naum tem como naum ter soh aqueles lixos q a escola nos obriga a ler...
     
  6. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Você está sendo preconceituoso a partir do momento que *só leu* obras de Patativa do Assaré e acha que é suficiente para definir toda a literatura de cordel e afins.

    Uhum. Você já leu *todos* os Sonetos de Camões? Se for levar em conta a questão de ser "repetitivo", bem, Camões praticamente só fala de Amor. É repetitivo. Mas é claro que é mais fácil dizer que Camões é brilhante, afinal... todo mundo já afirmou isso antes, não? :clap:
     
  7. Knolex

    Knolex Well-Known Member In Memoriam

    Eu infelizmente nunca tive tanto contato com esse tipo de literatura(exceto Suassuna), mas do pouco que conheçoi, adoro... as rimas e ritmo são interessantíssimos, e normalmente o conteúdo é inteligente e divertido...
     
  8. Northern Lad

    Northern Lad Usuário

    Olha, pelo pouco que eu conheço do Patativa do Assaré, eu acho que eu poderia o considerar um gênio. Pelo menos foi esse o pensamento que eu tive ao ver a reportagem com ele.

    Acho que literatura de cordel é arte...
     
  9. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Só para ilustrar, um trecho do texto de Francisca Neuma Fachine Borges no Jornal da Poesia:

    Os folhetos de cordel brasileiros, com seus múltiplos temas e expressiva forma de composição poética, têm sido objetos de estudos para pesquisadores do nosso país e também estrangeiros. Os textos de cordel poeticamente estruturados, tendo a sextilha como estrofe básica, são ilustrados com xilogravuras, chichês de cartões postais, fotografias, desenho e outras formas de composição gráfica e oferecem farto material para pesquisas, ensejando variadas interpretações que remetem para o contexto sócio-cultural em que se insere cada texto. Assim, os folhetos sobre os mais diversos temas, tradicionais ou contemporâneos, são versejados por inúmeros poetas populares, estabelecendo-se relações icônico-textuais significativas, ou outras intratextuais.

    Vale lembrar que nessa riquíssima literatura, de universo semiótico multifacetado, aberto a várias isotopias (isossêmicas, isotáxicas, isográficas, isofônicas) aqui entendidas nas concepções de vários semanticistas como A. J. Greimas, F. Rastier, J. Adam e J. Goldenstein, há uma grande variedade temática que reflete bem a extraordinária vivência dos nossos vates populares, desde o seu engagement com os problemas mais atuais, contemporâneos a cada poeta, até a conservação e transmissão de narrativas inspiradas no imaginário tradicional que nos chegaram através da península ibérica.


    Para quem quiser ler o resto, o texto está aqui:
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