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Liberdade religiosa demais atrapalha crescimento, diz estudo

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 18 Set 2014.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Crescimento econômico é maior quando estado regula atividade religiosa sem favorecer uma crença em detrimento da outra, diz estudo que será apresentado este mês

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    Homem rezando com um terço árabe na Bolsa de Valores de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos

    A liberdade de praticar uma (ou nenhuma) religião é um dos pilares da democracia, mas ela também pode levar a consequências econômicas negativas e crescimento menor se não tiver seus excessos contidos.

    Esta é a conclusão de um estudo que será apresentado este mês na Georgetown University por Shaomin Li, da Old Dominion University, Ilan Alon, da Rollins College, e Jun Wu, da Savannah State University.

    Primeiro, os autores definem liberdade religiosa com uma perspectiva de custo: se fica mais difícil acreditar, praticar e disseminar alguma crença, isso significa que a liberdade está sendo restringida.

    Estes obstáculos podem ser de duas naturezas: social (a hostilidade das pessoas) ou governamental (leis e políticas do estado).

    Para medir estas duas variáveis, eles utilizaram uma pesquisa de diversidade religiosa do Pew Research Center realizada em 200 países e cruzaram com dados de crescimento do PIB e do PIB per capita.

    Resultados

    Em relação à dimensão social, o que eles descobriram não surpreende: a falta de tolerância religiosa entre a população semeia a violência e a disputa entre grupos, o que atrapalha a capacidade que um país tem de fazer sua economia crescer.

    Em relação à atuação do estado, a conclusão é outra: países com restrições mais fortes à religião tendem a ter crescimento econômico mais acelerado.

    Para entender como isso acontece, os autores foram além e separaram estas "restrições religiosas" em dois lados: o quanto o governo restringe a religião como um todo e o quanto o governo favorece uma (ou mais) religiões em detrimento de outra(s).

    No primeiro lado, estão fatores como o controle do proselitismo, da reza e do uso de símbolos religiosos no espaço público. No segundo, itens como ensino religioso nas escolas e a submissão do governo a interesses religiosos em questões legais.

    O resultado? Os dois tipos de restrições tem efeitos opostos. Quanto maior a restrição geral e horizontal e menor a discriminação do governo entre as diferentes religiões, maior é o crescimento econômico.

    Mecanismos

    No estudo, os autores fazem uma analogia com o funcionamento do livre mercado em uma economia capitalista: "Em um mercado onde diferentes religiões competem por seguidores e recursos econômicos e sociais, uma liberdade sem regulação ou freio pode eventualmente levar a uma 'guerra de todos contra todos' (...) em certas circunstâncias as restrições governamentais à religião podem exercer uma influência positiva na performance econômica, análoga a uma economia livre que é regulada de forma justa e eficiente pelo governo".

    Em resposta a EXAME.com sobre se isso se aplica ao caso brasileiro, Shaomin Li diz que "se a religião dominante ganha tratamento preferencial do governo e algumas religiões minoritárias são discriminadas, isso seria considerado 'liberdade de religião desenfreada'. Baseado no nosso estudo, hostilidades sociais envolvendo religião ou políticas e leis do governo que discriminam ou favorecem certas religiões são ruins para o crescimento."

    A discussão entre religião e crescimento econômico vem dos tempos de Max Weber e seu clássico "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", mas está voltando para o meio acadêmico.

    No início do ano, um
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    com base na prática islâmica do Ramadã concluiu que ela tem um efeito claro de diminuição do crescimento do PIB nos países analisados.


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