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Autor da Semana Leticia Wierzchowski

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Erendis, 27 Nov 2014.

  1. Erendis

    Erendis I'm a motherfucking woman

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    Leticia Wierzchowski nasceu em Porto Alegre, em 04.07.1972, sendo considerada uma das mais talentosas e produtivas escritoras da literatura brasileira contemporânea, bem como uma das revelações da literatura nacional do início do século XXI, com talento para perceber e traduzir, em palavras, a personalidade, o sentido e o poder de ação de personagens e cenários brasileiros.
    Antes de se dedicar a escrita, Leticia chegou a estudar arquitetura, mas não completou o curso. Foi proprietária de uma confecção de roupas e trabalhou no escritório de construção civil de seu pai, onde enquanto trabalhava começou a escrever ficção.
    Aos 25 anos lançou seu primeiro romance, “O Anjo e o Resto de Nós”, que conta a saga da família Flores, ambientada no início do século XX no interior do Rio Grande do Sul, desde então, não parou mais de escrever, tendo lançado em 1999 o segundo livro, Prata do Tempo, que leva o leitor a visitar quase um século da história da família Serrat, ao percorrer os corredores e aposentos de uma casa a beira-mar.
    Em dezembro de 1998, após ler o primeiro romance de Leticia, por indicação de Martha Medeiros, o publicitário Marcelo Pires, que assim como Leticia é de naturalidade gaúcha e descendente de poloneses, enviou um e-mail à autora e ambos passaram a se corresponder regularmente pela rede. Menos de um ano após a primeira mensagem, em 17 de setembro de 1999, Letícia e Marcelo casaram-se. Na cerimônia de casamento, o casal distribuiu aos convidados um pequeno livro com algumas das mensagens trocadas por eles. Um dos participantes da festa, o editor Ivan Pinheiro Machado, da LP&M, acreditou que o livro poderia fazer sucesso e lançou uma edição comercial. Nascia assim, em 1999, o livro “
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    ”, que teve suas duas edições rapidamente esgotadas.
    O grande sucesso literário de Letícia viria com o romance “A Casa das Sete Mulheres”, onde reinventa a história da Revolução Farroupilha (1835-1845), de um ponto de vista feminino. O livro descreve as aventuras de sete gaúchas da família do general Bento Gonçalves, chefe da revolução que pretendia separar o Sul do resto do país. Adaptado pela Rede Globo numa minissérie que foi ao ar em 2003, exibida em mais de 30 países e reexibida em 2006.

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    Instada por seus editores a escrever uma continuação da saga das sete mulheres gaúchas durante a Revolução Farroupilha, recusou-se de início, pois tinha outros projetos literários. No entanto, acabou cedendo às pressões e lançou “Um Farol no Pampa”, em que retoma a vida dos personagens d’A casa: dessa vez, longe do isolamento da casa sitiada pela guerra, as sete mulheres precisam superar as suas clausuras interiores.
    Em “Uma Ponte para Terebin”, o personagem principal é Jan, o verdadeiro avô de Leticia, imigrante polonês que chega ao Rio Grande do Sul em 1936. O romance, de 2005, fala da liberdade e do preço que é preciso pagar por ela. No mesmo ano, Letícia estreou na literatura infanto-juvenil, com um livro encantador, que também parte de suas origens familiares: “O Dragão de Wawel e outras lendas polonesas”, que tem co-autoria de Anna Klacewicz. Em 2010, ela lançou “Os Getka”: tentando começar um livro após o fim do casamento, o escritor Andrzej rememora belas histórias de seu passado, em que conviveu com o casal Getka e sua filha Lylia, um eterno amor da infância. O livro aflora, delicadamente, sonhos e pesadelos que carregamos dentro de nós.
    O último livro de Letícia, lançado pela Intrínseca em 2013, "
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    " nos leva a conhecer “um farol enlouquecido que deixa desamparados os homens do mar que circulam em torno da pequena e isolada ilha de La Duiva, expondo-os, todas as noites, às ameaças dos rochedos traiçoeiros. Sob sua luz vacilante, Cecília, matriarca da família Godoy, reconstitui as cicatrizes do passado com linhas e agulhas. Em dolorosa solidão, ela tece uma interminável tapeçaria em que entrelaça as sinas de Ivan, seu marido, e de seus filhos ausentes, elegendo uma cor para cada um”.

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    Entrevista para SaraivaConteudo: Leticia Wierzchowski e suas histórias de amor:
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    Bibliografia:

    Romances
    O Anjo e o Resto de Nós, 1998;
    Prata do Tempo, 1999;
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    (com Marcelo Pires), 1999;
    A Casa das Sete Mulheres, 2002;
    O Pintor que Escrevia, 2003;
    Cristal Polonês, 2003;
    Um Farol no Pampa, 2004;
    Uma Ponte para Terebin, 2005;
    De um Grande Amor e uma Perdição Maior Ainda, 2007;
    Os Aparados, 2009;
    Os Getka, 2010
    Neptuno, 2012
    Sal, 2013;

    Livros infantis
    O Dragão de Wawel e outras lendas polonesas, 2005;
    Todas as Coisas querem ser Outras Coisas, 2006;
    O Menino Paciente, 2007;
    Era uma Vez um Gato Xadrez, 2008;
     
    Última edição: 28 Nov 2014
    • Ótimo Ótimo x 5
  2. Alsende

    Alsende She's a Lady and a Miss.

    E u já li 'A casa das sete mulheres', 'um farol no pampa e ''Sal'. Sou apaixonada por essa mulher, tenho foto com ela e autógrafo dela. Ela é uma simpatia só é uma gaúcha bem ufanista hahahaha
    Os livros dela captam a alma dos personagens, são profundos a ponto de entendermos seus anseios e principalmente, suas falhas. O livro mais famoso dela 'Casa das sete mulheres' transforma algo aparentemente chato, o cotidiano de mulheres presas em uma estância, em algo interessante ao revelar as guerras que travavam todos os dias com a ansiedade e o desejo de tocarem a própria vida em meio a um destino ditado pela guerra.
     
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  3. Erendis

    Erendis I'm a motherfucking woman

    eu só li A Casa das Sete Mulheres, pra falar a verdade, nem sabia que ela tinha tantos livros lançados, mas me empolguei pra reler a Casa e ler alguns outros dela, principalmente Um Farol no Pampa, que é continuação e esse Sal que parece ser muito bom também!
     

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